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CONTROLE DE ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS



PARQUE ESTADUAL DE VILA VELHA - PONTA GROSSA, PR
Instituto Ambiental do Paraná


Contexto
  

O Parque Estadual de Vila Velha tem pouco mais de 3000 hectares e representa um mosaico de formações de campos (Estepe), cerrado (Savana) e florestas com araucária (Floresta Ombrófila Mista). Está localizado no município de Ponta Grossa, a 80 km de Curitiba, no estado do Paraná.

Um dos maiores problemas ambientais dos poucos remanescentes de campos nativos que restam no estado é a invasão por espécies exóticas, especialmente árvores de Pinus elliottii e Pinus taeda. A origem dessa invasão está no extenso plantio de árvores exóticas feito pelos departamentos de estradas de rodagem ao longo das rodovias em décadas passadas e na falta de manejo apropriado de plantios florestais com Pinus spp. na região.

Solucionando o problema

Reconhecendo seu papel na criação dos problemas de invasão por Pinus no Parque, a APRE - Associação Paranaense de Empresas de Reflorestamento - ofereceu ajuda ao Instituto Ambiental do Paraná para remover as espécies exóticas invasoras.
Os trabalhos foram iniciados no dia 5 de março de 2007 com um treinamento fornecido pelo Instituto Hórus à equipe de campo.

No primeiro mês de trabalho estima-se que foram retiradas do Parque Estadual cerca de 50 mil árvores de Pinus, acácia-negra (Acacia mearnsii), cinamomo (Melia azedarach), alfeneiro (Ligustrum deciduum e L. japonicum), uva-do-japão (Hovenia dulcis), acácia-mimosa (Acacia podalyriaefolia), eucaliptos (Eucalyptus spp.) e outras.


Corte de Pinus

Outros problemas de invasão no Parque

O Parque não tem somente problemas de invasão por espécies arbóreas. Diversas gramíneas africanas são problemas crescentes, principalmente braquiária (Brachiaria spp.), capim-gordura (Melinis minutiflora), capim-colonião (Panicum maximum) e capim annoni (Eragrostis plana).

Testes realizados pela Professora Cristina Guilherme, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, com a colocação de lonas plásticas transparentes sobre áreas roçadas dessas gramíneas mostraram bons resultados após 4 a 6 meses. A lona translúcida abafa e mata as gramíneas presentes e permite que as sementes que estão no solo germinem e sejam abafadas, eliminando o banco de sementes. Com a retirada da lona está havendo recolonização da área de teste por plantas nativas dos campos. A gerência do Parque pretende estender as áreas de controle e utilizar o método em pontos remotos do Parque onde as gramíneas estão começando a aparecer, especialmente nos aceiros para controle de incêndios.

Além das plantas, o Parque tem problemas com a invasão de javali (Sus scrofa) e de lebre européia (Lepus europaeus). Esses problemas estão sob avaliação do Instituto Ambiental do Paraná para a definição de providências.

Javali - Sus scrofa

Nativo da Europa, foi introduzido ao Brasil para criação e escapou do cativeiro. É um problema sério em diversos estados brasileiros tanto no sentido ambiental quanto para a agricultura. O javali fuça a terra e com isso destrói plantações e a vegetação natural.

Lebre européia - Lepus europaeus

Nativa da Europa, foi introduzida na Argentina para criação e escapou do cativeiro, expandindo-se para o norte e entrando no Brasil. Hoje ocorre desde o Rio Grande do Sul até o estado de São Paulo.

Manejo do Parque Estadual

Os trabalhos de limpeza de plantas arbóreas vão mudar a paisagem do Parque e restaurar a paisagem a um cenário de campos entremeados por capões com araucária. Apesar do impacto inicial ser muito positivo, o trabalho de controle e de remoção de espécies exóticas terá que ser incorporado ao manejo do Parque de forma permanente, pois todo trabalho de controle precisa de repasse. Isso acontece porque muitas plantas podem rebrotar e sempre ocorre germinação de sementes que ficaram viáveis no solo.

As gramíneas são mais difíceis de erradicar e também requerem trabalho de controle em longo prazo.

Assim, se você visitar o Parque e vir equipes trabalhando com motosserras e foices na retirada de plantas, entenda que isso faz parte do manejo ambiental do Parque e que são ações fundamentais para viabilizar a conservação da biodiversidade.

Como você pode ajudar

O Parque Estadual de Vila Velha mantém um programa de voluntariado. Você pode visitar o Parque e inscrever-se para ajudar a fazer o manejo ambiental. Com isso pode ter oportunidade de conhecer áreas do Parque que não são abertas para visitação e aprender mais sobre o ecossistema e o trabalho de manejo de unidades de conservação.



Data: 24/03/07
Duração: 1m51s
Clique aqui para assistir a matéria que foi ao ar no JORNAL NACIONAL da TV GLOBO a respeito da limpeza de EEI em Vila Velha.

"No Paraná, árvores são derrubadas pelo bem da natureza"

Em três semanas, operários já derrubaram 20 mil pinus, árvore que virou praga no local. Proliferação prejudica a vegetação nativa e muda a composição química do solo, desequilibrando o meio ambiente. "


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