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CONTROLE DE ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS
PARQUES ESTADUAIS
DO ESPÍRITO SANTO
Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos
Hídricos - IEMA
contato: Michele de Sá Dechoum,
Gerente de Recursos Naturais mdechoum@iema.es.gov.br
Contexto
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Foto
Palê Zuppani
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O
Parque Estadual Paulo César Vinha, com 1.500
hectares, faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica
do Espírito Santo, e foi a primeira unidade de
conservação a receber um Plano de Ação
para controle de espécies exóticas invasoras
no Estado. Situado em Guarapari, na região litorânea,
protege formações de restinga (Formações
Pioneiras de Influência Marinha), de floresta
atlântica de planície (Floresta Ombrófila
Densa das Terras Baixas) e de alagados (Formações
Pioneiras de Influência Fluvial).
Os
trabalhos foram iniciados em março de 2007 com
um treinamento fornecido pelo Instituto Hórus
aos gestores, incluindo uma prática de campo
que recebeu cobertura da imprensa e foi ao ar em nível
nacional.
Foi
formada uma rede de discussão sobre invasões
biológicas em unidades de conservação,
formada por gestores do ES, incluindo UC federais, estaduais,
municipais e particulares. Todos os gestores de unidades
de conservação do Estado preencheram roteiros
para compor planos de ação individuais,
a serem incorporados aos planos de manejo existentes
e implementados em curto prazo. Os dados das unidades
de conservação estão sendo repassados
à base de dados nacional de espécies exóticas
invasoras.
Os
Parques Estaduais Paulo César Vinha e de Itaúnas
No
levantamento realizado em 2006/2007, em parceria
com a Universidade Federal do Espírito
Santo, foram registradas 20 espécies vegetais
exóticas invasoras no Parque Estadual Paulo
César Vinha.
As
principais espécies exóticas invasoras
que são ameaça à biodiversidade
do Parque são acácia (Acacia
mangium), capim gordura (Melinis minutiflora),
capim quicuio (Brachiaria humidicola),
braquiária (Brachiaria decumbens)
e capim colonião (Panicum maximum).
Merece destaque, ainda, a pita (Furcraea gigantea),
que apresenta alto potencial de dispersão
devido à reprodução por gemas
dispersas pelo vento.
O
plano de ação prevê a remoção
e o controle de todas as espécies exóticas
invasoras por ação da equipe do
IEMA e de parceria estabelecida com a concessionária
da Rodovia do Sol - RODOSOL. A Instrução
Normativa IEMA 003/07, de fevereiro de 2007, dá
base legal para a realização das
atividades, em consonância com o previsto
na Lei Federal 9985/00, que estabelece o Sistema
Nacional de Unidades de Conservação.
O
Parque Estadual de Itaúnas, localizado
no litoral norte do Espírito Santo, igualmente
tem pronto seu plano de ação e já
existem atividades em andamento.
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Dunas
no P.E. Cesar Vinha

Eriocaulaceae
Fotos
Palê Zuppani
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Espécies oportunistas
Algumas
espécies cuja origem não é certa
e que podem ser nativas do Brasil, como a vassoura-vermelha/dodonea
(Dodonaea viscosa) e samambaião (Pteridium
arachnoideum), embora pareçam invadir alguns
ambientes desses parques estaduais, recebem tratamento
diferenciado daquele dado às exóticas
invasoras.
As nativas que, por algum processo de distúrbio,
aumentam sua área de distribuição,
são chamadas oportunistas e entram em sistemas
de manejo em que se testa, em blocos experimentais,
sua reação a práticas de controle
e se verifica a resposta do ambiente. Se a biodiversidade
nas áreas de controle aumentar, o manejo segue
acontecendo. Caso negativo, outras hipóteses
são testadas. O importante é que essas
espécies, ao contrário das exóticas
invasoras, nunca são alvo de erradicação,
apenas se busca reequilibrar suas populações
no meio natural.
Espécies
exóticas invasoras no Espírito Santo
Algumas
das espécies exóticas invasoras em processo
de controle no estado são:
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Acácia
- Acacia mangium
Nativa da Austrália, foi introduzida
ao Brasil para fins de cultivo florestal. É
um problema sério em diversos estados brasileiros
porque é muito agressiva como invasora, tanto
em ambientes de restinga no Espírito Santo
quanto nos campos de Roraima. |
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Pita,
agave - Furcraea gigantea
Nativa da América Central e
do Sul, foi introduzida ao Brasil para fins ornamentais.
Invade ambientes costeiros e áreas de restinga,
estando também presente em clareiras e capoeirinhas
de áreas florestais. |
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Castanheira,
sombreiro - Terminalia catappa
Nativa
da Malásia, foi introduzida como planta
ornamental para sombra e é muito comum
ao longo da costa do Brasil. Invade ambientes
naturais litorâneos. |
Manejo
dos Parques Estaduais
Os trabalhos de controle de espécies exóticas
invasoras estão incorporados à rotina
dos Parques Estaduais. Muitas plantas podem
rebrotar e sempre ocorre germinação de
sementes que ficaram viáveis no solo, portanto
é sempre necessário manter um sistema
de vigilância, monitoramento e repasse.
As
gramíneas são muitas vezes mais difíceis
de erradicar e requerem trabalho de controle em longo
prazo.
Quando
visitar os Parques do Espírito Santo e vir equipes
trabalhando com motosserras e foices na retirada de
plantas, saiba que isso faz parte do manejo ambiental
e que essas são ações fundamentais
para a conservação da biodiversidade.
Como
você pode ajudar
Não
cultive plantas exóticas invasoras. Conheça
a lista de espécies já catalogadas
para o Brasil.
Nunca solte animais de estimação
na natureza. Eles podem trazer impactos muito graves
a populações naturais da fauna brasileira.
Ajude a divulgar o tema.
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