CÓDIGO
DE CONDUTA VOLUNTÁRIO PARA PRODUTORES, COMERCIANTES
E USUÁRIOS DE PLANTAS ORNAMENTAIS
Um
código de conduta voluntário é
um conjunto de regras sobre
práticas
éticas e responsáveis a serem seguidas
para evitar ou promover determinadas questões.
O intuito de aplicar códigos de conduta
voluntários é valorizar o trabalho
daqueles indivíduos ou daquelas empresas
que se preocupam em desempenhar seu trabalho respeitando
preceitos sociais e ambientais, além dos
econômicos.
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Um
código de conduta voluntário nunca é
imposto, como uma lei, e sim proposto. Sua aceitação
se fundamenta no grau de preocupação dos
signatários para o bem-estar comum, além
do bem-estar individual. Quem
produz, comercializa, fomenta, cultiva ou distribui
espécies de plantas ornamentais tem relação
direta com a disseminação de espécies
vegetais ao redor do planeta. A indústria de
plantas ornamentais é, com freqüência,
responsável pelo maior conjunto de espécies
exóticas invasoras presentes em diversos países,
desde o Brasil à Austrália, Nova Zelândia
e África do Sul. Assim, podem causar prejuízos
à biodiversidade, à sociedade, à
economia e/ou à saúde humana à
medida que ocupam o espaço de espécies
nativas e modificam a dinâmica de ambientes
naturais.
De acordo com os resultados do levantamento nacional
sobre espécies exóticas invasoras, realizado
pelo Instituto Hórus e pela The Nature Conservancy
para o Ministério do Meio Ambiente/Probio,
75,5% das espécies exóticas invasoras
em ambientes terrestres foram introduzidas de forma
intencional. Deste total, 21,8% têm causa no
uso ornamental, configurando o maior grupo de espécies
introduzidas. Outros grupos considerados foram as
plantas forrageiras, de uso florestal para estabilização
de solos, entre outros.
Apenas uma pequena parte das espécies introduzidas
em uma região se torna invasora. Muitas dessas
espécies exóticas necessitam de cuidados
especiais para sobreviverem; outras são plantas
anuais e tendem a apresentar baixo risco. Essas poucas
espécies que, uma vez introduzidas, conseguem
se estabelecer e desenvolver processos de invasão,
tendem a causar prejuízos inestimáveis
que podem ser evitados.
No estado da Flórida, Estados Unidos, por exemplo,
há um estudo mostrando que das 25.000 espécies
cultivadas naquele estado, apenas 125 são invasoras
problemáticas e que destas somente 40 eram
comercializadas no mercado de ornamentais. Ainda,
destas 40, apenas 13 representavam plantas comercialmente
importantes. A adoção de procedimentos
de análise de risco com base nas características
biológicas e ecológicas das espécies
pode ajudar grandemente a evitar a introdução
de mais espécies que têm tendência
a se tornarem problemas ambientais, econômicos,
sociais ou culturais, assim como a configurarem riscos
à saúde humana.
Um dos principais objetivos do código de conduta
voluntário é criar uma barreira à
introdução e distribuição
de plantas reconhecidamente ou potencialmente invasoras
através da realização dessas
análises de risco.
Os códigos de conduta voluntários se
dirigem a:
· agências governamentais ligadas ao
setor de plantas ornamentais,
· produtores e comerciantes de plantas ornamentais,
· jardineiros e entusiastas da jardinagem,
· paisagistas e decoradores,
· jardins botânicos e arboretos e
· usuários de plantas ornamentais, ou
seja, o público em geral.
Se você tem interesse em participar dessa iniciativa
ou enviar sua opinião, por favor, entre em
contato conosco: invasorasornamentais@tnc.org
Click
sobre os documentos para download:
- Documento
final do Workshop sobre Plantas Ornamentais Exóticas
Invasoras. (PDF - 504 KB)
- Protocolo
de Intenções. (PDF - 55 KB)
- Código
de Conduta Voluntário para Horticultura Ornamental
Sustentável. (PDF - 70 KB)
Para saber mais, a tabela abaixo apresenta as espécies
exóticas invasoras utilizadas como ornamentais
no estado do Paraná, de acordo com os ecossistemas
que invadem:
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