| REPTILIA
(em latim: reptile = que rasteja)
O Brasil é o quarto país do mundo
em riqueza de répteis (cerca de 650 espécies)
Características
Gerais
Répteis
são animais vertebrados que, de maneira geral, possuem
patas curtas e que, por isso, parecem rastejar quando andam.
Formam o primeiro grupo de vertebrados efetivamente adaptados
a viver em lugares secos do planeta. A pele seca, a córnea
e as escamas (que resistem à perda de umidade do
corpo) e a produção de ovos com casca e anexos
embrionários (capazes de se desenvolver em terra),
foram fundamentais para que pudessem habitar superfícies
mais secas ou mesmo áridas.
Por serem animais de sangue frio, ou seja, ectotérmicos,
estes animais não sobrevivem em locais de clima com
temperaturas baixas e habitam, preferencialmente, lugares
mais quentes. Muitas espécies de répteis são
encontradas no Brasil devido ao clima propício à
sua adaptação e ao seu desenvolvimento.
Classificação
Com cerca de 6.000 espécies e ampla distribuição,
ainda que preferencialmente nos trópicos, os répteis
são atualmente representados por quatro ordens:
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Squamata
– representada pelos lagartos e cobras
("répteis de escamas"). Ex.: cobra-cega,
cascavel, jibóia, jararaca, sucuri, surucucu,
lagarto-teiú, calango. |
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Crocodilia
– representada pelos crocodilos e jacarés.
Ex.: jacaré-do-pantanal, jacaré-tinga
ou jacaré-branco, jacaré-de-papo-amarelo,
jacaré-coroa. |
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Chelonia – representada pelas tartarugas,
cágados, e jabutis. Ex.: tartaruga-da-amazônia,
tartaruga-de-couro, tartaruga-de-pente, jabuti, cágado-de-pescoço-comprido. |
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Rhynchocephalia
– representada por uma única espécie
da Nova Zelândia, o tuatara. |
Características
ambientais
Importantes trabalhos de preservação de espécies
de répteis vêm sendo desenvolvidos no país.
No projeto TAMAR (tartarugas marinhas), do Ibama, se faz
o monitoramento e a proteção de mais de mil
quilômetros de praia na costa brasileira. Em atividade
desde 1980, vem se acompanhando o processo de reprodução
de tartarugas marinhas, além de proporcionar uma
nova visão sobre a relação da espécie
com a comunidade local. Com o Projeto TAMAR já se
conseguiu salvar espécies que quase entraram em extinção.
Espécies invasoras no Brasil
Existem algumas espécies de répteis que se
tornaram invasoras no Brasil.
· Tupinambis
merianae – o lagarto teiú tornou-se
invasor quando deslocado de seu ambiente dentro do próprio
Brasil. Introduzido na Ilha de Fernando de Noronha na década
de 1950 para combater ratos, o teiú passou a predar
ovos de aves nativas, causando impactos sobre populações
de aves marinhas. O teiú não se alimenta de
ratos, pois enquanto tem hábitos diurnos, os ratos
têm hábitos noturnos!
· Trachemys
scripta elegans – a tartaruga-de-orelha-vermelha
ou tartaruga-americana é oriunda dos Estados Unidos.
Comercializada no Brasil como animal de estimação,
é muitas vezes solta na natureza pelos seus donos,
onde ocupa o espaço de outras espécies de
tartarugas nativas. Isso é um problema sério,
pois a tartaruga exótica se reproduz mais rapidamente
e desloca espécies nativas.
· Liolaemus
lutzae – Natural da restinga do Rio de Janeiro,
a lagartixa-de-areia foi levada para o Espírito Santo
para estudos científicos, onde acabou se tornando
invasora e está hoje estabelecida numa nova região
geográfica.
·
Hemidactylus mabouia – Encontrada na zona
urbana em praticamente todo o território nacional,
a lagartixa-comum é originária da África.
Introduzida provavelmente na época da colonização
com a vinda de navios, há registros de que já
esteja estabelecida também em ambientes naturais
do país.
Nunca solte animais de
estimação na natureza!
Curiosidades
· Ao contrário de mamíferos e aves,
os répteis são animais ectotérmicos
ou pecilotérmicos. Isso significa que não
conseguem gerar calor internamente e que sua temperatura
corporal varia de acordo com a do ambiente. Como seu metabolismo
está diretamente relacionado à sua temperatura,
a oscilação que existe durante o dia e a noite
é importante, pois o animal depende dela para ajustar
a sua temperatura corpórea ideal. Assim, ao contrário
dos animais homeotérmicos, essa regulação
térmica pode ser feita por meios de certos comportamentos,
como o banho de sol (para absorver o calor necessário)
e o abrigo em lugares sombreados (para perder calor excessivo).
Por isso, eles são mais facilmente encontrados em
regiões onde a temperatura mais elevada acelera seu
metabolismo.
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