| MAMMALIA
(em latim: mammalis = mama)
O Brasil é o terceiro país do mundo em riqueza
de mamíferos (cerca de 600 espécies)
Características
Gerais
Os
mamíferos constituem o grupo de vertebrados mais
desenvolvido do ponto de vista evolutivo. São animais
tetrápodes, com pêlos e de sangue quente, caracterizados
por alimentar seus filhotes com o leite produzido pelas
glândulas mamárias das fêmeas.
É uma das classes mais variadas em termos morfológicos
e de ocupação de hábitats. O porte
das espécies pode variar desde 5 cm de comprimento
e apenas alguns gramas de massa (como pequenos camundongos
e morcegos), até cerca de 30 m e mais de 100 toneladas
(baleia-azul).
Classificação
Com cerca de 5.000 espécies distribuídas em
todos os continentes, das regiões polares aos trópicos,
onde ocupam uma grande quantidade de nichos ecológicos
nos ambientes terrestres e aquáticos, os mamíferos
são agrupados em cerca de 40 ordens, dependendo da
classificação utilizada, sendo as principais
brasileiras:
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Marsupialia – cuícas, gambás.
Exemplos: gambá-de-orelha-branca, gambá-de-orelha-preta. |
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Xenarthra
– tamanduás,
preguiças, tatus. Exemplos: tamanduá-bandeira,
tamanduá-mirim, preguiça-de-coleira, tatu-peba,
tatu-canastra, tatu-cobra, tatu-de-rabo-mole-pequeno. |
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Chiroptera – morcegos. Exemplos: morcego-pescador,
morcego-focinhudo, morcego-vampiro. |
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Primates
– macacos. Exemplos: bugio, macaco-aranha,
muriqui, uacari, guigó, sagüi, macaco-prego,
mico-leão-da-cara-dourada, macaco-da-noite, mico-de-cheiro). |
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Carnívora
– mustelídeos, canídeos,
felídeos. Exemplos: cachorro-do-mato, lobo-guará,
gato-maracajá, onça-parda, onça-pintada,
lontra, ariranha, quati, mão-pelada |
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Cetácea
- golfinhos, orcas, botos, baleias. Exemplos:
baleia-jubarte, cachalote, orca, boto-cor-de-rosa, boto-cinza,
golfinho-rotador. |
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Perisodactyla
- Exemplos: anta (única espécie brasileira),
cavalos, rinocerontes. |
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Artiodactyla
- porcos, veados, antílopes, camelos, hipopótamos.
Exemplos: cervo-do-pantanal, veado-catingueiro, veado-campeiro,
porco-do-mato ou cateto, queixada |
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Rodentia
- esquilos, ratos, ouriços. Exemplos: ouriço-cacheiro,
serelepe, paca, cutia, capivara, preá, rato-do-mato,
rato-candango, ratão-do-banhado. |
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Lagomorfa
– tapitis, lebres, coelhos. Exemplo: tapiti. |
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Sirenia
- Exemplo: peixe-boi-marinho. |
Características
ambientais
Os mamíferos são muitas vezes predadores do
topo das cadeias ecológicas. Fecham delicados elos
com as demais espécies nos ambientes em que vivem.
São polinizadores importantes para muitas espécies
de plantas e também fazem dispersão de sementes,
muitas vezes a grandes distâncias. Alguns mamíferos
são excelentes indicadores de qualidade ambiental.
Espécies sensíveis como tamanduás,
tatus, alguns macacos, ariranha, gatos-do-mato, puma, onça-pintada,
golfinhos, baleias, anta, veados e até alguns roedores,
quando presentes em um determinado ecossistema, geralmente
indicam boa qualidade ambiental e bom estado de conservação.
Espécies invasoras no Brasil
· Bubalus
bubalis – Trazido para o país com
o objetivo de criação, o búfalo vêm
causando sérios impactos no meio ambiente e na saúde,
principalmente na Reserva Biológica do Guaporé,
em Rondônia. A invasão do búfalo nestas
áreas de floresta se deve ao mau manejo praticado
na fazenda de criação para onde foram levados,
onde por falta de alimento fugiram para dentro da floresta
e se tornaram asselvajados ou ferais.
· Callithrix
jacchus e Callithrix
penicilata – Estes sagüis, deslocados
de sua região natural (centro-oeste, norte e nordeste
brasileiro), competem com outros micos nativos, destroem
cultivos agrícolas e podem transmitir o vírus
da raiva ao homem.
· Canis
familiaris – Mundialmente comercializado
como animal de estimação, o cachorro pode
causar grande impacto à fauna nativa através
da caça, competição por recursos limitados
e transmissão de doenças. Além disso,
também pode transmitir doenças ao homem. Os
cães de estimação devem ser tratados
com alimentação adequada e restritos de forma
a não poderem caçar em ambientes naturais!
· Felis
catus – Devido ao seu instinto felino, o
gato doméstico é um perigoso predador da fauna
nativa. Gatos são responsáveis pela extinção
de pelo menos 8 espécies de pássaros nativos
em ilhas oceânicas. Além disso, também
são responsáveis pela transmissão de
doenças como toxoplasmose e sarcosporidiose ao homem.
Como os cães, gatos domésticos precisam de
alimentação e cuidado para evitar que se saiam
para caçar e causem impacto sobre populações
de espécies nativas, especialmente de aves!
· Lepus
europaeus – a lebre-européia também
é voraz predadora de cultivos agrícolas. Entrou
no Brasil a partir da Argentina e já fez seu caminho
pelo menos até o estado de São Paulo. Suspeita-se
que traga prejuízo, por competição,
ao tapiti ou coelho nativo, Sylvilagus brasiliensis, de
menor porte.
· Rattus
rattus e Rattus
norvegicus – Introduzidos acidentalmente
no país nos tempos da colonização,
os ratos provocam muito impactos, desde a predação
de aves e ovos em ninhos, répteis e mamíferos,
além de transmitir doenças ao homem.
·
Sus
scrofa – O javali foi introduzido voluntariamente
no país com a finalidade de ser criado em cativeiro
para a comercialização e consumo de carne.
No entanto, escapou ao cultivo e tornou-se invasor de ecossistemas
naturais em diversos pontos do país. Além
de causar prejuízos a ambientes naturais e dificultar
a regeneração natural de florestas, compete
com espécies nativas de porcos-do-mato por alimento
e espaço, causa danos a plantações
e pode disseminar doenças.
Nunca solte animais de
estimação na natureza!
Curiosidades
· A maioria das espécies de mamíferos
apresenta hábitos crepusculares ou noturnos e é
bastante arisca, o que torna muito difícil sua visualização
na natureza. Com isso, sua presença nos ambientes
é normalmente denunciada de maneira mais eficaz através
de vestígios como pegadas, fezes, sementes roídas,
trilhas, abrigos e outras marcações próprias.
· Os mamíferos apresentam uma grande variedade
de dentes com funções específicas.
Como o número e o tipo de dentes variam de acordo
com a alimentação de cada espécie,
é possível deduzir o hábito alimentar
de uma espécie pela sua arcada dentária.
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