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ÁRVORES

Características Gerais
As árvores são vegetais dicotiledôneas, cujas sementes possuem dois ou mais cotilédones, com raiz pivotante, caule lenhoso chamado tronco e que formam ramos acima do nível do solo. Por isso são diferentes dos arbustos, que apresentam crescimento dos ramos desde junto ao solo. Em termos gerais, as árvores podem ser divididas em coníferas (gimnospermas) e folhosas (angiospermas).
Em toda a flora brasileira, existem apenas 3 espécies de coníferas arbóreas nativas: Araucaria angustifolia, pinheiro-do-paraná; Podocarpus lambertii e Podocarpus sellowii, ambos conhecidos como pinheiro-bravo. Essas espécies são nativas das florestas com araucária e atlântica. Já o número de folhosas nativas do Brasil está estimado em 40.000 espécies.
Os fatores limitantes ao desenvolvimento de uma espécie arbórea em um determinado ambiente costumam estar associados aos seguintes fatores: regime hídrico, ou seja, falta ou excesso de água, clima - temperatura, ocorrência de geada - e solo, em fatores como fertilidade, pH, profundidade e material de origem.


As árvores e a vegetação


As formações florestais são caracterizadas por espécies de árvores distintas, adaptadas a cada ambiente. Por isso distinguimos espécies nativas e exóticas, que fazem ou não parte de um determinado ecossistema (Floresta Amazônica, Floresta Atlântica, etc.), sem levar em consideração limites políticos. O guapuruvu, Schizolobium parahyba, por exemplo, é uma espécie característica da Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica), e é considerada uma espécie exótica e invasora na Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Tropical Subcaducifólia). Embora ambos os ambientes ocorram no Brasil, possuem características ecológicas distintas, e o transporte de espécies entre ambientes pode causar problemas mesmo dentro do país.


Grupos sucessionais


As espécies também são caracterizadas de acordo com o grupo sucessional ao qual pertencem: pioneiras, intermediárias ou maduras.

· Pioneiras são árvores que necessitam de luz solar direta para se desenvolverem e são capazes de crescer em ambientes com restrições hídricas e solos com pouca fertilidade. Costumam possuir ciclos de vida curtos, de poucas décadas, pois preparam o ambiente para suas sucessoras. Geralmente são encontradas em clareiras na floresta ou em áreas anteriormente desflorestadas e atualmente abandonadas.

· Intermediárias são árvores que se instalam logo após as pioneiras em uma sucessão florestal (etapas decorrentes do desenvolvimento de uma floresta). Em geral são árvores que necessitam de luz solar direta no seu desenvolvimento, mas que toleram certo sombreamento, costumam necessitar de melhores condições de solo e possuem um ciclo de vida um pouco mais longo.

· Espécies maduras são aquelas que futuramente vão ocupar o estrato superior da floresta, ou dossel. São árvores com desenvolvimento lento e que necessitam de ambientes sombreados, boas condições de solo e umidade. Em geral, possuem ciclo de vida longo, de centenas de anos.


Árvores exóticas invasoras

Entre as características de espécies exóticas invasoras estão:
· Rápido crescimento,
· Maturação precoce, reprodução em tempos curtos,
· Produção de grandes quantidades de sementes,
· Produção de sementes durante mais de uma época no ano,
· Mais de uma forma de dispersão de sementes, como pelo vento e por animais,
· Tolerância a solos de baixa fertilidade, encharcados ou áridos, degradados,
· Capacidade de interferir no ambiente ao seu redor pela liberação de substâncias químicas no solo ou na atmosfera (alelopatia).

Como exemplos de invasão biológica por árvores, há a invasão de árvores do gênero Pinus nos campos sulinos (Estepe Gramíneo-lenhosa), de uva-do-japão, Hovenia dulcis, nas florestas ciliares do sul do Brasil, de jaqueiras, Artocarpus heterophyllus, em Floresta Atlântica (Floresta Ombrófila Densa) no Sudeste e de algaroba, Prosopis juliflora, na Caatinga do Nordeste. Todas estão descritas nas fichas técnicas disponíveis neste site.

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