mmmmmmmmmm

  
 
 
   
 


CONTROLE DE ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS



PARQUE MUNICIPAL DO TANGUÁ - CURITIBA, PR


BioCidade

A Prefeitura Municipal de Curitiba inaugurou faz pouco o projeto BioCidade, que vai deixar Curitiba com melhorias ecológicas.

O projeto tem por objetivo a valorização de espécies nativas dos ecossistemas locais, a Floresta Ombrófila Mista (com araucária) e a Estepe Gramíneo-Lenhosa (campos). Os parques municipais, praças da cidade e ruas terão espécies exóticas invasoras substituídas por espécies nativas.

Devolvendo o ambiente às nativas

Muitas áreas de parques e praças municipais encontram-se ocupadas por espécies exóticas invasoras. Essas áreas serão restauradas com espécies nativas de cada ambiente após a remoção das plantas exóticas invasoras.

O projeto BioCidade mantém uma estufa de produção de espécies nativas no Jardim Botânico da cidade e pretende aumentar, em número de espécies e volume, a quantidade de plantas nativas usadas para fins de jardinagem e ornamentação.


Corte de Pinus

Parque Municipal Tanguá

O trabalho foi iniciado em 1 de junho no Parque Municipal do Tanguá, onde se estimou a presença de pelo menos 180 árvores de pínus, 80 eucaliptos e grande quantidade de alfeneiros, beijinhos e lírio-do-brejo. Também ocorre invasão de gramíneas como capim-gordura e braquiária, nativas da África.

O trabalho está sendo realizado por equipes da Prefeitura Municipal e deverá tornar-se rotina dentro do município. As árvores exóticas invasoras presentes na arborização urbana também serão gradativamente substituídas por espécies nativas. Os viveiros da Prefeitura já não produzem mais espécies exóticas invasoras, de modo que todos os novos plantios em ruas serão feitos com espécies adequadas.

Como você pode contribuir

Se você tem árvores como pínus, alfeneiro ou ligustro, cinamomo, uva-do-japão, amarelinho, nêspera e outras invasoras em seu quintal e quer trocar por espécies


Remoção de beijinho - Impatiens walleriana

nativas, procure a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para licenciamento de corte e o viveiro do Instituto Ambiental do Paraná para mudas de espécies nativas.

O mesmo se aplica a outras plantas ornamentais exóticas que podem causar dano ambiental.

Não cultive espécies exóticas invasoras, especialmente em áreas rurais. Troque exóticas por nativas, você estará contribuindo para a sustentabilidade dos ecossistemas naturais e ajudando a construir um futuro melhor.

Leia mais.


Assista a reportagem sobre o trabalho realizado no Parque Tanguá:
Paraná TV 2ª Edição: A Prefeitura de Curitiba está plantando árvores de espécies nativas nos parques e ruas da Cidade

Algumas espécies comuns em Curitiba que precisam ser substituídas:

Alfeneiro - Ligustrum lucidum

Nativo do Japão, foi introduzido ao Brasil para fins ornamentais e é muito comum nas ruas de muitas cidades. As sementes são dispersadas por aves e podem atingir remanescentes naturais nos arredores. Recomenda-se substituir por aroeira-vermelha ou araçá, que também suprem as aves e não causam dano ambiental.

Nêspera - Eriobotrya japonica

Nativa do Japão, foi introduzida para produção de frutos e como ornamental. É uma planta tradicional em quintais de casas, mas de grande potencial de dano a florestas nativas. Recomenda-se substituir por araçá, guabirova ou pitanga, que são nativas.

Cinamomo - Melia azedarach

Nativa da Índia, foi introduzida no Brasil como ornamental e é muito comum na arborização urbana. Os frutos são dispersados por morcegos, portanto podem ter longo alcance e afetar áreas naturais em volta da cidade. Recomenda-se substituir por caroba ou ipê-amarelo.

Pínus - Pinus elliottii e Pinus taeda

Nativos da América do Norte, foram introduzidos para produção de madeira, papel e celulose. Muito agressiva como invasora em áreas abertas, prolifera-se rapidamente e domina ambientes naturais. Recomenda-se susbtituir por araucária ou pinho-bravo - Podocarpus sellowii.

Pau-incenso - Pittosporum undulatum

Nativo do sudeste da Austrália, foi introduzida no Brasil como ornamental. Os frutos são dispersados por aves, portanto podem ter longo alcance e afetar áreas naturais em volta da cidade. Recomenda-se substituir por camboatá, aroeira, pitanga ou araçá.

Uva-do-japão - Hovenia dulcis

Nativa do Japão e da China, foi introduzida como ornamental. É muito invasora em florestas nativas e ao longo do tempo pode converter uma floresta de muitas espécies numa monocultura. As sementes são dispersadas por aves. Recomenda-se susbtituir por cedro ou canjerana.

 

 

Voltar