Nome Científico: Porphyra
suborbiculata
Reino: Plantae
Phyllum: Rhodophyta
Classe: Rhodophyceae
Ordem: Bangiales
Família: Bangiaceae
Porphyra suborbiculata Kjellman, 1887.
Descrição
morfofisiologica:
Talo muito delicado, de cor marrom-avermelhada, brilhante, de
textura escorregadia; frondes reniformes, arredondadas, com 1-2 cm, isoladas ou
em grupos pequenos; monostromáticas, com cerca de 20µm de espessura (lume das
células com 12 µm de altura); com um único cloroplasto estrelado por célula; em
vista frontal as células são retangulares, medindo cerca de 15 por 8 µm. As bordas da fronde são íntegras, sem ondulações,
com células bem ordenadas e dentes marginais freqüentes, formados por uma só
célula que freqüentemente se decompõe, restando apenas sua parede. Arqueosporangios
(monosporângios) localizados marginalmente, podendo germinar in situ;
espermatângios em geral marginais, em duas camadas de 4, formando grupos com 15 µm de diâmetro distribuídos em manchas,
misturados a células estéreis e a células grandes e arredondadas que se
assemelham a carpogônios não fecundados ou a zigotos não divididos; no material
examinado não foram encontrados carposporângios. (Oliveira, E.C.).
Dispersão:
Hidrocórica
Rota de dispersão:
Navegação
Aquacultura
Incrustração em cascos de barcos/navios
Vetor de Dispersão:
Processamento frutos-do-mar frescos
Forma biológica:
Alga
Dieta:
Fotoautotrófico
Introdução:
Acreditamos que esta espécie tenha sido introduzida
involuntariamente como epífita sobre conchas da ostra japonesa (Crassostrea
gigas) a qual foi inicialmente introduzida na região do Arraial do Cabo (RJ).
As espécies de Porphyra têm uma alternância heteromórfica de gerações, sendo
uma delas filamentosa e inconspícua (fase Conchocelis) a qual cresce
endoliticamente em substrato calcário e em especial em conchas de moluscos. Alternativamente
a espécie pode ter chegado ao Brasil em conchas calcárias de organismos
encrustados no casco de embarcações.O primeiro registro da ocorrência desta
espécie no Brasil foi feito por Milstein & Oliveira (2005) com base em estudos
de sequenciamento da unidade pequena do rDNA onde as autoras verificaram que
uma população de Porphyra sp. coletada na Praia da Baleia em São Sebastião (SP)
apresentava seqüências idênticas a materiais do Japão e Nova Zelândia
identificados como P. suborbiculata. Embora o registro seja recente isto
não significa que a espécie tenha chegado ao país recentemente porque a
identificação de espécies neste grupo é muito difícil e porque P.
suborbiculata, pelas suas dimensões reduzidas pode ter sido confundida com
fases jovens de outras espécies uma vez que os coletores sempre selecionam os
espécimes maiores para coletar e há uma grande sobreposição de habitat nas
espécies deste gênero no Brasil. Mais recentemente, material coletado em Arraial
do Cabo e identificado por Yoneshigue (1985) como sendo P. pujalsii mostrou ter
sequência idêntica ao de P. suborbiculata, o que corrobora nossa
suposição (Milstein, D. & Oliveira, M.C., não publicado). Em função disto é
possível que estudos futuros venham mostrar que a distribuição da espécie no
país é muito mais ampla do que indicam os dados atuais.
Causa da introdução: Forma: Local: Data:
Desconhecida Arraial do Cabo, RJ 1985
Uso econômico:
Área
de distribuição onde a espécie é nativa:
Japão, China, Sri Lanka,Nova Zelândia, Austrália, nordeste do
México e Estados Unidos
Ambiente natural:
Costões rochosos em águas temperadas
Ambientes preferenciais
para invasão:
Área de invasão:
Ambiente:
Costão Rochoso
Localidade:
Litoral norte do estado do Rio de Janeiro.
Município / Estado:
Arraial do Cabo / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Estabelecida
Descrição da invasão:
A espécie não é considerada invasora. Porém, pode dominar a
cobertura de rochas localizadas na parte superior do mesolitoral nos períodos
de inverno. Acreditamos que esta espécie tenha sido introduzida
involuntariamente como epífita sobre conchas da ostra japonesa (Crassostrea
gigas) a qual foi inicialmente introduzida na região do Arraial do Cabo (RJ).
As espécies de Porphyra têm uma alternância heteromórfica de gerações, sendo
uma delas filamentosa e inconspícua (fase Conchocelis) a qual cresce
endoliticamente em substrato calcário e em especial em conchas de moluscos.
Alternativamente a espécie pode ter chegado ao Brasil em conchas calcárias de
organismos encrustados no casco de embarcações.
O primeiro registro da ocorrência desta espécie no Brasil foi
feito por Milstein & Oliveira (2005) com base em estudos de sequenciamento
da unidade pequena do rDNA onde as autoras verificaram que uma população de
Porphyra sp. coletada na Praia da Baleia em São Sebastião (SP) apresentava
seqüências idênticas a materiais do Japão e Nova Zelândia identificados como P.
suborbiculata. Embora o registro seja recente isto não significa que a
espécie tenha chegado ao país recentemente porque a identificação de espécies
neste grupo é muito difícil e porque P. suborbiculata, pelas suas
dimensões reduzidas pode ter sido confundida com fases jovens de outras
espécies uma vez que os coletores sempre selecionam os espécimes maiores para
coletar e há uma grande sobreposição de habitat nas espécies deste gênero no
Brasil. Mais recentemente, material coletado em Arraial do Cabo e identificado
por Yoneshigue (1985) como sendo P. pujalsii mostrou ter sequência idêntica ao
de P. suborbiculata, o que corrobora nossa suposição (Milstein, D. &
Oliveira, M.C., não publicado). Em função disto é possível que estudos futuros
venham mostrar que a distribuição da espécie no país é muito mais ampla do que
indicam os dados atuais.
Área de invasão:
Ambiente:
Costão Rochoso
Localidade:
Litoral norte do estado de São Paulo.
Município / Estado:
São Sebastião / São Paulo
Situação populacional:
Estabelecida
Descrição da invasão:
A espécie não é considerada invasora. Porém, pode dominar a
cobertura de rochas localizadas na parte superior do mesolitoral nos períodos
de inverno. Acreditamos que esta espécie tenha sido introduzida
involuntariamente como epífita sobre conchas da ostra japonesa (Crassostrea
gigas) a qual foi inicialmente introduzida na região do Arraial do Cabo (RJ).
As espécies de Porphyra têm uma alternância heteromórfica de gerações,
sendo uma delas filamentosa e inconspícua (fase Conchocelis) a qual cresce
endoliticamente em substrato calcário e em especial em conchas de moluscos.
Alternativamente a espécie pode ter chegado ao Brasil em conchas calcárias de
organismos encrustados no casco de embarcações.
O primeiro registro da ocorrência desta espécie no Brasil foi
feito por Milstein & Oliveira (2005) com base em estudos de sequenciamento
da unidade pequena do rDNA onde as autoras verificaram que uma população de Porphyra
sp. coletada na Praia da Baleia em São Sebastião (SP) apresentava
seqüências idênticas a materiais do Japão e Nova Zelândia identificados como P.
suborbiculata. Embora o registro seja recente isto não significa que a
espécie tenha chegado ao país recentemente porque a identificação de espécies
neste grupo é muito difícil e porque P. suborbiculata, pelas suas
dimensões reduzidas pode ter sido confundida com fases jovens de outras
espécies uma vez que os coletores sempre selecionam os espécimes maiores para
coletar e há uma grande sobreposição de habitat nas espécies deste gênero no
Brasil. Mais recentemente, material coletado em Arraial do Cabo e identificado
por Yoneshigue (1985) como sendo P. pujalsii mostrou ter sequência
idêntica ao de P. suborbiculata, o que corrobora nossa suposição
(Milstein, D. & Oliveira, M.C., não publicado). Em função disto é possível
que estudos futuros venham mostrar que a distribuição da espécie no país é
muito mais ampla do que indicam os dados atuais.
Referência
Bibliografica:
Broom, J E; Nelson, W A; Yarish, C; Jones, W A;
Aguilar Rosas, R; Aguilar Rosas L E, A reassessment of the taxonomic status of Porphyra
suborbiculata, Porphyra carolinensis and Porphyra lilliputiana (Bangiales,
Rhodophyta) based on molecular and morphological data, 37, Europ. J. Phycol., 2002, (p.227-235)
Milstein,
D; Oliveira M C;, Molecular phylogeny of Bangiales (Rhodophyta) based on small subunit
rDNA sequencing: emphasis on Brazilian Porphyra species, 44, Phycologia, 2005, (p.212-221),
artigo
Criado em: 2/3/2007
Fonte:
Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature
Conservancy
www.institutohorus.org.br
Caso
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