Nome Científico: Gymnodinium
catenatum
Reino: Protista
Phyllum: Dinoflagellata
Classe: Dinophyceae
Ordem: Gymnodiniales
Família: Gymnodiniaceae
Gymnodinium catenatum Graham, 1943.
Sinônimos: Autor: Data:
Atriplex hortensis var. hort.
atrosanguinea
Nome comum: Idioma:
dinoflagelado Português
dinoflagellate Inglês
Descrição
morfofisiologica:
Descrição da célula vegetativa em microscopia ótica segundo Taylor
et al., 2003:Dinoflagelado atecado, formador de cadeias, normalmente, de 4, 8
ou 16 células, ocasionalmente mais longas. Quando solitária, a célula tem
34-65µm de comprimento e 27-43µm de transdiâmetro; quando em cadeia, as células
têm 23-60µm de comprimento e 27-43µm de transdiâmetro, mas as células terminais
têm dimensões mais parecidas com a de uma célula solitária. A hipoteca é maior
que a epiteca que pode ser truncada, arredondada ou cônica. O núcleo é
localizado na porção central da célula e os cloroplastos são numerosos com
pirenóides conspícuos. O cíngulo encontra-se na região equatorial da célula,
descrevendo uma espiral descendente com um deslocamento de 1/5do comprimento
total da célula. O sulco se estende da porção antapical até a apical na qual
existe uma depressão semi-circular voltada para o sentido anti-horário.
Descrição do cisto em microscopia ótica segundo Matsuoka & Fukuyo,
2003:Célula esférica (36-62µm de diâmetro), de cor marrom escura a avermelhada,
sem ornamentações (espinhos), mas com estruturas reticuladas; com arqueópilo em
forma de fenda.
Rota de dispersão:
Por transporte marítimo ou fluvial
Maricultura
Vetor de Dispersão:
Navio - Água de lastro
Reprodução:
Sexuada
Assexuada
Forma biológica:
Microalga
Dieta:
Fotoautotrófico
Introdução:
Citada pela primeira vez em 1940 para o Golfo da Califórnia, esta
espécie foi encontrada novamente em 1962 no Mar da Prata na Argentina; a partir
da década de 1970, o número de ocorrências aumentou em freqüência e distribuição
geográfica, inclusive no Atlântico Sul Ocidental, no Uruguai em 1992
(Hallegraeff & Fraga, 1998). No Brasil, a primeira citação foi para Santa
Catarina em 1998 (Proença & Fernandes, 2004), mas sua presença também já
foi constatada nos litorais do Paraná e de São Paulo. Há um consenso de que a
expansão desta espécie está associada à
eutrofização do ambiente costeiro, ao aquecimento global e ao transporte
por água de lastro, podendo estes fatores terem agido individualmente ou de
forma conjunta. Os argumentos que favorecem a hipótese de introdução no Brasil
são o fato de ser uma espécie conspícua (de grande porte, que forma cadeia de
células) e apresentar capacidade de formação de cistos de resistência.
Causa da introdução: Forma: Local: Data:
Acidental Armação do Itapocoroy, 1998
Uso econômico:
Impacto
econômico:
Perigo potencial de contaminação de recursos pesqueiros (ostras,
mariscos) de importância econômica com saxitoxinas e conseqüentes perdas
econômicas devido a suspensão de consumo e comercialização destes produtos
(Hallegraeff et al., 2003). Impacto ainda não relatados no Brasil.
Impacto na saúde:
Produz a saxitoxina que pode acumular em certos organismos
marinhos como moluscos e crustáceos que servem de vetor para demais níveis
tróficos; em animais de sangue quente, causa a intoxicação por PSP (Paralythic
Shellfish Poisoning), com os seguintes sintomas clínicos: diarréia, náusea,
vômito levando a amortecimento da boca e lábios, fraqueza, dificuldade de fala
e parada respiratória (Hallegraeff et al., 2003). Impacto ainda não relatados
no Brasil.
Impactos sociais e
culturais:
O impacto social pode ser um reflexo direto ou indireto do impacto
econômico e do impacto na saúde causado pela floração da espécie. Impacto ainda
não relatados no
Prevenção:
1.No mundo e no Brasil: Medidas de gestão e controle segundo
preconizadas na Convenção de Água de Lastro da IMO (Organização Marítima
Internacional).
2.No mundo e no Brasil: Seguir regulamentação que rege a
importação de organismos para maricultura (quarentena).
3.No Brasil: Cumprimento da NORMAM 20. Troca de água de lastro
pelos navios. Inspeção nos portos.
4.Monitoramento ambiental
Área
de distribuição onde a espécie é nativa:
Indeterminada. Citada pela primeira vez e descrita em 1943 para o
Golfo da Califórnia.
Ambiente natural:
Ambiente pelágico, costeiro, tropical e temperado.
Ambientes preferenciais
para invasão:
Costeiro, Marinho costeiro.
Costeiro, tropical e temperado.
Referência
Bibliografica:
Hasle, G. R; Syvertsen, E. E, Marine Diatoms. In Tomas, C. R.(Ed) Identifying Marine Phytoplancton, Florida, Academic
Press, 1996, (p.5-385), livro
Proença, L. A. O & Fernandes, L. F,
Introdução de microalgas no ambiente marinho: impactos negativos e fatores
controladores In: Água de Lastro e Bioinvasão, Rio de Janeiro, Interciência,
2004, (p.77-97), livro
Fensome,
R. A; Taylor, F. J. R; Norris, G; Sarjeant, W.A.S; Wharton, D. I &
Williams, G. L, A Classification of Living and Fossil Dinoflagellates., New
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artigo
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& Cembella, A.D. (eds.), Manual on Harmful Marine Microalgae, Monographs on
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In Hallegraeff, G.M.; Anderson, D.M. & Cembella, A.D. (eds.), Manual on Harmful
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Hallegraeff,
G. M & Fraga, S, Bloom dynamics of the toxic dinoflagellate Gymnodinium catenatum,
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A. D., Hallegraeff, G. M. Physiological Ecology of Harmful Algal Blooms, Alemanha, Springer, 1998, (p.59-80), artigo
Criado em: 2/3/2007
Fonte:
Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature
Conservancy
www.institutohorus.org.br
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