Nome Científico: Dasya brasiliensis

Reino:   Plantae

Phyllum: Rhodophyta

Classe: Rhodophyceae

Ordem: Ceramiales

Família: Dasyaceae

Dasya brasiliensis E. C. Oliveira & Y. Braga, 1971.

Sinônimos:                                          Autor:                                          Data:

  Chenopodium capitatum var.                 Welsh

  parvicapitatum

  Morocarpus foliosus                             Moench

  Blitum virgatum                                    L.

  Chenopodium virgatum                         (L.) Ambrosi, non Thunb.

Descrição morfofisiologica:

Alga vermelho-escura, filamentosa, formando tufos de até 15 cm de altura, fixando-se ao substrato através de uma base discóide, de onde emergem muitos ramos eretos, organizados radialmente, com até 1 mm de diâmetro e até 8 cm de comprimento. A ramificação dos ramos é irregularmente alternada, sem ramo principal evidente. A formação de córtex, em ramos mais velhos, se inicia por rizóides que se originam entre as células pericentrais em número de cinco. A densa cobertura de râmulos monossifônicos, delicados, especialmente nos ápices dá uma aparência densa; estes râmulos bifurcam-se algumas vezes e se dispõem em espiral, com divergência entre eles de 144º (2/5), inclinados em relação ao eixo principal, medindo 450-1200 micrômetros de comprimento; suas células basais medem 38-57 micrômetros de comprimento por 57-70 micrômetros de largura, enquanto que suas células medianas medem 22-31 micrômetros de largura, com 2-4 vezes esta medida de comprimento; as células terminais são bem pequenas, com medidas iguais de comprimento e largura, variando de comprimento de acordo com o comprimento do ramo em que ocorrem. Tetrasporângios são produzidos em estriquídios lanceolados que ocorrem de 1 a 2 em ramos férteis, com 300-420 micrômetros de comprimento e largura de  95-105 micrômetros em sua parte mais grossa, tendo uma pequena célula na base; ocorrem até quatro esporângios por segmento nos estiquídios; o esporângio, originado de divisão anticlinal de uma célula pericentral fértil, origina o tetrasporângio por divisões periclinais, os quais ficam bem expostos quando maduros. Apesar de serem encontradas também no inverno, estas algas apresentam-se mais conspícuas durante a primavera, crescendo presa a rochas em regiões entremarés (meso-litoral), protegidas de ondas fortes e de luz direta, ou pendentes em rochas inclinadas (Oliveira Filho & Braga, 1971; E. C. Oliveira).

Dispersão:

Hidrocórica

Rota de dispersão:

Navegação

Incrustração em cascos de barcos/navios

Aquacultura

Vetor de Dispersão:

Navio - Água de lastro

Processamento frutos-do-mar frescos

Detritos marinhos flutuantes

Correntes aquáticas

Reprodução:

Sexuada

Forma biológica:

Alga

Dieta:

Fotoautotrófico

Introdução:

A espécie foi detectada pela primeira vez na praia da Fortaleza em Ubatuba (SP) no final da década de 1960. Sua chegada foi certamente acidental já que não são conhecidos interesses econômicos, sociais ou medicinais na alga em questão.

Causa da introdução:                                            Forma:               Local:                                   Data:

Outros                                                                 Acidental             Ubatuba SP                              1960

Uso econômico:

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Ainda desconhecida, alga descrita pela primeira em ambiente exótico

Ambiente natural:

Zona entre-marés de costões rochosos.

Ambientes preferenciais para invasão:

Área de invasão:

Ambiente:

Costão Rochoso

Localidade:

Litoral do Rio de Janeiro.

Município / Estado:

Armação dos Búzios / Rio de Janeiro

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Esta espécie foi primeiramente coletada por E.C. Oliveira em 1963 no litoral de São Paulo

(Ubatuba) e Rio de Janeiro (Parati), sendo na época confundida com Heterosiphonia

gibbesii (Harvey) Falkenberg. Após esta data outros levantamentos florísticos revelaram a

existência da alga em outros pontos da costa: Arraial do Cabo (RJ) em 1981, 1983 e 1984

(Y. Yoneshigue); Búzios (RJ) em 1981 e 1982 (Y. Yoneshigue); Cabo Frio (RJ) em 1968

(E.C. Oliveira), 1979 e 1982 (Y. Yoneshigue); Parati (RJ) em 1963 (E.C. Oliveira); São

Sebastião (SP) em 1982 e 1983 (E.C. Oliveira) – Figura 3g; Ubatuba (RJ) em 1968 e 1972

(E.C. Oliveira). Oliveira e Braga (1971) chegaram a registrar estes exemplares como

espécie endêmica para a região entre Cabo Frio e São Sebastião (RJ), ocasião em que a

alga recebeu o nome de Dasya brasiliensis E.C. Oliveira & Y. Braga.

Posteriormente, foi lançada a hipótese de que esta espécie poderia ter sido introduzida no

país ao fim da década de 1950 ou início da de 1960, baseando-se no fato de que uma

espécie tão conspícua como esta não poderia ter passado despercebida no litoral norte do

Estado de São Paulo, área tão intensamente coletada por A.B. Joly e sua equipe (Joly,

1965; Oliveira, 1977). Além disto, a espécie não segue o padrão geográfico de espécies

encontradas no Sudeste brasileiro, que normalmente têm uma distribuição relativamente

contínua também no Nordeste brasileiro e na região do Caribe.

Esta espécie só poderá ser confirmada como espécie não-nativa no momento em que seja

identificada com uma espécie já conhecida em área disjunta de sua atual área de

ocorrência.

Caso se comprove que se trata de uma espécie introduzida ela pode ter chegado através

de água de lastro de navios, incrustada em cascos de embarcações ou associada a

espécies exóticas utilizadas em aqüicultura.


Área de invasão:

Ambiente:

Costão Rochoso

Localidade:

Litoral do Rio de Janeiro.

Município / Estado:

Arraial do Cabo / Rio de Janeiro

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Esta espécie foi primeiramente coletada por E.C. Oliveira em 1963 no litoral de São Paulo

(Ubatuba) e Rio de Janeiro (Parati), sendo na época confundida com Heterosiphonia

gibbesii (Harvey) Falkenberg. Após esta data outros levantamentos florísticos revelaram a

existência da alga em outros pontos da costa: Arraial do Cabo (RJ) em 1981, 1983 e 1984

(Y. Yoneshigue); Búzios (RJ) em 1981 e 1982 (Y. Yoneshigue); Cabo Frio (RJ) em 1968

(E.C. Oliveira), 1979 e 1982 (Y. Yoneshigue); Parati (RJ) em 1963 (E.C. Oliveira); São

Sebastião (SP) em 1982 e 1983 (E.C. Oliveira) – Figura 3g; Ubatuba (RJ) em 1968 e 1972

(E.C. Oliveira). Oliveira e Braga (1971) chegaram a registrar estes exemplares como

espécie endêmica para a região entre Cabo Frio e São Sebastião (RJ), ocasião em que a

alga recebeu o nome de Dasya brasiliensis E.C. Oliveira & Y. Braga.

Posteriormente, foi lançada a hipótese de que esta espécie poderia ter sido introduzida no

país ao fim da década de 1950 ou início da de 1960, baseando-se no fato de que uma

espécie tão conspícua como esta não poderia ter passado despercebida no litoral norte do

Estado de São Paulo, área tão intensamente coletada por A.B. Joly e sua equipe (Joly,

1965; Oliveira, 1977). Além disto, a espécie não segue o padrão geográfico de espécies

encontradas no Sudeste brasileiro, que normalmente têm uma distribuição relativamente

contínua também no Nordeste brasileiro e na região do Caribe.

Esta espécie só poderá ser confirmada como espécie não-nativa no momento em que seja

identificada com uma espécie já conhecida em área disjunta de sua atual área de

ocorrência.

Caso se comprove que se trata de uma espécie introduzida ela pode ter chegado através

de água de lastro de navios, incrustada em cascos de embarcações ou associada a

espécies exóticas utilizadas em aqüicultura.


Área de invasão:

Ambiente:

Costão Rochoso

Localidade:

Litoral do Rio de Janeiro.

Município / Estado:

Cabo Frio / Rio de Janeiro

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Esta espécie foi primeiramente coletada por E.C. Oliveira em 1963 no litoral de São Paulo

(Ubatuba) e Rio de Janeiro (Parati), sendo na época confundida com Heterosiphonia

gibbesii (Harvey) Falkenberg. Após esta data outros levantamentos florísticos revelaram a

existência da alga em outros pontos da costa: Arraial do Cabo (RJ) em 1981, 1983 e 1984

(Y. Yoneshigue); Búzios (RJ) em 1981 e 1982 (Y. Yoneshigue); Cabo Frio (RJ) em 1968

(E.C. Oliveira), 1979 e 1982 (Y. Yoneshigue); Parati (RJ) em 1963 (E.C. Oliveira); São

Sebastião (SP) em 1982 e 1983 (E.C. Oliveira) – Figura 3g; Ubatuba (RJ) em 1968 e 1972

(E.C. Oliveira). Oliveira e Braga (1971) chegaram a registrar estes exemplares como

espécie endêmica para a região entre Cabo Frio e São Sebastião (RJ), ocasião em que a

alga recebeu o nome de Dasya brasiliensis E.C. Oliveira & Y. Braga.

Posteriormente, foi lançada a hipótese de que esta espécie poderia ter sido introduzida no

país ao fim da década de 1950 ou início da de 1960, baseando-se no fato de que uma

espécie tão conspícua como esta não poderia ter passado despercebida no litoral norte do

Estado de São Paulo, área tão intensamente coletada por A.B. Joly e sua equipe (Joly,

1965; Oliveira, 1977). Além disto, a espécie não segue o padrão geográfico de espécies

encontradas no Sudeste brasileiro, que normalmente têm uma distribuição relativamente

contínua também no Nordeste brasileiro e na região do Caribe.

Esta espécie só poderá ser confirmada como espécie não-nativa no momento em que seja

identificada com uma espécie já conhecida em área disjunta de sua atual área de

ocorrência.

Caso se comprove que se trata de uma espécie introduzida ela pode ter chegado através

de água de lastro de navios, incrustada em cascos de embarcações ou associada a

espécies exóticas utilizadas em aqüicultura.


Área de invasão:

Ambiente:

Costão Rochoso

Localidade:

Litoral do Rio de Janeiro.

Município / Estado:

Parati / Rio de Janeiro

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Esta espécie foi primeiramente coletada por E.C. Oliveira em 1963 no litoral de São Paulo

(Ubatuba) e Rio de Janeiro (Parati), sendo na época confundida com Heterosiphonia

gibbesii (Harvey) Falkenberg. Após esta data outros levantamentos florísticos revelaram a

existência da alga em outros pontos da costa: Arraial do Cabo (RJ) em 1981, 1983 e 1984

(Y. Yoneshigue); Búzios (RJ) em 1981 e 1982 (Y. Yoneshigue); Cabo Frio (RJ) em 1968

(E.C. Oliveira), 1979 e 1982 (Y. Yoneshigue); Parati (RJ) em 1963 (E.C. Oliveira); São

Sebastião (SP) em 1982 e 1983 (E.C. Oliveira) – Figura 3g; Ubatuba (RJ) em 1968 e 1972

(E.C. Oliveira). Oliveira e Braga (1971) chegaram a registrar estes exemplares como

espécie endêmica para a região entre Cabo Frio e São Sebastião (RJ), ocasião em que a

alga recebeu o nome de Dasya brasiliensis E.C. Oliveira & Y. Braga.

Posteriormente, foi lançada a hipótese de que esta espécie poderia ter sido introduzida no

país ao fim da década de 1950 ou início da de 1960, baseando-se no fato de que uma

espécie tão conspícua como esta não poderia ter passado despercebida no litoral norte do

Estado de São Paulo, área tão intensamente coletada por A.B. Joly e sua equipe (Joly,

1965; Oliveira, 1977). Além disto, a espécie não segue o padrão geográfico de espécies

encontradas no Sudeste brasileiro, que normalmente têm uma distribuição relativamente

contínua também no Nordeste brasileiro e na região do Caribe.

Esta espécie só poderá ser confirmada como espécie não-nativa no momento em que seja

identificada com uma espécie já conhecida em área disjunta de sua atual área de

ocorrência.

Caso se comprove que se trata de uma espécie introduzida ela pode ter chegado através

de água de lastro de navios, incrustada em cascos de embarcações ou associada a

espécies exóticas utilizadas em aqüicultura.


Área de invasão:

Ambiente:

Costão Rochoso

Localidade:

Litoral de São Paulo.

Município / Estado:

São Sebastião / São Paulo

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Esta espécie foi primeiramente coletada por E.C. Oliveira em 1963 no litoral de São Paulo

(Ubatuba) e Rio de Janeiro (Parati), sendo na época confundida com Heterosiphonia

gibbesii (Harvey) Falkenberg. Após esta data outros levantamentos florísticos revelaram a

existência da alga em outros pontos da costa: Arraial do Cabo (RJ) em 1981, 1983 e 1984

(Y. Yoneshigue); Búzios (RJ) em 1981 e 1982 (Y. Yoneshigue); Cabo Frio (RJ) em 1968

(E.C. Oliveira), 1979 e 1982 (Y. Yoneshigue); Parati (RJ) em 1963 (E.C. Oliveira); São

Sebastião (SP) em 1982 e 1983 (E.C. Oliveira) – Figura 3g; Ubatuba (RJ) em 1968 e 1972

(E.C. Oliveira). Oliveira e Braga (1971) chegaram a registrar estes exemplares como

espécie endêmica para a região entre Cabo Frio e São Sebastião (RJ), ocasião em que a

alga recebeu o nome de Dasya brasiliensis E.C. Oliveira & Y. Braga.

Posteriormente, foi lançada a hipótese de que esta espécie poderia ter sido introduzida no

país ao fim da década de 1950 ou início da de 1960, baseando-se no fato de que uma

espécie tão conspícua como esta não poderia ter passado despercebida no litoral norte do

Estado de São Paulo, área tão intensamente coletada por A.B. Joly e sua equipe (Joly,

1965; Oliveira, 1977). Além disto, a espécie não segue o padrão geográfico de espécies

encontradas no Sudeste brasileiro, que normalmente têm uma distribuição relativamente

contínua também no Nordeste brasileiro e na região do Caribe.

Esta espécie só poderá ser confirmada como espécie não-nativa no momento em que seja

identificada com uma espécie já conhecida em área disjunta de sua atual área de

ocorrência.

Caso se comprove que se trata de uma espécie introduzida ela pode ter chegado através

de água de lastro de navios, incrustada em cascos de embarcações ou associada a

espécies exóticas utilizadas em aqüicultura.


Área de invasão:

Ambiente:

Costão Rochoso

Localidade:

Litoral de São Paulo.

Município / Estado:

Ubatuba / São Paulo

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Esta espécie foi primeiramente coletada por E.C. Oliveira em 1963 no litoral de São Paulo (Ubatuba) e Rio de Janeiro (Parati), sendo na época confundida com Heterosiphonia gibbesii (Harvey) Falkenberg. Após esta data outros levantamentos florísticos revelaram a existência da alga em outros pontos da costa: Arraial do Cabo (RJ) em 1981, 1983 e 1984 (Y. Yoneshigue); Búzios (RJ) em 1981 e 1982 (Y. Yoneshigue); Cabo Frio (RJ) em 1968 (E.C. Oliveira), 1979 e 1982 (Y. Yoneshigue); Parati (RJ) em 1963 (E.C. Oliveira); São Sebastião (SP) em 1982 e 1983 (E.C. Oliveira) – Figura 3g; Ubatuba (RJ) em 1968 e 1972 (E.C. Oliveira). Oliveira e Braga (1971) chegaram a registrar estes exemplares como espécie endêmica para a região entre Cabo Frio e São Sebastião (RJ), ocasião em que a alga recebeu o nome de Dasya brasiliensis E.C. Oliveira & Y. Braga.

Posteriormente, foi lançada a hipótese de que esta espécie poderia ter sido introduzida no país ao fim da década de 1950 ou início da de 1960, baseando-se no fato de que uma espécie tão conspícua como esta não poderia ter passado despercebida no litoral norte do Estado de São Paulo, área tão intensamente coletada por A.B. Joly e sua equipe (Joly, 1965; Oliveira, 1977). Além disto, a espécie não segue o padrão geográfico de espécies encontradas no Sudeste brasileiro, que normalmente têm uma distribuição relativamente contínua também no Nordeste brasileiro e na região do Caribe.

Esta espécie só poderá ser confirmada como espécie não-nativa no momento em que seja identificada com uma espécie já conhecida em área disjunta de sua atual área de ocorrência. Caso se comprove que se trata de uma espécie introduzida ela pode ter chegado através de água de lastro de navios, incrustada em cascos de embarcações ou associada a espécies exóticas utilizadas em aqüicultura.

Referência Bibliografica:

Oliveira Filho, E C; Braga Y Y, A new species of Dasya from Brazil, 5, Ciência e Cultura, 1971, (p.605-608), artigo

Paula, E J; Oliveira E C, Macroalgas exóticas no Brasil com ênfase à introdução de espécies visando a maricultura. In: Água de Lastro e Bioinvasão, Silva, J.S.V. & Souza, R.C.C.L., Rio de Janeiro, Interciência, 2004, (p.), livro

Yoneshigue, Y, Taxonomie et ecologie des algues marine dans la region de Cabo Frio (Rio de Janeiro, Brésil), Université d’Aix- Marseille, 1985, (p.), tese

Criado em: 2/3/2007

      Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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