Nome Científico:               Caulerpa scalpelliformis

Reino: Plantae

Phyllum: Chlorophyta

Classe: Bryopsidophyceae

Ordem: Bryopsidales

Família: Caulerpaceae

Caulerpa scalpelliformis (R. Br. Ex Turner) var. denticulata  Weber-van Bosse 1898.

Nome comum:                                            Idioma:

caulerpa                                                     Português

Descrição morfofisiologica:

Talo com uma porção rizomatosa com cerca de 1-2 mm de diâmetro de onde saem tufos de rizóides no lado voltado para o substrato e ramos eretos, produzidos no lado superior, achatados (8-10 mm de largura) com cerca de 7 cm de altura. Os ramos eretos são dissecados parcialmente por "pinas" curvadas para cima, que não chegam a formar um eixo central; na porção basal dos ramos eretos ocorre um eixo estreito que simula um estipe e se prende ao rizoma; as primeiras pinas são menores e aumentam rapidamente de tamanho para a parte superior, mantendo a mesma largura até o ápice; dentículos marginais ocorrem na face externa superior das pinas.

Dispersão:

Hidrocórica

Rota de dispersão:

Aquarismo

Translocação de embarcações

Aquacultura

Vetor de Dispersão:

Navio - Água de lastro

Reprodução:

Sexuada

Rizomas

Forma biológica:

Alga

Dieta:

Fotoautotrófico

Introdução:

Caulerpa scalpelliformis var. denticulata, variedade de distribuição reconhecidamente pantropical, tinha como limite sul de sua distribuição no Brasil a região do Espírito Santo até ser documentada na baía de Ilha Grande em 2001 (Falcão & Széchy, 2005).

Causa da introdução:                               Forma:           Local:                           Data:

                                                            Acidental         Baía de Ilha Grande (RJ)      2001

Uso econômico:
No mundo e no Brasil Caulerpa scalpelliformis var. denticulata é admirada por aquariofilistas para a ornamentação de aquários. Neste passo a espécie é comercializada entre importadores, comerciantes locais e donos de aquários caseiros

Impactos ecológicos:

A espécie impactou a biota marinha bêntica, e possivelmente outros compartimentos do ecossistema marinho raso deslocando algumas espécies e favorecendo outras (Falcão & Széchy, 2005). Modificações em estágios superiores da cadeia alimentar nas comunidades naturais invadidas também podem existir, mas necessitam de estudos específicos para sua constatação

Organismo afetado:                                Nome comum:               Família:

Caulerpa racemosa

Sargassum vulgare

Jania adhaerens

Dictyopteris delicatula

Padina gymnospora

Acanthophora spicifera

Solieria filiformis

Wrangelia argus

Dictyota sp

Champia sp

Dasya sp

Hypnea sp

Ceramiaceae

Análise de risco:

Análise de risco da introdução:

Com o aumento do interesse de aquariofilistas por algas com apelo estético como a espécie em questão, certamente haverá um incremento nos riscos de introdução desta alga em locais onde ela não ocorre naturalmente. Mudanças climáticas e a interferência antrópica também podem favorecer o estabelecimento de C. scalpelliformis em novas localidades (e. g. Ertan et al. 1998). Sua associação com atividades de navegação

marítima ainda é uma hipótese válida, ressaltando a necessidade de medidas preventivas junto a navios e portos

 

Análise de risco da invasão:A espécie, chegando a novas localidades, tem incrementada a possibilidade de tornar-se invasora caso depare-se com ambientes alterados por atividades antrópicas, onde a capacidade competitiva de espécies nativas é diminuída

 

Prevenção:

A preservação dos ambientes marinhos costeiros naturais certamente mantém o potencial competitivo de espécies nativas frente a eventuais chegadas de espécies exóticas. Além disso, atividades portuárias (troca de água de lastro, raspagem de cascos de navios etc) devem ser supervisionadas e realizadas longe da costa. O comércio de espécimes marinhos para atividades de aquariofilia e aquicultura no Brasil e no mundo ainda é uma atividade pouco controlada, necessitando de fiscalização efetiva

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Várias localidades do Oceano Índico e Pacífico

Ambiente natural:

Águas tropicais em substrato consolidado (costão rochoso) ou inconsolidado (arenoso)

Ambientes preferenciais para invasão:

Ambientes impactados antropicamente costumam diminuir a competitividade de espécies nativas, especialmente algas pardas as quais são sensíveis a hidrocarbonetos; isto pode favorecer o desenvolvimento de espécies de Caulerpa que acumulam vantagens competitivas como crescimento estolonífero, adaptação morfológica e fisiológica a temperaturas e condições nutricionais distintas, explotação dos recursos pela tomada de nutrientes pelos rizóides, produção de aleloquímicos, além de apresentar baixa-palatabilidade para herbívoros

Área de invasão:

Ambiente:

Costão Rochoso

Localidade:

Baía de Ilha Grande.

Município / Estado:

Angra dos Reis / Rio de Janeiro

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A espécie foi encontrada pela primeira vez no Brasil ao sul do Estado do Espírito Santo na

baía de Ilha Grande (RJ), em Setembro de 2001. Desde então sua distribuição vem

aumentado rapidamente neste local, chegando a deslocar drasticamente, em costões

rochosos, a espécie que antes era dominante, Sargassum vulgare, além de influenciar a

abundância de outros organismos não só em fundos consolidados mas também

não-consolidados (Falcão & Széchy, 2005).

Área de invasão:

Ambiente:

Costão Rochoso

Localidade:

Baía de Ilha Grande.

Município / Estado:

Parati / Rio de Janeiro

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A espécie foi encontrada pela primeira vez no Brasil ao sul do Estado do Espírito Santo na

baía de Ilha Grande (RJ), em Setembro de 2001. Desde então sua distribuição vem

aumentado rapidamente neste local, chegando a deslocar drasticamente, em costões

rochosos, a espécie que antes era dominante, Sargassum vulgare, além de influenciar a

abundância de outros organismos não só em fundos consolidados mas também

não-consolidados (Falcão & Széchy, 2005).

Referência Bibliografica:

Davis, A R; Roberts, D E; Cummins, S P, Rapid invasion of a sponge-dominated deep-reef

by Caulerpa scalpelliformis (Chlorophyta) in Botany Bay, New South Wales, 22, Aust. J.

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Caulerpa scalpelliformis (Brown ex Tuener) C. Agardh (Caulerpaceae, Chlorophyceae), 22,

 Trop. J. Bot., 1998, (p.285-287), artigo

Falcão, C; De Széchy, M T M, Changes in shallow phytobentic assemblages in southeastern

Brazil, following the replacement of Sargassum vulgare (Phaeophyta) by Caulerpa

scalpelliformis (Chlorophyta), 48, Botanica Marina, 2005, (p.208-217), artigo

Joly, A B; Cordeiro-Marino, M; Yamaguishi-Tomita, N; Ugadim, Y; Oliveira-Filho, E C;

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1965, (p.65-78), artigo

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Oliveira Filho, E C, Algas marinhas bentônicas do Brasil, IB, Univ. S. Paulo, 1977, tese

Piazzi, L; Balata, D; Cecchi, E; Cinelli, F, Co-occurrence of Caulerpa taxifolia and C.

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taxifolia to ionic Aluminium, 46, Bot. Mar., 2003, (p.17-23), artigo

Verlaque, M; Durand, C; Huisman, J M; Boudouresque, C F; Le Parko, Y, On the identity

and origin of the Mediterranean invasive Caulerpa taxifolia (Caulerpales, Chlorophyta), 38,

Europ. J. Phycol., 2003, (p.325-339)

Criado em:   2/3/2007

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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