Nome Científico:        Calotropis procera

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Gentianales

Família: Asclepiadaceae

Calotropis procera (Ait.) R.Br..

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Asclepias procera                              Ait.

Nome comum:                                                     Idioma:

algodão-de-seda                                                     Português

paininha-de-seda                                                     Português

flor-de-seda                                                             Português

leiteiro                                                                      Português

queimadeira                                                              Português

janaúba                                                                    Português

ciúme                                                                        Português

Descrição morfofisiológica:

Planta perene, arbustiva ou subarbórea, podendo chegar a 3 m de altura, mas geralmente ficando com menor porte quando ocorre em solo de baixa fertilidade. Ramos, folhas, pedúnculos e frutos são recobertos por cerodidade, mais intensa nas partes mais novas. Intensa presença de látex branco, que flui abundantemente quando se rompem os tecidos. Possui sistema radicular muito desenvolvido, com raiz principal pivotante.Folhas simples, sésseis, geralmente opostas, com limbo carnoso de formato ovalado ou oblongo, de ápice agudo, com 10 - 30 cm de comprimento por 7 - 15 cm de largura; nervuras bem desenvolvidas, sendo a central proeminente na face dorsal; superfícies lisas e glabras, de coloração verde-clara, recobertas por uma cerosidade branco-acinzentada, mais pronunciada nas folhas novas. As folhas estão presentes mais na parte elevada da planta, sendo que as inferiores se desprendem gradualmente. Inflorescências em pedúnculos carnosos e cilíndricos, terminais e axilares, em cuja extremidade encontram-se umbelas de flores pediceladas. As flores são actinormorfas e hermafroditas, cálice envolvente, com 5 lobos agudos, pouco perceptível por estar ajustado sobre a corola e apresentar-se com a mesma textura e coloração. Corola campanulada, com 10 - 15 mm de diâmetro, com 5 lobos de base larga e ápice agudo, eretos, de tecido carnoso, externamente de coloração verde-claro-acinzentado, veludoso e internamente os lobos tem coloração purpúrea. Corona com base de segmentos prolongados e recurvados. Os frutos são folículos inflados, globosos ou mangiformes, com até 12 cm de comprimento por 8 cm de largura, de parede externa carnosa, fina, com uma linha de sutura longitudinal; superfície lisa e glabra, de coloração verde, com depósito de cerosidade esbranquiçada. Sementes ovóides, com  base arredondada e ápice agudo, achatadas, com 5 - 7 mm de comprimento por 3 - 4 mm de largura, com superfície pouco rugosa, de coloração castanha; no ápice um grande número de filamentos sedosos, prateados, com até 5 cm de comprimento. Embrião axial, espatulado grande.

Dispersão:

Anemocórica

Reprodução:

Sementes

Forma biológica:

Arbustiva


Introdução:

Consta que no Brasil foi introduzida, como ornamental, no Recife, no início do século. É encontrada com muita freqüência no Nordeste, mas também em outras regiões, especialmente em áreas de Cerrado. Ocorre em pequena escala no estado de São Paulo.

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Para fins ornamentais                                       Voluntária          Recife                                     1900

Uso econômico:

Seu principal uso é ornamental.

Controle mecânico:

Possui grande capacidade de recuperação após roçadas ou cortes.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Provavelmente originária da Índia.

Ambientes preferenciais para invasão:

Planta invasora de pastagens, margens de estradas, terrenos baldios e culturas. Pode formar povoamentos consideráveis e é de difícil erradicação. Ocorre em regiões com temperatura elevada, adaptando-se a variadas condições ambientais, tolerando solos pobres, inclusive altamente arenosos, solos ácidos e com elevado teor de alumínio. Muito resistente a períodos de seca.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Estrada Leque-Nhumirin, entre a Fazenda Leque e o retiro Chatelodo

Município / Estado:

Corumbá / Mato Grosso do Sul

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Município / Estado:

Itacarambi / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Norte de Minas

Município / Estado:

Jaíba / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Planta ruderal em áreas de pastagens. Grande disseminação das sementes pelo vento. Segundo bibliografias invasora no Nordeste, Centro oeste e Sudeste.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Decidual Aluvial

Localidade:

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Município / Estado:

Januária / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Norte de Minas

Município / Estado:

Montes Claros / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Planta ruderal em áreas de pastagens. Grande disseminação das sementes pelo vento. Segundo bibliografias invasora no Nordeste, Centro oeste e Sudeste.

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Capela / Sergipe

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Provavelmente sobre ambiente se savana estépica.


Área de invasão:

Ambiente:

Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Pirambu / Sergipe

Situação populacional:

Estabelecida

Bibliografia:

Kissmann, K G; Groth, D, Plantas Infestantes e Nocicas, 2, 2, BASF, 1997, (p.148151), Livro

Ferreira, M B, Distrito Federal e Goiás sob ameaça de invasora Calotropis procera (Ait) R. Br., Brasília, Cerrado, 1973, (p.21-22),
www.teses.usp.br/teses/disponiveis

Ferreira, M B; Gomes, V, Calotropis procera (Ait) R. Br, 5, Oreades UFV, 1974, (p.68-74)

Melo, M M; Vaz, F A; Gonçalves, L C; Saturnino, H M, Estudo Fitoquimico da Calotropis procera Ait. sua utilização na alimentação e caprinos : efeitos clínicos e bioquimicos séricos., Ver. Bras. Saúde Prod, An. 2 (1), 2001, (p.15-20), revista

Correa, P, Dicionário das Plantas Uteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas, 4, Rio de Janeiro-, Imprensa Oficial, 1939

Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos Naturales, 2001

Criado em:    28/07/2005                                                                  

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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