Nome Científico:        Brachiaria subquadripara

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Cyperales

Família: Poaceae

Brachiaria subquadripara (Trin.) Hitchc..

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Urochloa arrecta                               (Hackel) Morrone & Zuloaga

Brachiaria arrecta                             (Hack.) Stent.

Brachiaria radicans                            Napper

Panicum arrectum                             Hack.

Panicum subquadriparum                  Nees

Nome comum:                                                     Idioma:

tenner-grass                                                            Português

braquiária                                                                 Português

grama-do-grabriel                                                    Português

tanner grass                                                             Inglês

Descrição morfofisiológica:

Herbácea perene, com hastes de 1,20 m ou mais de comprimento, sub-ereta, fortemente radicante nos nós inferiores. As folhas são lanceoladas, de base cordiforme, com 70-150 mm de comprimento e 12-25 mm de largura, brilhante, de aspecto suculento e cor verde escura. A inflorescência é formada por 6-12 racemos, sendo os basais de 40-80 mm de largura. As espiguetas são sub-sésseis, ovadas com 4 mm de comprimento, glabras e bisseriadas ao longo da ráquis. Os nós são de cor verde amarelada, salientes, sem pêlos e quando em contacto com o solo emitem raízes. As sementes são inférteis, e a ráquis é destituída de pêlos.

Reprodução:

Sementes

Vegetativa

Forma biológica:

Gramínea

Herbácea

Introdução:

As formas cultivadas desta espécie tiveram origem na Rhodesia, de onde as plantas foram trazidas para o Brasil. Hoje a maior concentração se encontra nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso, e ao longo da costa leste.

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Introduzida como forrageira                             Voluntária          Brasil

Uso econômico:

Alimentação animal e forrageira, porém é uma das menos utilizadas em função do baixo valor proteíco.

Impacto econômico:

Nos campos sulinos, reduz o valor protéico das pastagens. A intoxicação de bovinos por Brachiaria radicans se caracteriza por uma coloração marrom-avermelhada da urina, andar desequilibrado, mucosas pálidas e micções frequentes. Há anemia hemolítica e metemoglobinemia, elevado teor de nitrito no soro sanguíneo e hemoglobinúria. Os achados de necropsia consistem em rins tumefeitos e de coloração marrom. Histologicamente foram descritas, no rim, presença de hemoglobina nos espaços de Bowman, na luz dos túbulos uriníferos e no citoplasma das células epiteliais desses túbulos, e no fígado, micronecrose em torno das veias centrolobulares. (Andrade et al. 1971a). A princípio admitiu-se a hipótese de que o efeito nocivo de B. radicans estaria ligado ao seu alto teor de nitrato (Andrade et al. 1971a,b,c, Rosenfeld et al. 1971). Posteriormente se levantou a suspeita de que outro componente, que não o nitrato, fosse o responsável por sua ação tóxica (Andrade et al. 1972a,b, 1973, 1975, Rosenfeld et al. 1976, Lessi et al. 1981). Villalobos et al. (1981), baseando-se em estudos experimentais, concluíram que a sintomatologia, os achados anatomo-patológicos e os exames químicos do sangue indicam que na intoxicação por B. radicans existem dois fatores etiológicos importantes: a) os nitratos-nitritos indutores da formação de metemoglobina e b) um ou mais fatores deconhecidos responsáveis pelo dano hepato-renal e a hemólise intravascular. Não bastasse sua comprovada toxidez, a Tanner grass tem sido a hospedeira predileta (para não dizer única) do recém introduzido percevejo das gramíneas, conhecido no mundo cientifico por Blissus leucopterus, que nos Estados Unidos da América do Norte tem causado sérios prejuízos às culturas do milho, sorgo, irigo, aveia, centeio, ele. Alarmado com o problema, o Ministério da Agricultura firmou convênio com a Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo (publicado no D.O.E. de 11/03/77, objetivando o controle da citada praga, no qual incluiu-se a erradicação da B. radicans de todo território estadual. Posteriormente, a Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo baixou uma resolução (publicada no D.O,E. de 20/12/77 - pág. 48), composta de 6 artigos, nos quais constavam: interdição das áreas de B. radicans. erradicação da B. radicans nas áreas infestadas, proibição  do trânsito, entrada e multiplicação de material vegetativo de B. radicais, no Estado de São Paulo e, finalmente, punição aos infratores dessa resolução, através das penalidades previstas no Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. Como o Blissus leucopterus já se encontra disseminado por todo território paulista, essa gramínea está totalmente condenada, solucionando também, o problema de intoxicações mencionado anteriormente.

Controle mecânico:

Rastoreio intensivo controlado; abafamento com lona plástica transparente para eliminar banco de sementes.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

Aplicação de glifosato diluído em água a 1%.

Controle biológico:

Existem estudos que comprovam o ataque pelo percevejo Blissus leucopterus ou B. antillus (não se sabe ao certo), mas não com o enfoque de controle da espécie.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

África tropical: Camarões, Zaire, Ruanda, Etiópia, Sudão, Uganda e Tanzânia.

Ambiente natural:

Ecossistemas campestres, áreas desmatadas, locais encharcados, margens de lagos e rios.

Ambientes preferenciais para invasão:

É uma das poucas espécies que tolera solos mal drenados, podendo invadir estas áreas com certa facilidade.

Área de invasão:

Ambiente:

A verificar

Localidade:

Ilha de Maracá e Rio Sucuriju

Município / Estado:

Amapá / Amapá

Situação populacional:


Estabelecida

Descrição da invasão:

Com a entrada e saída de água das marés, algumas espécies passam a não se estabelecer mais, onde entram estas invasoras; invadem também, após processos de queimada, e no local de pisoteio dos búfalos.

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Vila Nazaré

Município / Estado:

Calçoene / Amapá

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Com a entrada e saída de água das marés, algumas espécies passam a não se estabelecer mais, onde entram estas invasoras; invadem também, após processos de queimada, em local de pisoteio dos búfalos.

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Comunidade Lago Novo

Município / Estado:

Tartarugalzinho / Amapá

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Com a entrada e saída de água das marés, algumas espécies passam a não se estabelecer mais, onde entram estas invasoras; invadem também, após processos de queimada, em local de pisoteio dos búfalos.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

Localidade:

Praia do Forte

Município / Estado:

Mata de São João / Bahia

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas

Município / Estado:

Salvador / Bahia

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Área degradada, beira de estrada

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Fluvial (Comunidades Aluviais)

Localidade:

Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC-Pantanal

Município / Estado:

Barão de Melgaço / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Fluvial (Comunidades Aluviais)

Localidade:

Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, Rodovia Transpantaneira, Rio Caracará, Doroche

Município / Estado:

Cuiabá / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

População cresce em áreas do Pantanal. População em expansão, propaga-se por rizoma.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Fluvial (Comunidades Aluviais)

Localidade:

Rio Cuiabá

Município / Estado:

Cuiabá / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

População cresce em áreas do Pantanal. População em expansão, propaga-se por rizoma


Área de invasão:

Ambiente:

Savana Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Pantanal argiloso: Pantanal de Pocone, Abobral, do Nabileque, em solos com maior fertilidade

Município / Estado:

Poconé / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Fluvial (Comunidades Aluviais)

Localidade:

Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

Município / Estado:

Poconé / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Espécie agressiva e que, provavelmente, virá trazer problemas ao competir com as nativas na área do PARNA Pantanal.

Área de invasão:

Ambiente:

Campinarana (Campinas)

Localidade:

Ao longo da estrada Trans-Pantaneira

Município / Estado:

Poconé / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Cresce e se espalha em todas direções durante o ano todo. É uma planta cÁrea de Proteção Ambientalz de crescer sobre a água e atravessar rios. Produz Fotosensibilidade.

Área de invasão:

Ambiente:

Cursos d´água

Localidade:

Vale do Aço

Município / Estado:

Mar de Espanha / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Cursos d´água

Localidade:

Vale do Aço

Município / Estado:

Muriaé / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Fluviomarinha (Manguezal e Campo Salino)

Localidade:

Parque Nacional Saint Hilaire/Lange

Município / Estado:

Guaratuba / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A montante da ilha do rio Cubatão, nos fundos da baía de Guaratuba.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

Município / Estado:

Capivari do Sul / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Valos de drenagem, terras baixas.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

Município / Estado:

Imbé / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Valos de drenagem, terras baixas.


Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

Município / Estado:

Palmares do Sul / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Valos de drenagem, terras baixas.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

Município / Estado:

Tramandaí / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Valos de drenagem, terras baixas.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

Município / Estado:

Viamão / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Valos de drenagem, terras baixas.

Bibliografia:

Food and Agriculture Organization, Brachiaria radicans Napper, 2004,

http://www.fao.org/ag/AGP/AGPC/doc/GBASE/data/Pf000192.HTM

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Tokarnia, C H; das Chagas, B R; das Chagas, A D; da Silva, H K, Anemia hemolítica causada por Ditaxis desertorum (Euphorbiaceae) em bovinos, 17, Brasil, Pesquisa Veterinária Brasileira, 1997,
http://www.scielo.br/pdf/pvb/v17n3-4/0911.pdf

Jordão, C P; Pereira, M G; Bellato, C R; Pereira, J L; Matos, A T, Assessment of water systems for contaminants from domestic and industrial sewages, Environmental Monitoring and Assessment Journal, Kluwer online, 2001,

http://www.kluweronline.com/article.asp?PIPS=393161&PDF=1

Filgueiras, T S, Africanas no Brasil: gramíneas introduzidas da África, Cadernos de Geociências, 1990, (p.58), Artigo

Kissmann, K G, Plantas Infestantes e Nocivas, 2, 1, BASF, 1997, (p.429-433), Livrode Espíndola, M B; Bechara, F C; Bazzo, M S; Reis, A, Recuperação Ambiental e contaminação biológica: aspectos ecológicos e legais, 18, Florianípolis, Santa Cataeina, Revista Biotemas, 2005

Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos Naturales, 2001 

Criado em:    28/07/2005                                                                  

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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