Nome Científico:   Anotrichium yagii

Reino: Plantae

Phyllum: Rhodophyta

Classe: Rhodophyceae

Ordem: Ceramiales

Família: Ceramiaceae

Anotrichium yagii (Okamura) Baldock 1976.

Descrição morfofisiologica:

Alga vermelha, ereta, de 1,5 a 6,0 cm de altura (femininas 0,7-1,8; masculinas 1-2 cm; tetrasporogênicas até 6 cm), constituída por filamentos unisseriados, ramificados subdicotomicamente a cada 1-5 segmentos, com células grandes, multinucleadas e muitos cloroplastos. Ocorre isolada ou em tufos, sobre rochas, conchas e corais mortos ou fixa sobre rodolitos e outras algas, presa por rizóides multicelulares filiformes. Células basais apresentam 300-800 µm de comprimento e 130-320 µm de diâmetro; células apicais (são cônicas) medem 34-74 µm em comprimento e 12-17 µm de diâmetro; células medianas medem 600-1300 µm em comprimento e 110-320 µm em diâmetro. Há um aumento de tamanho da célula hipógina durante o desenvolvimento do procarpo, sendo este rodeado por células involucrais. Os tetrasporângios e espermatângios são formadas sobre pedicelos. Os carpósporos medem 34-53 µm em diâmetro; ramos espermatangiais apresentam 12-75 µm de comprimento e 9-34 µm de largura; tetrasporângios medem 37-76 µm em diâmetro (Horta & Oliveira, 2000).

Baldock (1976) incluiu a espécie no subgrupo de A. elongatum, caracterizado por tetrasporângios solitários ou em grupos de dois ou três, raramente mais que sete, de posição adaxial nas porções distais das células apicais e medianas dos filamentos; ainda neste grupo, cada grupo de espermatângios encontra-se sobre um pedicelo solitário. Distingue-se das demais espécies encontradas no Atlântico, pertencentes ao outro grupo de Baldock, por não dispor os tetrasporângios em verticilos, o que enfatiza a hipótese da introdução de A. yagii na costa brasileira por via antrópica.

Dispersão:

Hidrocórica

Rota de dispersão:

Incrustração em cascos de barcos/navios

Navegação

Aquacultura

Vetor de Dispersão:

Navio - Água de lastro

Navio - Casco

Reprodução:

Brotamento

Assexuada

Sexuada

Vegetativa

Forma biológica:

Alga

Dieta:

Fotoautotrófico

Introdução:

De comportamento aparentemente não-invasivo, A. yagii foi encontrada pela primeira vez no Oceano Atlântico nas regiões Sul e Sudeste brasileiras, em coletas realizadas entre Julho de 1997 e Julho de 1998. Sua chegada foi certamente acidental, já que não são conhecidos interesses econômicos, sociais ou medicinais na alga em questão. A hipótese de tratar-se de espécie introduzida baseia-se em seu crescimento vigoroso ocorrendo sempre em populações relativamente densas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, em fundos rochosos no infralitoral. Além disto, esta alga tão conspícua e facilmente identificável, pelo menos no nível de gênero, não teria passado desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000).

É pertinente lembrar que uma espécie assemelhada, A. furcellatum, disseminou-se facilmente na Europa, apresentando intensa propagação vegetativa e grande habilidade de estabelecer-se em ambientes antropogenicamente impactados.

Causa da introdução:                               Forma:           Local:                           Data:

                                                            Acidental

Uso econômico:

Análise de risco:

Análise de risco da introdução

Caso a alga realmente consiga-se se propagar via navegação marítima (em água de lastro ou presa a cascos de navios) ou associada à aqüicultura de espécimes japonesas e/ou coreanas, o risco de sua introdução em novas localidades seria real, embora eventuais impactos careçam ainda de comprovação

 

Análise de risco da invasão

A espécie se tornar invasora em casos em que apresente compatibilidade com o novo ambiente para o qual seja transportada

Prevenção:

A prevenção de novos eventos introdutórios de A. yagii , dadas as hipóteses citadas de rotas e vetores de introdução da alga, é possível através da supervisão do lançamento de água de lastro e da limpeza de cascos de navios, para que estas atividades não se realizem próximas à costa. Além disto, períodos de quarentena para organismos introduzidos do Japão ou da Coréia podem evitar novas introduções de A. yagii

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Oceano Pacífico - Coréia e Japão

Ambiente natural:

A espécie parece restrita ao infralitoral, crescendo especialmente sobre rochas e rodolitos

Ambientes preferenciais para invasão:

Costão rochoso

Área de invasão:

Ambiente:

Habitats horizontais - fundo rochoso

Localidade:

Ilha Grande

Município / Estado:

Angra dos Reis / Rio de Janeiro

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Nunca reportada para áreas do Oceano Atlântico, A. yagii foi verificada entre 1997 e 1998, aparentemente em expansão nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Uma espécie tão conspícua e facilmente detectável como esta não teria passado desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000), fato que ressalta o aparecimento de A. yagii no Sul e Sudeste brasileiros como eventos introdutórios recentes.

 

Hipóteses sobre as rotas de introdução da alga no país incluem a água de lastro de navios japoneses ou coreanos nos portos de Santos e São Sebastião, a incrustação em cascos de embarcações e sua chegada acidental em associação a outras espécies não-nativas, trazidas para fins de aqüicultura (e.g. Crassostrea gigas).

Área de invasão:

Ambiente:

Habitats horizontais - fundo rochoso

Habitats horizontais - fundo rochoso

Localidade:

Ilha do Arvoredo

Ilha do Arvoredo

Município / Estado:

Florianópolis / Santa Catarina

Florianópolis / Santa Catarina

Situação populacional:

Estabelecida

Estabelecida

Descrição da invasão:

Nunca reportada para áreas do Oceano Atlântico, A. yagii foi verificada entre 1997 e 1998, aparentemente em expansão nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Uma espécie tão conspícua e facilmente detectável como esta não teria passado desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000), fato que ressalta o aparecimento de A. yagii no Sul e Sudeste brasileiros como eventos introdutórios recentes.

 

Hipóteses sobre as rotas de introdução da alga no país incluem a água de lastro de navios japoneses ou coreanos nos portos de Santos e São Sebastião, a incrustação em cascos de embarcações e sua chegada acidental em associação a outras espécies não-nativas, Nunca reportada para áreas do Oceano Atlântico, A. yagii foi verificada entre 1997 e 1998, aparentemente em expansão nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Uma espécie tão conspícua e facilmente detectável como esta não teria passado desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000), fato que ressalta o aparecimento de A. yagii no Sul e Sudeste brasileiros como eventos introdutórios recentes.

 

Hipóteses sobre as rotas de introdução da alga no país incluem a água de lastro de navios japoneses ou coreanos nos portos de Santos e São Sebastião, a incrustação em cascos de embarcações e sua chegada acidental em associação a outras espécies não-nativas,

 

Área de invasão:

Ambiente:

Habitats horizontais - fundo rochoso

Habitats horizontais - fundo rochoso

Localidade:

Ilha do Arvoredo

Ilha do Arvoredo

Município / Estado:

Florianópolis / Santa Catarina

Florianópolis / Santa Catarina

Situação populacional:

Estabelecida

Estabelecida

Descrição da invasão:

Nunca reportada para áreas do Oceano Atlântico, A. yagii foi verificada entre 1997 e 1998, aparentemente em expansão nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Uma espécie tão conspícua e facilmente detectável como esta não teria passado desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000), fato que ressalta o aparecimento de A. yagii no Sul e Sudeste brasileiros como eventos introdutórios recentes.

 

Hipóteses sobre as rotas de introdução da alga no país incluem a água de lastro de navios japoneses ou coreanos nos portos de Santos e São Sebastião, a incrustação em cascos de embarcações e sua chegada acidental em associação a outras espécies não-nativas, Nunca reportada para áreas do Oceano Atlântico, A. yagii foi verificada entre 1997 e 1998,

aparentemente em expansão nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Uma espécie tão conspícua e facilmente detectável como esta não teria passado desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000), fato que ressalta o aparecimento de A. yagii no Sul e Sudeste brasileiros como eventos introdutórios recentes.

 

Hipóteses sobre as rotas de introdução da alga no país incluem a água de lastro de navios

japoneses ou coreanos nos portos de Santos e São Sebastião, a incrustação em cascos de

embarcações e sua chegada acidental em associação a outras espécies não-nativas,

 

Área de invasão:

Ambiente:

Habitats horizontais - fundo rochoso

Localidade:

Ilha de Queimada Grande

Município / Estado:

Itanhaém / São Paulo

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Nunca reportada para áreas do Oceano Atlântico, A. yagii foi verificada entre 1997 e 1998,

aparentemente em expansão nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Uma espécie tão conspícua e facilmente detectável como esta não teria passado

desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em

 diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000), fato que ressalta o

aparecimento de A. yagii no Sul e Sudeste brasileiros como eventos introdutórios recentes.

 

Hipóteses sobre as rotas de introdução da alga no país incluem a água de lastro de navios

japoneses ou coreanos nos portos de Santos e São Sebastião, a incrustação em cascos de

embarcações e sua chegada acidental em associação a outras espécies não-nativas,

Área de invasão:

Ambiente:

Habitats horizontais - fundo rochoso

Localidade:

Parque Estadual Marinho da Laje de Santos

Município / Estado:

Santos / São Paulo

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Nunca reportada para áreas do Oceano Atlântico, A. yagii foi verificada entre 1997 e 1998,

aparentemente em expansão nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Uma espécie tão conspícua e facilmente detectável como esta não teria passado

desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em

 diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000), fato que ressalta o

aparecimento de A. yagii no Sul e Sudeste brasileiros como eventos introdutórios recentes.

 

Hipóteses sobre as rotas de introdução da alga no país incluem a água de lastro de navios

japoneses ou coreanos nos portos de Santos e São Sebastião, a incrustação em cascos de

embarcações e sua chegada acidental em associação a outras espécies não-nativas,

 

Área de invasão:

Ambiente:

Habitats horizontais - fundo rochoso

Localidade:

Ilha do Mar Virado

Município / Estado:

Ubatuba / São Paulo

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Nunca reportada para áreas do Oceano Atlântico, A. yagii foi verificada entre 1997 e 1998,

aparentemente em expansão nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Uma espécie tão conspícua e facilmente detectável como esta não teria passado

desapercebida em estudos extensivos de especialistas (Oliveira et al., 1999) realizados em

 diversas ocasiões prévias ao estudo de Horta & Oliveira (2000), fato que ressalta o

aparecimento de A. yagii no Sul e Sudeste brasileiros como eventos introdutórios recentes.

 

Hipóteses sobre as rotas de introdução da alga no país incluem a água de lastro de navios

japoneses ou coreanos nos portos de Santos e São Sebastião, a incrustação em cascos de

embarcações e sua chegada acidental em associação a outras espécies não-nativas,

Referência Bibliografica:

Baldock, R N;, The Griffithsieae group of the Ceramiaceae (Rhodophyta) and its southern

Australian representatives, 24, Australian Journal of Botany, 1976, (p.509-93), artigo

Horta, P A; Oliveira, E C, Morphology and reproduction of Anothichium yagii (Ceramiales,

Rhodophyta) – a new invader in the American Atlantic?, 39, Phycologia, 2000, (p.390-394)

Oliveira, E C; Horta, P A; Amancio, C E, An interactive catalogue of marine benthic algae

from Brazil, 35, Journal of Phycology, 1999, (p.23-24), artigo

Criado em:   2/3/2007

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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