Nome
Científico: Tupinambis merianae
Reino: Animalia
Phylum: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Teiidae
Tupinambis merianae (Linnaeus, 1758).
Nome comum: Idioma:
teiú
Português
teju
Português
lagarto-teiú
Português
common tegu
Inglês
Descrição morfofisiológica:
Apresenta corpo cilíndrico, com membros e cauda longos e robustos.
Os machos adultos chegam a medir cerca de 45 cm (comprimento rostro-anal),
e são maiores que as fêmeas. A região dorsal apresenta listras transversais
negras e claras, alternadamente, que possuem pontos negros e cinzas. Os flancos
são mais claros que o restante do corpo e apresentam marcas negras menos distintas
e pequenos círculos brancos. A região ventral é clara com listras escuras
transversais e irregulares. É diferenciado do Tupinambis rufescens pela
coloração negra do dorso. Apresenta 25 póros femorais. A espécie possui hábitos
diurnos e terrestres, e pode ser observada em áreas ensolaradas com capim
baixo ou com afloramento de rochas. É uma das poucas espécies de répteis que
têm cuidado parental, guardando os ovos até a eclosão.
Reprodução:
Sexuada
Forma biológica:
Réptil
Lagarto
Dieta:
Generalista
Onívoro
Introdução:
Na década de 50, quando Fernando de Noronha era base militar brasileira,
alguns militares levaram para a ilha dois casais de Tupinambis merianae
com a idéia de que iriam controlar a população de ratos na ilha. Como
os ratos têm hábito noturno, enquanto que o teiú tem hábito diurno, não houve
interação entre essas espécies e o teiú se adaptou na ilha, aumentando sua
população e tornando-se invasor. Estimativas populacionais (Ayrton Klier Péres
Jr., 2003) sugerem uma população entre 2.000 e 8.000 indivíduos na ilha principal,
numa área de 17 km². Estima-se ainda que o potencial de nascimentos por ano
seja de 18.000 filhotes, cujo estabelecimento é reduzido pelo hábito de canibalismo
da espécie sobre ovos e neonatos.
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Para controle biológico
Voluntária Fernando de Noronha -
1950
Pernambuco
Uso econômico:
A espécie é criada na Argentina para produção de couro e também é
consumida como carne de boa qualidade e baixo colesterol.
Impactos ecológicos:
Afeta negativamente a população de aves na região, pois a espécie
se alimenta de ovos e filhotes de aves. O Projeto Tamar registra a predação
de ovos de tartarugas nas épocas de desova. Dispersa sementes de frutos cultivados,
como o cajá e o caju. Segundo pesquisa feita no Arquipélago de Fernando de
Noronha (Ayrton Klier Péres Jr.), o teiú alimenta-se de material vegetal,
larvas de insetos, roedores, baratas, Mabuya maculata, grilos, gastrópodes,
artrópodes não identificados e aves marinhas.
Organismo afetado:
Nome comum: Família:
Gecarcinus lagostoma
caranguejo Gecarcinidae
Mabuya maculata
lagartixa mabuia Scincidae
Euprepis atlanticus
mabuia
Scincidae
Chelonia midas
tartaruga-verde, Cheloniidae
tartatuga-aruanã
Controle mecânico:
Pode ser realizado através de caça dos animais, captura com armadilhas
e eliminação ou relocação para áreas onde a espécie é nativa.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Brasil, Argentina e Uruguai. Ocorre em quase todas as regiões do
Brasil continental, menos na Floresta Amazônica.
Ambiente natural:
Costuma habitar áreas abertas de cerrado, podendo ser encontrado
também em bordas de matas de galerias e em matas mais abertas. Também são
encontrados em caatinga e florestas.
Ambientes preferenciais para invasão:
A espécie é invasora de áreas de floresta e restinga em ilhas.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Arquipélago de Fernando de Noronha
Município / Estado:
Fernando de Noronha / Pernambuco
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie encontra-se amplamente disseminada em toda a ilha principal
do arquipélago, em alta densidade. Estimou-se em 2004 uma população entre
2.000 e 8.000 indivíduos (Péres Jr.) na ilha principal, que tem 17 km². A
área média de vida de cada animal foi estimada em 33.070 m². A espécie ocorre
também nas ilhas secundárias do arquipélago.
Bibliografia:
Fundação Parque Zoológico de São Paulo, Animais:
Répteis - Teiú, internet, 2003, internet,
http://www.zoologico.sp.gov.br/repteis/teiu.htm
Colli, G R, Oliveira, L E, Guia dos lagartos
do Distrito Federal, internet, 2004,
http://www.unb.br/ib/zoo/grcolli/guia/tmerianae.htm
Silveira, E, IBAMA cria regras para reintegrar
animais à natureza, internet, 2004,
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2004/jun/25/142.htm
Criado em: 28/07/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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