Nome Científico:        Spathodea campanulata

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Tubiflorae

Família: Bignoniaceae

Spathodea campanulata P. Beauv..

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Spathodea nilotica                             Seem

Nome comum:                                                     Idioma:

tulipa-africana                                                         Português

tulipeiro-africano                                                     Português

african-tulip-tree                                                     Inglês

árvore-da-bisnaga                                                   Português

Descrição morfofisiológica:

Árvore grande, 15 a 20 m de altura, casca fina e suberosa, ramos jovens verrucosos e pubérulos; folhas opostas ou em verticilos de três, imparipinadas, longo-pecioladas, quando novas pubérulas depois quase ou inteiramente glabras, até 50 cm de comprimento, 4 – 7 pares de folíolos opostos, às vezes alternados, geralmente oblongados, mas também elípticos ou lanceolados, ápice acuminado e base oblíqua, curto-peciolados, verde escuros e luzidios na face ventral, até 14 cm de comprimento e 6 – 7 cm de largura; racemo terminal curto-pedunculado; flores numerosas, grandes, vermelhas por fora e amareladas por dentro, franjadas de amarelo na margem, muito vistosas, 10 – 12 cm de comprimento, com pedicelo tomentoso-pubescente; cálice tomentoso-pubescente, longitudinalmente fendido de um lado, donde emerge a corola irregular, campanulada, mais ou menos enrugada, superiormente com cinco grandes lobos de margem crespa, na base atenuada em tubo de 2 cm.Época de floração varia de acordo com a região; no sul do Brasil ocorre durante a primavera e verão. Dispersão de sementes pelo vento (sementes aladas). Árvore de crescimento rápido em climas quentes. Desenvolve-se em locais de solo fértil e bem drenado. Possui grande capacidade de reprodução vegetativa e de rebrotamento.

Dispersão:

Anemocórica

Rota de dispersão:

Uso ornamental

Reprodução:

Sementes

Forma biológica:

Arbórea

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Para fins ornamentais                                       Voluntária

Impactos ecológicos:

Flores com alcalóides tóxicos que causam alucinações. Para a fauna, causa envenenamento de beija-flores e abelhas. Apresenta intensa regeneração natural com tendência a formar densos agrupamentos, impedindo o crescimento de outras espécies e reduzindo a biodiversidade. Impede a sucessão natural das florestas que invade à medida que forma densos aglomerados e ocupa o espaço de espécies nativas. A dispersão de sementes pelo vento dificulta muito o controle da dispersão.

Impacto econômico:

Perda de área pastoril e agricultável, requerendo limpeza da área.

Impacto na saúde:

As flores possuem alcalóides tóxicos que causam alucinações.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Leste da África

Ambiente natural:

Florestas, áreas desmatadas

Ambientes preferenciais para invasão:

Invade desde ambientes abertos ou degradados por agricultura ou pastoreio excessivo até sub-bosques de florestas secundárias.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas

Município / Estado:

Nova Viçosa / Bahia

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Em quintais

Área de invasão:

Ambiente:

Urbano

Localidade:

Parque Solon de Lucena (Lagoa) no Centro da cidade de João Pessoa/PB

Município / Estado:

João Pessoa / Paraíba

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa Submontana

Localidade:

Reserva Natural Cachoeira

Município / Estado:

Antonina / Paraná

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Árvores plantadas que geram inúmeros novos indivíduos


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas

Localidade:

Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, Reserva Natural da Serra do Itaqui

Município / Estado:

Guaraqueçaba / Paraná

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Áreas desmatadas em fase de regeneração com colonização densa da espécie

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Parque Nacional Saint Hilaire/Lange

Município / Estado:

Guaratuba / Paraná

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Borda da mata e quintais de casas. As flores são tóxicas para abelhas e aves.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Borda da mata e quintais de casas

Município / Estado:

Matinhos / Paraná

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Borda da mata e quintais de casas. As flores são tóxicas para abelhas e aves.


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Borda da mata e quintais de casas

Município / Estado:

Morretes / Paraná

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Borda da mata e quintais de casas. As flores são tóxicas para abelhas e aves.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Borda da mata e quintais de casas

Município / Estado:

Paranaguá / Paraná

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Borda da mata e quintais de casas. As flores são tóxicas para abelhas e aves.

Área de invasão:

Ambiente:

Urbano

Localidade:

Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Município / Estado:

Natal / Rio Grande do Norte

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Semidecidual

Município / Estado:

Gravataí / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

Usada como ornamental em quintais


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Decidual

Município / Estado:

Taquara / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Usado como ornamental em quintais

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Parque Estadual de Ilhabela e em diversos pontos da ilha.

Município / Estado:

Ilhabela / São Paulo

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

As primeiras espatódias foram plantadas há mais ou menos 30 anos, na região plana da ilha, mas com a disseminação de sementes pelo vento a encosta das montanhas está sendo invadida.

Bibliografia:

Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos Naturales, 2001

Criado em:    28/07/2005                                                                  

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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