Nome
Científico: Rattus rattus
Reino: Animalia
Phylum: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Muridae
Rattus rattus (Linnaeus, 1758).
Sinônimos: Autor:
Data:
Mus
alexandrinus Geoffroy 1803
Mus
novaezelandiae Buller
1870
Mus
rattus
Linnaeus 1758
Musculus frugivorus Rafinesque
1814
Nome comum: Idioma:
rato
Português
ratazana
Português
rato-de-telhado
Português
ship-rat
Inglês
black-rat
Inglês
Descrição morfofisiológica:
Rato delgado com grandes orelhas sem pêlo, de coloração cinza-amarronzado
nas costas e branco-creme no peito, ou todo preto. A cauda
é sempre mais longa que o corpo todo (corpo e babeça). É usada para equilíbrio. Os olhos são pequenos, escuros e redondos. Pesa entre 120 e 160 g, mas pode exceder 200
g. As fêmeas atingem a maturidade em 6 ou 7 semanas. A gestação dura 3 semanas
e a lactação aproximadamente 1 mês. Normalmente tem 2 nihadas por ano, entre
fevereiro e outubro, podendo chegar a 5 com um número de até 12 crias por
ninhada. Apresentam hábito noturno, mas podem tornar-se mais ativos durante
o dia em regiões que ainda não foram perturbadas.
Rota de dispersão:
Frete marítimo (container)
Por transporte marítimo ou fluvial
Veículos rodoviários (longa distância)
Vetor de Dispersão:
Contêineres
Frete
Navio
Embarcações - recreação, pequeno porte
Reprodução:
Sexuada
Forma biológica:
Mamífero
Dieta:
Onívoro
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Outros
Acidental
Em associação com comércio internacional Acidental
Uso econômico:
Não há.
Impactos ecológicos:
Principalmente a predação sobre aves, répteis e invertebrados, e
suas posturas e crias, e também alguns mamíferos. Em casos específicos, foram
detectados prejuízos na vegetação. Em regiões costeiras, os ratos são conhecidos
como exterminador de pequenos ninhos de aves marinhas.
Impacto econômico:
Principalmente gastos relativos a remediação das doenças transmitidas
pela espécie e com desinfestação de ambientes.
Impacto na saúde:
São transmissores da peste, da leptospirose e do tifo muríneo, consideradas
um grave problema de saúde pública.
Controle mecânico:
Existe uma experiência francesa na erradicação de R. rattus através
do uso de armadilhas-caixa a cada 30 m. Observou-se que a frequência de captura
reduz muito após 5 dias. O atrativo utilizado foi manteiga de amendoim.
Controle químico:
O uso de iscas envenenadas pode ser muito eficiente
para o controle da espécie. Porém, este método poderá contaminar o meio, outros
animais que porventura se alimentem das iscas e predadores nocrófagos. Para
evitar este tipo de problema a quantidade e modo de dispersão destas iscas
deve ser muito bem estudado e definido. Como substâncias tóxicas poderiam
ser usados difacinona, brodifacum ou flocumafene em dosagens específicas para
cada situação.
Controle biológico:
O uso de predadores para combater roedores demonstrou ser inútil
e contraproducente, mas mo quando se tentou evitar danos colaterais e a reprodução
dos predadores.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Sudeste Asiático
Ambiente natural:
Habitam a maioria dos habitats, mas parecem preferir ambientes mais
secos. Também podem nadar.
Ambientes preferenciais para invasão:
Habita o forro das casas, depósitos e armazéns. Costuma ser encontrado
nas proximidades de áreas portuárias.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Geralmente fragmentos florestais onde existem construções, ou áreas
próximas a cidades, lixões, armazéns.
Município / Estado:
Porto Seguro / Bahia
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Geralmente capturados em fragmentos florestais onde existem construções,
ou áreas próximas a cidades, lixões, armazéns. Geralmente chegam a estes locais
em caixas (de suprimento, etc). Saem e geralmente se estabelecem na borda
dos fragmentos.
Área de invasão:
Localidade:
Área urbana e locais próximos à fazendas
Município / Estado:
São Francisco do Conde / Bahia
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie está presente principalmente nos ambientes da Mata Atlântica
e Cerrado (neste em ambientes úmidos apenas). Além de área urbana, são animais
com plasticidade alta, também invadiram ambientes diversos nos estados citados,
principalmente locais próximos à fazendas. À partir de entrevistas a distribuição
dessa espécies se extende a todo o país.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Geralmente fragmentos florestais onde existem construções, ou áreas
próximas a cidades,
lixões, armazéns.
Município / Estado:
Aripuanã / Mato Grosso
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Geralmente capturados em fragmentos florestais onde existem construções,
ou áreas próximas a cidades, lixões, armazéns. Geralmente chegam a estes locais
em caixas (de suprimento, etc). Saem e geralmente se estabelecem na borda
dos fragmentos.
Área de invasão:
Localidade:
Área urbana e locais próximos à fazendas
Município / Estado:
Belo Horizonte / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie está presente principalmente nos ambientes da Mata Atlântica
e Cerrado (neste em ambientes úmidos apenas). Além de área urbana, são animais
com plasticidade alta, também invadiram ambientes diversos nos estados citados,
principalmente locais próximos à fazendas. À partir de entrevistas a distribuição
dessa espécies se extende a todo o país.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Geralmente fragmentos florestais onde existem construções, ou áreas
próximas a cidades,
lixões, armazéns.
Município / Estado:
Catas Altas / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Geralmente capturados em fragmentos florestais onde existem construções,
ou áreas próximas a cidades, lixões, armazéns. Geralmente chegam a estes locais
em caixas (de suprimento, etc). Saem e geralmente se estabelecem na borda
dos fragmentos.
Área de invasão:
Localidade:
Área urbana e locais próximos à fazendas
Município / Estado:
Esmeraldas / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie está presente principalmente nos ambientes da Mata Atlântica
e Cerrado (neste em ambientes úmidos apenas). Além de área urbana, são animais
com plasticidade alta, também invadiram ambientes diversos nos estados citados,
principalmente locais próximos à fazendas. À partir de entrevistas a distribuição
dessa espécies se extende a todo o país.
Área de invasão:
Localidade:
Área urbana e locais próximos à fazendas
Município / Estado:
Governador Valadares / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie está presente principalmente nos ambientes da Mata Atlântica
e Cerrado (neste em ambientes úmidos apenas). Além de área urbana, são animais
com plasticidade alta, também invadiram ambientes diversos nos estados citados,
principalmente locais próximos à fazendas. À partir de entrevistas a distribuição
dessa espécies se extende a todo o país.
Área de invasão:
Localidade:
Área urbana e locais próximos à fazendas
Município / Estado:
Santa Luzia / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie está presente principalmente nos ambientes da Mata Atlântica
e Cerrado (neste em ambientes úmidos apenas). Além de área urbana, são animais
com plasticidade alta, também invadiram ambientes diversos nos estados citados,
principalmente locais próximos à fazendas. À partir de entrevistas a distribuição
dessa espécies se extende a todo o país.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Área de Preservação Permanente do Córrego do Óleo / Base Avançada
de Pesquisa IBAMA
Município / Estado:
Uberlândia / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Tavares / Paraíba
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Arquipélago de Fernando de Noronha
Município / Estado:
Fernando de Noronha / Pernambuco
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Restinga da Barra de Maricá
Município / Estado:
Maricá / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista
Localidade:
Área de Preservação Permanente de influência da Usina Hidrelétrica
Quebra Queixo
Município / Estado:
Ipuaçu / Santa Catarina
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Campos de Altitude e Floresta Ombrófila Mista
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista
Localidade:
Área de Preservação Permanente de influência da Usina Hidrelétrica
Quebra Queixo
Município / Estado:
São Domingos / Santa Catarina
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Campos de Altitude e Floresta Ombrófila Mista
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista
Localidade:
Propriedade da Rigesa e arredores
Município / Estado:
Três Barras / Santa Catarina
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Um macho foi capturado numa armadilha terrestre em Floresta de Araucária,
próximo a um banhado, em abril de 1994.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista
Localidade:
Área da RIGESA Papel e Celulose
Município / Estado:
Três Barras / Santa Catarina
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Área de invasão:
Localidade:
Área urbana e locais próximos à fazendas
Município / Estado:
Itapetininga / São Paulo
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie está presente principalmente nos ambientes da Mata Atlântica
e Cerrado (neste em ambientes úmidos apenas). Além de área urbana, são animais
com plasticidade alta, também invadiram ambientes diversos nos estados citados,
principalmente locais próximos à fazendas. À partir de entrevistas a distribuição
dessa espécies se extende a todo o país.
Bibliografia:
Orueta, J F, Manual prático para o maneio de
vertebrados invasores nas Ilhas de Espanha e Portugal, Gestión y estudio de
espacios naturales S. L., 2002, (p.121 - 128), Relatório
Cerqueira, R; Fernandez, F.A.S; Quintela, M.F,
Mamíferos da Restinga de Barra de Maricá, Rio de Janeiro, 37, Rio de Janeiro,
RJ, Papéis Avulsos de Zoologia, 1990, artigo - periódico
King, C M, The Handbook of New Zealand Mammals, 1, Nova York, Oxford University Press, 1990, (p.206-225), livro
Gillespie,
H, Rattus rattus (house-rat or ship-rat), Michigan, EUA, University
of Michigan Museum of Zoology - Animal
Diversity Web, 2004, internet,
http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Rattus_rattus.html
Linzey,
D; Brecht, C, Rattus rattus (Linnaeus), Virginia, EUA, Wytheville Community
College, 2002, internet,
http://www.discoverlife.org/nh/tx/Vertebrata/Mammalia/Muridae/Rattus/rattus/
Veitch,
D, Rattus rattus (mammal), Auckland, Nova Zelândia, Global Invasive
Species Database, 2004, internet,
http://www.issg.org/database/species/ecology.asp?si=19&fr=1&sts=
Cherem, J J; Perez, D M, Mamíferos terrestres
de floresta de araucária no município de Três Barras, Santa Catarina, Brasil,
Florianópolis, 1996
Ojasti,
J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas
en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos
Naturales, 2001
Criado em: 28/07/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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