Nome Científico:        Pittosporum undulatum

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Rosales

Família: Pittosporaceae

Pittosporum undulatum Vent..

Nome comum:                                                     Idioma:

pau-incenso                                                             Português

incenseiro                                                                 Português

vistorian box                                                            Inglês

vistorian laurel                                                         Inglês

australian cheesewood                                            Inglês

mock orange                                                            Inglês

sweet pittosporum                                                   Inglês

orange pittosporum                                                 Inglês

Descrição morfofisiológica:

Árvore de até 10 m de altura e casca cinzenta. Copa piramidal e folhas perenes ovado-lanceoladas, agudas, de margem ondulada. Flores em cimos, com pétalas brancas, lanceoladas. Os frutos são cápsulas obovóides, glabras, bivalvas, cor de laranja quando maduros. A floração ocorre entre os meses de setembro e novembro e a frutificação entre os meses maio e julho. Em meados de outubro os frutos se abrem e liberam as sementes. Sendo que uma árvore, chega a produzir até 37.500 sementes.Flores e frutos possuem um forte odor.

Dispersão:

Ornitocórica

Barocórica

Rota de dispersão:

Comércio de mudas

Jardins botânicos/zoológicos

Pessoas trocando recursos naturais

Uso ornamental

Vetor de Dispersão:

Animal vetor

Reprodução:

Sementes

Forma biológica:

Arbórea

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Para fins ornamentais                                       Voluntária

Uso econômico:

Ornamentação de jardins e arborização urbana

Impactos ecológicos:

As plantas de P. undulatum formam densos aglomerados que impedem o crescimento de outras espécies entre elas. Observou-se que esta espécie possui uma enorme capacidade de atrair polinizadores, o que diminui a disponibilidade de agentes polizadores nas plantas nativas e que maximiza a sua produção de frutos e sementes. Segundo GOODLAND & HEALEY (1997), o caule de P. undulatum não possui a capacidade de abrigar plantas epífitas, diminuindo a diversidade destas no ambiente invadido.

Controle mecânico:

P. undulatum possui intensa regeneração de troncos e raízes, o que torna a remoção mecânica trabalhosa e cara.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

O tratamento consiste em realizar cortes sucessivos e intercalados com uma machadinha na base do tronco, com diferença de 10 cm de altura, ao redor de todo o tronco. Deve-se aplicar glifosato diluído a 2% em água a cada corte, no momento em que é feito, um a um. Quanto menor o tempo entre o corte e a aplicação do produto, maior a eficiência dos resultados. Em caso de remoção das árvores para uso ou venda da madeira, o controle químico é fundamental e precisa ser realizado no momento do corte. As árvores devem ser cortadas rente ao chão. É necessária a aplicação direta de herbicida nos tocos para evitar a geração de rebrotas, que dificultam e oneram o controle posterior. Para tanto, o herbicida precisa ser aplicado imediatamente após o corte, em questão de segundos, para ter maior eficiência. O produto mais utilizado é Garlon 4, produto à base de triclopir, em concentração de 80% diluído em óleo diesel. Caso não encontre Garlon, utilize Tordon a uma concentração de 7%, diluído em água. Se ainda assim houver rebrotamento, as rebrotas devem ser eliminadas quando atingirem 15 a 30 cm de altura através de pulverização nas folhas, com glifosato diluído em água a 2%. A aplicação deve ser realizada com equipamento de segurança, com pulverizador de bom desempenho e precisão, sem vazamentos, e em dias sem vento para evitar impactos paralelos sobre outras espécies, solo ou água. O tratamento precisa ser repetido cada vez que as rebrotas atingirem a altura indicada. Trabalhos previamente realizados sugerem uma tendência de eliminação das plantas com quatro aplicações sucessivas nas rebrotas.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Sudeste da Austrália.

Ambiente natural:

Florestas úmidas entre 24 e 39 graus de latitude sul.

Ambientes preferenciais para invasão:

Áreas alteradas, florestas, campo, matas ciliares.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Municipal do Berreirinha e Horto municipal do Barreirinha.

Município / Estado:

Curitiba / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invadindo sub-bosque de capões e áreas arborizadas do parque e do horto. Formando densos aglomerados em ambientes de floresta ripária.

 

Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Floresta Ombrófila Densa - Floresta Ombrófila Mista

Localidade:

Represa de Vossoroca

Município / Estado:

Tijucas do Sul / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A invasão de P. undulatum nas margens da represa de Vossoroca ocorre, principalmente pela dispersão das sementes através da água, os frutos vão boiando empurrados pelo vento. O primeiros exemplares foram plantados a uns 30 ou 40 anos. Existe também um interesse da fauna pelos frutos sendo esta possivelmente uma outra forma de dispersão. De qualquer forma, o Pittosporum está se desenvolvendo no sub-bosque das florestas às margens do reservatório.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Semidecidual Submontana

Localidade:

Cascata

Município / Estado:

Pelotas / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invade interior da floresta, no estrato dominado, passando a exercer dominância

Bibliografia:

Blum, C T; Posonski, M; Hoffmann, P M;, Contaminação Biológica por Espécies Vegetais invasoras nas Margens da Represa de Vossoroca, APA de Guaratuba, Paraná, Brasil, Sociedade Chauá, Curitiba, 2004, artigo não publicado

Criado em:    28/07/2005                                                                  

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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