Nome Científico:        Pinus elliottii

Reino: Plantae

Phylum: Coniferophyta

Classe: Pinopsida

Ordem: Pinales

Família: Pinaceae

Pinus elliottii L..

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Pinus taeda var. heterophylla           Elliott

Pinus heterophylla                              (Elliott) Sudworth

Nome comum:                                                     Idioma:

pinus                                                                         Português

pinheiro-americano                                                  Português

slash pine                                                                 Inglês

Descrição morfofisiológica:

Árvore que pode atingir 30 metros de altura. Casca sulcada e acinzentada em indivíduos jovens e marrom-avermelhada em indivíduos adultos. Acículas reunidas em grupos de 2 ou 3 (com 21 a 36 cm de comprimento), de cor verde-brilhante e com a margem finamente serrilhada. Produzidos no início da primavera, os estróbilos masculinos concentram-se na extremidade de brotos jovens e os estróbilos femininos são pedunculados, em grupos de 2 a 4, raramente 6, a princípio eretos, depois, horizontais e finalmente voltados para baixo, ovais ou cilíndricos, comumente 12 a 15 cm de comprimento. Sementes triangulares, de 5 a 7 mm de comprimento, pretas e aladas.Pinus elliottii é um simbionte obrigatório de um basidiomiceto que forma micorrizas. Essa micorriza tem maior chance de se estabelecer em solos ácidos e distróficos. A associação entre o fungo e as raízes da planta facilita o estabelecimento de P. elliottii em solos pobres, onde a micorriza auxilia a captação de água e nutrientes pela árvore, enquanto recebe carboidratos da mesma (Mahmoud, 2003).

Dispersão:

Anemocórica

Rota de dispersão:

Uso florestal

Uso ornamental

Vetor de Dispersão:

Maquinário

Vento

Solo

Reprodução:

Sementes

Forma biológica:

Arbórea

Introdução:

em 1948, através do Serviço Florestal do Estado de São Paulo, foram introduzidas, para ensaios, as espécies americanas conhecidas nas origens como "pinheiros amarelos" que incluem P. palustris, P. echinata, P. elliottii e P. taeda. Dentre essas, as duas últimas se destacaram pela facilidade nos tratos culturais, rápido crescimento e reprodução intensa no Sul e Sudeste do Brasil. Desde então um grande número de espécies continuou sendo introduzido e estabelecido em experimentos no campo por agências do governo e empresas privadas, visando ao estabelecimento de plantios comerciais. A diversidade de espécies e raças geográficas testadas, provenientes não só dos Estados Unidos mas também do México, da América Central, das ilhas caribenhas e da Ásia foi fundamental para que se pudesse traçar um perfil das características de desenvolvimento de cada espécie para viabilizar plantios comerciais nos mais variados sítios ecológicos existentes no país.

 

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Por interesse florestal                                       Voluntária          São Paulo                               1948

Uso econômico:

Principal espécie plantada para fins comerciais no sul do Brasil. Suas principais finalidades são madeira (móveis, celulose, laminação, compensados etc.), celulose de fibra longa e resina (terebentina).

Impactos ecológicos:

Na região da Estepe,  quaisquer das espécies florestais utilizadas representa a total substituição da vegetação original, pois as espécies da Estepe são essencialmente heliófilas e o estabelecimento de plantas de porte arbóreo inviabiliza sua permanência no sistema. Já em ambientes originalmente florestais, tendem a permanecer algumas espécies do sub-bosque e do estrato dominado em povoamentos de Pinus spp. Tendem a ser estritamente monoespecíficos, impedindo a instalação de outras formas de vegetação (com exceções para outras regiões). Aumentam a acidez do solo. Transformação de ecossistemas abertos (campos, restingas etc) em ecossistemas fechados (florestal), com perda de biodiversidade por sombreamento, o que leva à exposição do solo e conseqüente erosão e assoreamento de cursos d’água, com impactos sobre a fauna aquática. Alteração do regime hídrico em ecossistemas abertos, onde substitui vegetação de pequeno porte. Deposição de serapilheira de lenta decomposição dificulta a germinação de espécies nativas. Nos campos de altitude da serra do mar a espécie causa sombreamento que impede o desenvolvimento das espécies nativas e endêmicas em alguns casos como o da insetívora "Drosera montana" e da arbórea "Tabebuia catarinensis". A ainda o fato de que as árvores de pinus podem afetar profundamente o regime hídrico do ambiente.

Impacto econômico:

Perda de áreas de campo, redução de valores cênicos para fins de ecoturismo e lazer ecológico. Requer gastos com controle dos indivíduos invasores e controle de dispersão.

Impactos sociais e culturais:

Alteração da paisagem e de valores culturais associados.

Prevenção:

Espécies que possuem sementes dispersas pelo vento (anemocóricas) são muito difíceis de controlar após o estabelecimento pois o vento pode propagar suas sementes por centenas e até milhares de metros portanto, o melhor a ser feito é não plantar a espécie mas caso isso ocorra, deve-se plantar uma linha de árvores quebra-vento ao redor do talhão para que o vento entre com menos intensidade, fazendo com que as sementes não sejam dispersadas para fora dele.

Controle mecânico:

Tecnicamente, a erradicação de Pinus elliottii não é uma tarefa complicada, pois, apesar de se dispersar com rapidez e facilidade, as árvores não rebrotam após o corte. O fomento ao uso da espécie no país carece de medidas adequadas de controle da dispersão de plântulas, devendo ser regulamentado para esse fim. O uso da espécie deve ser destinado exclusivamente a finalidades de produção comercial, cessando o uso ornamental, de paisagismo rodoviário ou de sombreamento. Outras espécies mais adequadas a essas finalidades podem ser facilmente encontradas para os distintos ecossistemas. A retirada de plantas invasoras deve ocorrer em sentido crescente, ou seja, a partir das árvores menores e mais distantes até que se alcance as árvores mais velhas, eliminando, desta forma, todas as árvores e plântulas.

Controle químico:

              TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE

                  SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A

           ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS

                                                          AMBIENTAIS PARALELOS.

A fim de evitar impactos da queda das árvores sobre eventual sub-bosque já existente emprega-se técnicas de corte com queda direcionada, com auxílio de cabos de aço ou ferramentas. Ainda, pode-se praticar o anelamento na base do tronco ou controle químico sob forma de glifosato diluído em água a 2% aplicado com pincel na área anelada, na base do tronco. É importantíssimo que se planeje e faça monitoramento da regeneração do banco de sementes, com ações anuais de remoção de novas plântulas, para evitar o retorno da invasão e a frustração das expectativas de solução do problema.

Controle biológico:

Não é necessário.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Espécie é originária da América do Norte, ocorrendo naturalmente na costa leste dos

Ambiente natural:

Florestas temperadas.

Ambientes preferenciais para invasão:

Invasora em ecossistemas abertos como campos e cerrados, assim como de áreas degradadas, pastagens e áreas agrícolas. Em menor intensidade, pode invadir clareiras em ambientes florestais ou áreas florestais em fase sucessional inicial.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Parque Municipal Fonte Grande

Município / Estado:

Vitória / Espírito Santo

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Floresta Ombrófila - Floresta Estacional

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Poços de Caldas / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Savana Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Parque Nacional da Serra da Canastra

Município / Estado:

São Roque de Minas / Minas Gerais

Referência geográfica:        Datum:       Fuso:       Coordenadas X:                          Y:

                                                 SAD 1969                          300091                         7772489

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Próximo a portaria 3 que da acesso à Sacramento. Ocorrência restrita à área vizinha da RESA.

Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Distrito do Bugre

Município / Estado:

Balsa Nova / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invasão estabelecida em áreas de mineração abandonadas. Árvores muito estressadas em função do substrato rochoso (filito).

Área de invasão:

Ambiente:

Refúgios Vegetacionais

Localidade:

Parque Estadual do Pico Paraná, Área de Relevante Interesse Turístico do Marumbi, Serra do Ibitiraquire

Município / Estado:

Campina Grande do Sul / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Os refúgios vegetacionais altomontanos (campos de altitute) da Serra do Ibitiraquire estão sendo tomados pela invasão de árvores do gênero Pinus cujas sementes são oriundas de plantios ornamentais e comerciais no pé da serra. Os principais morros afetados não Camacuã, Camapuã e Tucum porém, os morros Itapiroca, Getúlio, Ferraria também já estão invadidos. Os principais impsctos causados são perda de biodiversidade endêmica dos campos de altitude, alteração do regime hídrico da região, perda de valor cênico e cultural associados aos ambientes de montanha e perda de valor turistico da região.


Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Ocorrências em todo o município

Município / Estado:

Campo Largo / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Áreas degradadas, beira de estradas, campos nativos e florestas ciliares.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Parque Estadual do Cerrado

Município / Estado:

Jaguariaíva / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Parque Estadual do Monge

Município / Estado:

Lapa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Existem dentro do Parque plantios remanescentes estabelecidos para fins experimentais, a partir dos quais ocorre invasão.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Estadual do Monge

Município / Estado:

Lapa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Existem dentro do Parque plantios remanescentes estabelecidos para fins experimentais, a partir dos quais ocorre invasão.


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Aluvial

Localidade:

Parque Estadual do Monge

Município / Estado:

Lapa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Existem dentro do Parque plantios remanescentes estabelecidos para fins experimentais, a partir dos quais ocorre invasão.

Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Palmeira / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Campos e beira de estradas.

Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Em diversas propriedades rurais do município

Município / Estado:

Ponta Grossa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Campos e beira de estradas.


Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Parque Estadual de Vila Velha

Município / Estado:

Ponta Grossa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Campos e beira de estradas

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa Alto-Montana

Localidade:

Parque Estadual da Serra da Baitaca

Município / Estado:

Quatro Barras / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Área de vegetação secundária, capoeirinha, incendiada pela última vez em 1985, cerca de 100 ha. Causa da invasão reflorestamento da antiga empresa Fiat Lux nas imediações, a cerca de 5 km.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa Montana

Localidade:

Estrada da Graciosa, entorno do Parque Estadual da Serra da Baitaca

Município / Estado:

Quatro Barras / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invasão estabelecida em áreas de mineração abandonadas. Árvores muito estressadas em função do substrato rochoso.


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa Submontana

Localidade:

Parque Estadual da Serra da Baitaca

Município / Estado:

Quatro Barras / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invasão estabelecida em áreas de mineração abandonadas. Árvores muito estressadas em função do substrato rochoso.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Municipal São Luís de Tolosa

Município / Estado:

Rio Negro / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invasão em áreas desmatadas a partir de plantio vizinho

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Posto de pesagem BR-101

Município / Estado:

São José dos Pinhais / Paraná

Referência geográfica:        Datum:       Fuso:       Coordenadas X:                          Y:

                                                 SAD 1969   22                   688354                         7142257

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Beira da estrada, trecho Curitiba - Joinville


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Ao longo da rodovia BR-101

Município / Estado:

São José dos Pinhais / Paraná

Referência geográfica:        Datum:       Fuso:       Coordenadas X:                          Y:

                                                 SAD 1969   22                   687854                         7150595

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Beira da estrada, trecho Curitiba - Joinville

Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Parque Estadual do Guartelá

Município / Estado:

Tibagi / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Campos e beira de estradas

Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Parque Estadual do Guartelá

Município / Estado:

Tibagi / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invasão a partir de plantios comerciais no entorno. Um talhão de pinus foi removido do Parque em 2000.


Área de invasão:

Ambiente:

Refúgios Vegetacionais

Localidade:

Encostas da Serra do PÁrea de Proteção Ambientalnduva

Município / Estado:

Tijucas do Sul / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Vários indivíduos jovens colonizando principalmente os campos de altitude do morro Araçatuba, oriundos de propágulos de povoamento comercial nos arredores.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista

Localidade:

Encostas da Serra do PÁrea de Proteção Ambientalnduva

Município / Estado:

Tijucas do Sul / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Vários indivíduos jovens colonizando principalmente os campos de altitude do morro Araçatuba, oriundos de propágulos de povoamento comercial nos arredores.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Fluvial (Comunidades Aluviais)

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

União da Vitória / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Várzea do Rio Iguaçu


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade: