Nome
Científico: Mimosa caesalpiniifolia
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Mimosaceae
Mimosa caesalpiniifolia Benth..
Nome comum: Idioma:
cebiá
Português
sabiá
Português
sansão-do-campo Português
unha-de-gato
Português
Descrição morfofisiológica:
Árvore caracteristica da caatinga, muito precoce, heliófita, pioneira,
seletiva xerófita, perde as folhas por ocasião da seca. Cresce em todos os
solos, se excluirmos os alagados. É uma árvore pequena, atingindo uma altura
de 7 a 8 m, geralmente com acúleos nos ramos, folhas bipinadas, flores pequenas
em espigas cilíndricas e legumes articulados de até 10 cm. A madeira é dura,
compacta e muito durável, mesmo no solo. Espécie tolerante a longas estiagens
(3 a 4 meses), tolerante a seca prolongada, média anual entre 500 - 1.000
mm e tolerante a solos ácidos.
Dispersão:
Barocórica
Reprodução:
Sementes
Vegetativa
Forma biológica:
Arbórea
Introdução:
Utilizada amplamente para cerca-viva em toda região.
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Cerca-viva
Voluntária Fazenda Aracruz Celulose 1994
Restauração de hábitats
Voluntária Fazenda Aracruz Celulose 1994
Desconhecida Roraima
Uso econômico:
É uma das espécies mais promissoras para a implantação de florestas
de uso múltiplo, devido o seu rápido crescimento, bom valor protéico e energético
como forrageira, constituindo-se em uma das principais espécies lenhosas que
compõem a vegetação nativa da caatinga. A madeira é empregada para estacas,
portas, mourões, dormentes, lenha e carvão. Sendo também empregada para alimentação
animal, apícola, combustível, medicinal e ornamental. ARAÚJO FILHO et al. (1996) utilizaram banco
de proteínas constituídos de espécies exóticas e nativas em área de caatinga
rebaixada e verificaram que sabiá foi a segunda leguminosa mais consumida
por caprinos (26,5 %). As suas folhas são consumidas pelos animais tanto verdes
como secas. É planta tolerante à luz direta e de rápido crescimento.
Impactos ecológicos:
Lopes e Piña-Rodrigues (1997) indicam a presença de toxidez e, possivelmente,
potencial alelopatia promovida pelas folhas verdes recém-caídas de sabiá.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio
Grande do Norte, Sergipe
Ambiente natural:
É considerada espécie endêmica do bioma Caatinga, Savana Estépica.
Ambientes preferenciais para invasão:
Exclusivamente em ambientes abertos e com alta taxa de insolação.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas
Localidade:
Fazenda da Aracruz Celulose
Município / Estado:
Aracruz / Espírito Santo
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Invasora em áreas com forte nível de degradação pois requer uma boa
intensidade luminosa para invadir.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas
Localidade:
Beira de estrada
Município / Estado:
Jaguaré / Espírito Santo
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Invasão em planície desmatada.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Parque Municipal Fonte Grande
Município / Estado:
Vitória / Espírito Santo
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Ocupa o espaço de espécies nativas e implica perda de diversidade
biológica.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Serra do Cabral
Município / Estado:
Joaquim Felício / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Invasão crescente a partir de áreas do cerrado, entrando na caatinga.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Área de Preservação Permanente do Córrego do Óleo
Município / Estado:
Uberlândia / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Espécie presente em curto trecho (500 m) do entorno da Área de Preservação
Permnente.
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
No entorno da cidade
Município / Estado:
Cachoeiras de Macacu / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Costa Verde, distrito de Ilha da Madeira
Município / Estado:
Itaguaí / Rio de Janeiro
Referência geográfica: Datum: Fuso: Coordenadas X: Y:
23º 55' 23º 55'
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie colonizou espontaneamente diques construídos para estabilizar
o processo erosivo que estava havendo na área.
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Região metropolitana
Município / Estado:
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Áreas de Tensão Ecológica - Savana - Floresta Ombrófila
Localidade:
Sem localidade específica
Município / Estado:
Boa Vista / Roraima
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A dispersão ocorre facilmente nas áreas de savana; as sementes são
dormentes e a adaptação é fácil na região.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Sem localidade específica
Município / Estado:
Boa Vista / Roraima
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A dispersão ocorre facilmente nas áreas de savana; as sementes são
dormentes e a adaptação é fácil na região.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa Submontana
Localidade:
Armação da Piedade
Município / Estado:
Governador Celso Ramos / Santa Catarina
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Usada como cerca-viva.
Bibliografia:
Moura, O N; Passos, M A A; Ferreira R L C; Molica,
S G; Lira, M de A, Distribuição de biomassa e de nutrientes em povoamentos
de sabiá (Mimosa caesalpiniaefolia Benth.), Porto Alegre - RS, XXXVI Reunião
Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia,
http://www.sbz.org.br/eventos/PortoAlegre/homepagesbz/For/FOR035.htm
Gamarra, C, Checklist das Plantas do Nordeste,
2004,
http://umbuzeiro.cnip.org.br/db/pnechk/taxa/3935.html
Maia, G N, Caatinga - árvores e arbustos e suas
utilidades, 1, São Paulo, SP, Leitura & Arte, 2004, (p.333-341), Livro
Lopes, B M; Piña-Rodrigues, F C M;, Potencial
alelopático de Mimosa caesalpinaefolia Benth sobre sementes de Tabebuia alba
(Cham.) Sandw, 4, Rio de Janeiro - RJ, Floresta & Ambiente, 1997, (p.30-41),
http://www.ufrrj.br/institutos/if/revista/pdf/v8p130.pdf
Trevisol, R G; Neves, L G; Silva, R T; Valcarcel,
R, Análise da Colonização Vegetal Espontânea em Ambientes Modificados por
Medidas Físicas na Recuperação de Áreas Degradadas, Lavras, CEMAC, 2002,
http://www.cemac-ufla.com.br/trabalhospdf/trabalhos%20voluntarios/Aprovados%20em%20pdf/protoc%2071.pdf
Criado em: 07/28/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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