Nome Científico:        Melinis minutiflora

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Cyperales

Família: Poaceae

Melinis minutiflora P. Beauv..

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Panicum minutiflorum                        (P. Beauv.) Rasp.

Panicum melinis                                 Trin.

Agrostis glutinosa                              Fisch.

Suardia picta                                      Schr.

Tristegis glutinosa                             Nees

Muhlenbergia brasillensis                   Steud.

Nome comum:                                                     Idioma:

capim-gordura                                                          Português

capim-meloso                                                           Português

capim-melado                                                           Português

molasses grass                                                         Inglês

capim-catingueiro                                                    Português

capim-cabelo-de-negro                                           Português

capim-gordo                                                             Português

capim-de-frei-luiz                                                    Português

catingueiro                                                               Português

capim-graxa                                                             Português

melado                                                                      Espanhol

Descrição morfofisiológica:

Planta perene, ereta, entouceirada, de colmos fortemente geniculados, com nós pilosos e avermelhados, de 40-80 cm de altura. Sobre as bainhas e lâminas foliares ocorrem pêlos pegajosos, de odor característico, o que é único entre as gramíneas. As raízes são fibrosas. Folhas com bainhas abertas, envolvendo os entrenós; freqüentemente o comprimento das bainhas excede o do entrenó correspondente. A bainha da última folha é particularmente comprida, podendo chegar a 30 cm, ou seja, 3 vezes o comprimento da respectiva lâmina. Coloração verde e intensa pilosidade. Junto aos nós os pêlos são mais compridos e formam uma coroa que se destaca visualmente. Lígulas formadas por uma cortina de cílios, densos e bem desenvolvidos. Lâminas com até 15 cm de comprimento, de base arredondada e mais larga, estreitando progressivamente até um ápice agudo; coloração verde-acinzentada; curtos pêlos brancos em ambas as faces porém mais intensos na fase dorsal; margens ciliadas. Na região do colar, do lado externo, freqüentemente ocorre um anel vermelho-escuro. Com o desenvolvimento da planta as folhas basais vão morrendo. Em plantas desenvolvidas as folhas ocorrem em porções de caules e ramos relativamente afastados da base. Uma particularidade dessa espécie é que junto da base dos pêlos das folhas ocorrem glândulas que secretam um líquido pegajoso e adocicado, de odor caracteristico. Inflorescência em panículas muito vistosas de coloração roxo-avermelhada, na parte terminal dos colmos. Essas panículas chegam a 15 cm de comprimento. Inicialmente as ramificações se posicionam verticalmente, dando um aspecto compacto e ressaltado à coloração das panículas. Progressivamente, as ramificações nas panículas se abrem e todo o conjunto se apresenta mais frouxo, diminuindo com isso a intensidade da coloração. Dada a grande quantidade de panículas, uma área infestada apresenta um aspecto roxo-avermelhado. Os ramos são muito finos e apresentam espiguetas isoladas, geralmente longo-aristadas.

A espécie gera biomassa de 7.000 a 8.000 kg/há no Cerrado, havendo-se registrado 93 a 188 panículas por metro quadrado e uma média de 5.000 sementes viáveis por metro quadrado, o que corresponde a 79 - 125 kg de sementes por hectare (fonte: Carlos Romero Martins). A dormência das sementes vai a 16 meses, havendo germinação de 50% das sementes em 35 meses. Ainda assim, sementes com 5 anos apresentaram até 70% de viabilidade.

Dispersão:

Anemocórica

Zoocórica

Rota de dispersão:

Agricultura

Comércio de mudas

Outros

Transporte de animais domésticos

Auto-propagação

Vetor de Dispersão:

Animal vetor

Frete

Humano

Maquinário

Veículos rodoviários

Reprodução:

Sementes

Forma biológica:

Gramínea

Herbácea

Introdução:

Introduzida como forrageira para criação de gado bovino.

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Introduzida como forrageira                             Voluntária

                                                                           Acidental           Brasil                                       1800


Em associação com comércio internacional    Desconhecida

Outros                                                                Acidental           Minas Gerais                           1974

Uso econômico:

Muito utilizada como forrageira por ser uma planta rústica de rápido crescimento.

Impactos ecológicos:

No processo de invasão, a planta cresce por cima da vegetação herbácea nativa causando sombreamento e morte dessa vegetação, deslocando espécies nativas de flora e fauna. Também gera aumento da temperatura de incêndios no cerrado, com eliminação tanto das plantas nativas quanto do banco de sementes pré-existente no solo. Estima-se (comunicação pessoal Carlos Romero Martins) que os incêndios naturais atinjam temperaturas entre 700 e 800 graus centígrados, enquanto o capim-gordura vai a 1000 graus.Em pesquisa realizada na Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília, detectou-se que a invasão de capim-gordura interfere significativamente no crecimento de espécies nativas, especialmente 'Cecropia pachystachya'.

Impacto econômico:

Perda de área pastoril, requer limpeza. Planta infestante em pastagens formadas por outras espécies. Séria infestante de povoamentos florestais.

Organismo afetado:                                       Nome comum:                Família:

Cecropia pachystachya Trécul                          embaúba                                Cecropiaceae

Controle mecânico:

A erradicação é extremamente difícil, as plantas produzem grande quantidade de sementes com alto poder de germinação e quase nenhuma dormência, porém a espécie não tolera sombreamento, corte mecânico e nem pastejo pesado.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

A espécie é sensível ao herbicida glifosato que pode ser aplicado na forma de aspersão foliar a 1% de concentração, diluído em água. Testes realizados no Cerrado (comunicação pessoal Carlos Romero Martins) mostram maior eficiência no controle através de queima controlada das touceiras seguida da aplicação de herbicida glifosato em diluição de 0,5% seguido do arranquio manual. Um controle efetivo é a aspersão da mistura de 2,2-DPA com Paraquat.

Controle biológico:

Ocasionalmente, as inflorescências são atacadas por um fungo que provoca o abortamento das espiguetas. Esse talvez seja um caminho para pesquisar o controle biológico da espécie.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

África

Ambiente natural:

Campo limpo, campo rupestre, campo úmido e campo sujo. Locais sombreados em clima

Ambientes preferenciais para invasão:

Lavouras, áreas de plantios florestais, terrenos baldios e beira de estradas e ferrovias. Sempre em ambientes abertos e ensolarados. É fortemente invasora em locais recém-queimados pela ausência de concorrência.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas

Localidade:

Beira de estrada


Município / Estado:

Nova Viçosa / Bahia

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Savana Florestada (Cerradão)

Localidade:

Área de Proteção Ambiental Gama / Cabeça de Veado

Município / Estado:

Brasília / Distrito Federal

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Área de invasão:

Ambiente:

Savana Parque

Localidade:

Reserva Ecológica do IBGE

Município / Estado:

Brasília / Distrito Federal

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

No processo de invasão, a planta cresce por cima da vegetação herbácea nativa causando sombreamento e morte dessa vegetação, deslocando espécies nativas de flora e fauna. Também gera aumento da temperatura de incêndios no cerrado, com eliminação tanto das plantas nativas quanto do banco de sementes pré-existente no solo. Estima-se (Carlos Romero Martins) que os incêndios naturais atinjam temperaturas entre 700 e 800 graus centígrados, enquanto o capim-gordura vai a 1000 graus.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana Arborizada (Campo-Cerrado)

Localidade:

Reserva Ecológica do IBGE

Município / Estado:

Brasília / Distrito Federal

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

No processo de invasão, a planta cresce por cima da vegetação herbácea nativa causando sombreamento e morte dessa vegetação, deslocando espécies nativas de flora e fauna. Também gera aumento da temperatura de incêndios no cerrado, com eliminação tanto das plantas nativas quanto do banco de sementes pré-existente no solo. Estima-se (Carlos Romero Martins) que os incêndios naturais atinjam temperaturas entre 700 e 800 graus centígrados, enquanto o capim-gordura vai a 1000 graus.


Área de invasão:

Ambiente:

Savana Parque

Localidade:

Parque Nacional de Brasília

Município / Estado:

Brasília / Distrito Federal

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Ocupação de todo o substrato herbáceo em diversas áreas e de touceiras em meio à vegetação natural em áreas para onde avança a invasão. As variedades encontradas no local são roxo e cabelo-de-negro. Estimou-se a ocupação de 10% da área do Parque em 2004,  na maior parte em populações esparsas, sendo que as maiores áreas contínuas têm 2-3 há. Estima-se a área total de capim-gordura no Parque Nacional em 3.000 ha.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Reserva Ecológica do IBGE

Município / Estado:

Brasília / Distrito Federal

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

No processo de invasão, a planta cresce por cima da vegetação herbácea nativa causando sombreamento e morte dessa vegetação, deslocando espécies nativas de flora e fauna. Também gera aumento da temperatura de incêndios no cerrado, com eliminação tanto das plantas nativas quanto do banco de sementes pré-existente no solo. Estima-se (Carlos Romero Martins) que os incêndios naturais atinjam temperaturas entre 700 e 800 graus centígrados, enquanto o capim-gordura vai a 1000 graus.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Estação Ecológica Jardim Botânico de Brasília

Município / Estado:

Brasília / Distrito Federal

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural


Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Estação Ecológica do Jardim Botânico

Município / Estado:

Brasília / Distrito Federal

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Apesar de não se conhecer a extensão da ocupação da espécie, já se percebe seus efeitos em áreas degradadas da Estação Ecológica, que representam 5% da área total da unidade de conservação. Embora existam outras espécies invasoras no local, a espécie predominante é o capim-gordura que chegava a cobrir mais de 90% do solo.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

Localidade:

Áreas de morro

Município / Estado:

Vila Velha / Espírito Santo

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Ocupa o espaço de espécies nativas invadindo áreas de mata.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Parque Municipal Fonte Grande

Município / Estado:

Vitória / Espírito Santo

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invade áreas de vegetação natural causando impactos no ecossistema.


Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

Localidade:

Áreas de morro

Município / Estado:

Vitória / Espírito Santo

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Ocupa o espaço de espécies nativas invadindo áreas de mata.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

12 Km do centro de Goiânia em direção à Anápolis

Município / Estado:

Goiânia / Goiás

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Estação Ecológica Águas Emendadas

Município / Estado:

Planaltina / Goiás

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Área de invasão:

Ambiente:

Savana-Estépica Florestada

Localidade:

Silvânia

Município / Estado:

Silvânia / Goiás

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural


Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Município / Estado:

Chapada dos Guimarães / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A espécie está presente principalmente em beira de estrada e em áreas antropizadas.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Estrada Cuiabá - Santo Antônio do Leverger

Município / Estado:

Santo Antônio do Leverger / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

População cresce em áreas de cerrado.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana Arborizada (Campo-Cerrado)

Localidade:

Estrada Cuiabá - Santo Antônio do Leverger

Município / Estado:

Santo Antônio do Leverger / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

População cresce em áreas de cerrado.


Área de invasão:

Ambiente:

Savana Parque

Localidade:

Estrada Cuiabá - Santo Antônio do Leverger

Município / Estado:

Santo Antônio do Leverger / Mato Grosso

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

População cresce em áreas de cerrado.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Morro de Santa Cruz

Município / Estado:

Corumbá / Mato Grosso do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Introduzidas como forma de re-vegetação em áreas de mineração de ferro no maciço do Urucum. A MCR/RIO TINTO usava esta espécie para recuperar áreas degradadas e, apesar de não utilizá-la mais, a espécie esta estabelecida e em expansão.

Área de invasão:

Localidade:

Parque Nacional do CÁrea de Proteção Ambientalraó

Município / Estado:

Alto Caparaó / Minas Gerais

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Parque Municipal das Mangabeiras

Município / Estado:

Belo Horizonte / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Cerrado, mata.


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Decidual

Localidade:

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Município / Estado:

Januária / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Parque Estadual do Ibitipoca

Município / Estado:

Lima Duarte / Minas Gerais

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Áreas próximas às trilhas.

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Paracatu

Município / Estado:

Paracatu / Minas Gerais

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Área de invasão:

Ambiente:

Savana Florestada (Cerradão)

Localidade:

Paracatu

Município / Estado:

Paracatu / Minas Gerais

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural


Área de invasão:

Localidade:

Floresta Nacional Paraopeba

Município / Estado: