Nome Científico:        Melia azedarach

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Sapindales

Família: Meliaceae

Melia azedarach L..

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Melia japonica var. semperflorens   Makino

Melia azedarach var. subtripinnata  Miq.

Nome comum:                                                     Idioma:

cinamomo                                                                 Português

santa-bárbara                                                          Português

paraíso                                                                      Português

china berry                                                               Inglês

syringa berrytree                                                     Inglês

Descrição morfofisiológica:

Árvore ou arbusto de folha caduca e de curta duração, atinge 15 metros ou mais, com tronco curto e copa difusa e aberta. Casca superficialmente fissurada. Ramos jovens revestidos por pêlos estrelados caducos. Folhas até 90 cm, alternas, bipinuladas, com numerosos folíolos; cada folíolo tem forma ovado-lanceolado, são serreados ou lobados e algo lustrosos. Inflorescência grande e pauciflora. Flores fragrantes, lilás, geralmente pentâmeras. Frutos tipo drupa, semi-arredondados, cerca de 15 mm de diâmetro, amarelos, lisos, mas tornando-se rugosos; ligeiramente carnosos, em geral presentes durante todo o ano. Floresce na primavera durante os meses de setembro, outubro e novembro. Frutos maduros no outono e inverno, quando as árvores estão desfolhadas.

Dispersão:

Ornitocórica

Rota de dispersão:

Comércio de mudas

Uso ornamental

Vetor de Dispersão:

Animal vetor

Humano

Solo

Reprodução:

Sementes

Vegetativa

Forma biológica:

Arbórea

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Para fins ornamentais                                       Voluntária

                                                                           Desconhecida    Rondônia                                 1995

Impactos ecológicos:

Invade florestas, especialmente ambientes ciliares; substitui espécies nativas, reduz diversidade alimentar para fauna, alterando o equilíbrio e a auto-sustentabilidade desses sistemas.


Impacto econômico:

Os frutos, de sabor amargo e propriedades venenosas e narcóticas, podem matar suínos, mas vacas e aves não parecem ser suscetíveis. Princípio ativo: saponinas e alcalóides neurotóxicos (azaridina). As sementes são dispersadas por aves e morcegos, o que impossibilita o controle da dispersão de sementes. Por essa razão a espécie não deve ser cultivada e plantas existentes devem ser removidas.

Impacto na saúde:

Todas as partes da planta são potencialmente tóxicas, as ocorrências são registradas geralmente com frutos. Causa irritação gastrointestinal severa com náusea, vômitos, diarréia intensa, distúrbios do sistema nervoso central, ataxia, torpor, convulsões e coma.

Controle mecânico:

É recomendado apenas para plantas pequenas e isoladas. Pode ser realizado com a retirada da planta juntamente com a raíz ou com sucessivos cortes das rebortas que atingirem 30cm de comprimento até a exaustão e morte da planta.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

Corte e aplicação imediata de Tordon diluído em água de 2 a 4% ou Garlon a 80% em óleo diesel; aplicação de glifosato diluído em água a 2% sobre rebrotas ou diretamente sobre as plantas.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Nativa da região sub-himalaíca da India, também é comum em Burma, China e Pérsia.

Ambientes preferenciais para invasão:

A espécie prefere climas tropicais e úmidos, mais existem variações ecológicas que agüentam 600-1000 mm de precipitação anual. Em climas áridos só com irrigação ou ao lado de cursos d'água. Não é muito exigente em questões de solo, crescendo mesmo em solos salinos. No Paraná observa-se maior agressividade em solos derivados de basalto, especialmente ao longo de cursos d'água.

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Fluvial (Comunidades Aluviais)

Localidade:

Parque Nacional de Ilha Grande, estrada que ligava antigos portos, próxima ao porto de Porto Figueira

Referência geográfica:        Datum:       Fuso:       Coordenadas X:                          Y:

                                                                                           212010                         7409512

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Ambiente alterado pela construção da estrada sobre aterro. Casas de possseiros com ornamentais, pomar com espécies introduzidas (goiaba, manga) e cultivos de subsistência.


Área de invasão:

Ambiente:

Urbano

Localidade:

Em praças públicas

Município / Estado:

Manaus / Amazonas

Situação populacional:

Contida

Área de invasão:

Ambiente:

Savana (Cerrado)

Localidade:

Fazenda de Ensino e Pesquisa da Faculdade de Engenharia/ Unesp

Município / Estado:

Selvíria / Mato Grosso do Sul

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

A área encontra-se em processo de regeneração florestal desde início da década de 70, quando passou por remoções de camadas de solo para utilização nos aterros da construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, no rio Paraná. A espécie Melia azedarach

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Zona rural e urbana

Município / Estado:

Cianorte / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Prolifera nas beiras das rodovias. Principalmente através de terras utilizadas em aterros e construções.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Semidecidual

Localidade:

Parque Estadual Mata dos Godoy

Município / Estado:

Londrina / Paraná

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque  Estadual de Vila Velha

Município / Estado:

Ponta Grossa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Município / Estado:

Ponta Grossa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Estepe Gramíneo-Lenhosa

Localidade:

Parque Estadual de Vila Velha

Município / Estado:

Ponta Grossa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Costa Verde, distrito de Ilha da Madeira

Município / Estado:

Itaguaí / Rio de Janeiro

Referência geográfica:        Datum:       Fuso:       Coordenadas X:                          Y:

                                                                                           23º 55'                         23º 55'

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A espécie colonizou espontaneamente diques construídos para estabilizar o processo erosivo que estava havendo na área.


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Decidual Aluvial

Localidade:

Margens do rio Jacuí, Passo da Seringa

Município / Estado:

Cachoeira do Sul / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Árvores isoladas em meio à floresta aluvial.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Decidual Aluvial

Localidade:

Planície de inundação do arroio CÁrea de Proteção Ambientalné

Município / Estado:

Cachoeira do Sul / Rio Grande do Sul

Referência geográfica:        Datum:       Fuso:       Coordenadas X:                          Y:

                                                                                           6648958                       312862

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Árvores isoladas em meio à floresta aluvial.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Semidecidual Submontana

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Gravataí / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Usada como ornamental em quintais


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Semidecidual

Município / Estado:

Taquara / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Usada como ornamental em casas e beira de estrada

Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Savana - Floresta Ombrófila

Localidade:

Sem localidade específica

Município / Estado:

Vilhena / Rondônia

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Nacional de São Joaquim

Município / Estado:

Bom Jardim da Serra / Santa Catarina

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Substituição de plantas nativas.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista

Localidade:

Planalto norte de Santa Catarina

Município / Estado:

Canoinhas / Santa Catarina

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Ilha de Santa Catarina

Município / Estado:

Florianópolis / Santa Catarina

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Nacional de São Joaquim

Município / Estado:

Grão Pará / Santa Catarina

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Substituição de plantas nativas

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Nacional de São Joaquim

Município / Estado:

Orleans / Santa Catarina

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Substituição de plantas nativas.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Nacional de São Joaquim

Município / Estado:

Urubici / Santa Catarina

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Substituição de plantas nativas.


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa Montana

Localidade:

Vale do Ribeira

Município / Estado:

Miracatu / São Paulo

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Florestas ripárias.

Bibliografia:

Trevisol, R G; Neves, L G; Silva, R T; Valcarcel, R, Análise da Colonização Vegetal Espontânea em Ambientes Modificados por Medidas Físicas na Recuperação de Áreas Degradadas, Lavras, CEMAC, 2002,

http://www.cemac-ufla.com.br/trabalhospdf/trabalhos%20voluntarios/Aprovados%20em%20pdf/protoc%2071.pdf

Weber, E, Invasive Plant Species of the World, a reference guide to environmental weeds, CABI Publishing, 2003, (p.258),
www.cabi-publishing.org

Bromilow, C, Problem Plants of South Africa, 1, South Africa, Briza Publications, 2001, (p.78)

Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos Naturales, 2001

Criado em:    07/28/2005                                                                  

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

www.institutohorus.org.br

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