Nome
Científico: Mangifera indica
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Anacardiaceae
Mangifera indica L..
Nome comum: Idioma:
mangueira
Português
Descrição morfofisiológica:
Árvore grande com copa em forma de domo. Um elemento que pode identificá-la
com facilidade é a presença de apenas um estame e as flores amarela-esverdeadas
que desenvolvem-se a partir de uma panícula em forma de cone. Mangifera indica
pode atingir 45 m de altura geralmente com uma circunferência de 3,6 m ou
mais. A casca é rugosa, cinza escura e fibrosa. A folhas acumulam-se na ponta
dos galhos e têm de 10 - 30 cm de comprimento por 2 - 10 cm de largura, oblongas
ou lanceoladas, acuminadadas, de cor verde-escura brilhante, rosedas quando
novas, com uma resina aromática quando amassada, pecíolo com 2,5 - 6 cm de
comprimento, inchado na base, folhas novas pendem verticalmente para baixo,
enquanto a cor é rosa. Inflorescência cônica, as flores tem 0,4 cm de diâmetro,
amarelo-esverdeadas, aromáticas, masculinas e bisexuais na mesma panícula,
cálice com 4 ou 5 sépalas, corola carnosa com 4 ou 5 pétalas, amarelo-claras,
maiores que as sépalas, possui 4 ou 5 estaminóides e apenas um estame fértil
e muito maior que os outros. Fruto em drupa com 5 - 20 cm de comprimento,
carnoso, amarelo quando maduro, fibroso. Muitas variedades de frutos podem
ser encontrados em função do local onde a planta se encontra.Na região nativa,
as flores surgem de janeiro a março e frutos maduras de abril a julho.
Dispersão:
Zoocórica
Rota de dispersão:
Comércio de mudas
Pessoas trocando recursos naturais
Uso ornamental
Vetor de Dispersão:
Humano
Reprodução:
Sementes
Forma biológica:
Arbórea
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Para fins ornamentais
Voluntária
Para fins alimentares
Voluntária
Uso econômico:
Os frutos são amplamente comercializados em todo o Brasil, sendo
a manga considerada umas das melhores frutas do mundo.
Impactos ecológicos:
A invasão da espécie no ambiente ciliar está gerando alteração do
pH da água por apodrecimento das folhas e frutos em grande quantidade. A invasão
favorece a população de macaco-prego (Cebus apella).
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Cultivada na India a mais de 4.000 anos. A mangueira é provavelmente
nativa da região de
Ambiente natural:
Regiões de clima úmido fortemente afetadas pelas monções.
Ambientes preferenciais para invasão:
Invasora de áreas abertas e ensolaradas.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Reserva Serra das Almas
Município / Estado:
/ Ceará
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A invasão da espécie no ambiente ciliar está gerando alteração do
pH da água por apodrecimento das folhas e frutos em grande quantidade. A invasão
favorece a população de macaco-prego (Cebus apella).
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Parque Nacional de Brasilia, Ribeirao Tortinho
Município / Estado:
Brasília / Distrito Federal
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Ambiente:
Savana Arborizada (Campo-Cerrado)
Localidade:
Margens do rio Paraguai
Município / Estado:
Corumbá / Mato Grosso do Sul
Situação populacional:
Estabelecida
Descrição da invasão:
Introduzida em quintais de moradias ribeirinhas, mais tarde abandonadas.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Decidual
Localidade:
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
Município / Estado:
Januária / Minas Gerais
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Fluviomarinha (Manguezal e Campo
Salino)
Localidade:
No mangue, próximo ao Terminal Rodoviário de João Pessoa
Município / Estado:
João Pessoa / Paraíba
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Árvores encontradas de maneira esparsa na beira do mangue.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Barreira do Cabo Branco desde a Praia do sol até o Bairro São José
Município / Estado:
João Pessoa / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Através da dispersão das sementes feita pelo homem.
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Parque Solon de Lucena (Lagoa) no Centro da cidade de João Pessoa/PB
Município / Estado:
João Pessoa / Paraíba
Situação populacional:
Contida
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Mata Atlântica do Parque Zoo Arruda Câmara.
Município / Estado:
João Pessoa / Paraíba
Situação populacional:
Estabelecida
Descrição da invasão:
Ocorre misturada aos remanescentes da Mata Atlântica.
Área de invasão:
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Tavares / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Jardim Botânico do Curado
Município / Estado:
Recife / Pernambuco
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Costa Verde, distrito de Ilha da Madeira
Município / Estado:
Itaguaí / Rio de Janeiro
Referência geográfica: Datum: Fuso: Coordenadas X: Y:
23º 55' 23º 55'
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie colonizou espontaneamente diques construídos para estabilizar o processo erosivo que estava havendo na área.
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Município / Estado:
Natal / Rio Grande do Norte
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Semidecidual
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Tarumã / São Paulo
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Invasão em um fragmento florestal.
Bibliografia:
Trevisol, R G; Neves, L G; Silva, R T; Valcarcel,
R, Análise da Colonização Vegetal Espontânea em Ambientes Modificados por
Medidas Físicas na Recuperação de Áreas Degradadas, Lavras, CEMAC, 2002,
http://www.cemac-ufla.com.br/trabalhospdf/trabalhos%20voluntarios/Aprovados%20em%20pdf/protoc%2071.pdf
Sahni,
K C, The Book of Indian Trees, 2, Delhi, India, Oxford University Press, 2000,
(p.71-72), Livro
Ojasti,
J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas
en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos
Naturales, 2001
Criado em: 07/28/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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