Nome
Científico: Lonicera japonica
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Dipsacales
Família: Caprifoliaceae
Lonicera japonica Thunb. ex Murray.
Sinônimos: Autor:
Data:
Caprifolium
hallianum Hort.
Lonicera brachypoda DC.
Lonicera
chinensis Wats.
Lonicera flexuosa
Thun.
Nintooa japonica
(Thunb.) Sweet
Nome comum: Idioma:
madressilva
Português
japanese honeysuckle
Inglês
hall's honeysuckle
Inglês
madressilva-da-china
Português
madressilva-dos-jardins
Português
madressilva-do-japão
Português
Descrição morfofisiológica:
Liana trepadeira de ramos curtos, perene, rizomatosa, de colmos lenhosos.
Folhas ovadas, elípticas, oblongas ou lanceoladas, limbo com 3-8 cm, pubescente,
glabras na face inferior, inteiras, as folhas jovens podem ser lobadas. Flores
melíferas, com 2 cimeiras axilares, brácteas com 1-2 cm de comprimento. Corola
branca, tornando-se amarelada ou rosa, com 2-3 cm de comprimento. Bagas preto-azuladas,
globosas, 6-7 mm de diâmetro. Propaga-se apenas por rizomas nas condições
do nosso clima.Lonicera japonica se caracteriza pelas folhas elípticas,
em pares e opostas, de cuja base saem sempre conjuntos de 2 flores, inicialmente
brancas, mudando sua coloração para o amarelo após a fecundação.
Dispersão:
Ornitocórica
Rota de dispersão:
Melhoramento de paisagem/fauna
Uso ornamental
Vetor de Dispersão:
Animal vetor
Humano
Lixo
Solo
Reprodução:
Vegetativa
Rizomas
Forma biológica:
Trepadeira
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Para fins ornamentais
Voluntária
Uso econômico:
Planta muito utilizada para fins ornamentais, forrageira e na apicultura como fonte de néctar e pólen.
Na China é utilizada como medicinal.
Impactos ecológicos:
Ocupa dossel e bordas de florestas e capões causando extremo sombreamento,
sufoca e impede o desenvolvimento da vegetação nativa por competição por luz,
nutrientes e agentes polinizadores. Poucas espécies possuem mudas que conseguem
atravessar o tapete formado por Lonicera japonica. Após algum tempo,
esse sombreamento mata a vegetação nativa, abrindo espaço para que outras
espécies invasoras se estabeleçam no lugar. Pesquisas documentam que após
cinco anos de ocorrência de L. japonica em um fragmento florestal nos
Estados Unidos, 33% das mudas da regeneração natural de "yellow-poplar"
estavam mortas, 22% estavam tomadas pela trepadeira invasora e 45% estavam
fortemente debilitadas.
Pode ainda diminuir a população de avifauna das regiões invadidas
por diminuir a disponibilidade de alimento e abrigo para aves e pássaros,
outros animais também podem se deslocar da área invadida pelos mesmos motivos
e também pelo excessivo sombreamento, porém esse tipo de impacto nunca foi
avaliado.
Impacto econômico:
Pode invadir plantios comerciais e debilitar o desenvolvimento das
plantios florestais e agrícolas, gerando custos de controle e erradicação
da espécie.
Controle mecânico:
É recomendado apenas para plantas isoladas. Deve-se remover a partir
das pontas dos ramos até o centro, cuidando para que sejam arrancadas com
a raíz. Não deixar a planta abandonada onde possa enraizar novamente. O local
deve ser monitorado semestralmente para remoção de novas infestações e enfraquecer
a planta.
Controle químico:
Aspersão foliar em pelo menos 80% da planta de
glifosato diluído de 1,5% a 2% em
água ou
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Espécie nativa do leste asiático, incluindo Japão e Coréia.
Ambiente natural:
Lonicera japonica é nativa do leste asiático. Na Coréia, a espécie
é parte do sub-bosque das florestas desenvolvidas (último estágio de sucessão)
dominadas por "Carpinus cordata", "Fraxinus rhynchophylla"
e "Cornus controversa".
Ambientes preferenciais para invasão:
Áreas mésicas e secas. Pode crescer sobre arbustos e pequenas árvores, encobrindo-as. Espalha-se no sub-bosque de florestas e em campos nativos. Infesta também terrenos baldios, beira de estradas e linhas de cercas.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa Alto-Montana
Localidade:
Parque Nacional CÁrea de Proteção Ambientalraó
Município / Estado:
Alto Caparaó / Minas Gerais
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Área de invasão:
Localidade:
Parque Estadual do Brigadeiro
Município / Estado:
Araponga / Minas Gerais
Área de invasão:
Ambiente:
Savana Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Área de Proteção Ambiental Estadual da Cachoeira das Andorinhas
Município / Estado:
Ouro Preto / Minas Gerais
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Semidecidual
Localidade:
Estação Ecológica do Tripuí
Município / Estado:
Ouro Preto / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Arbusto escandente que cobre extensões consideráveis na porção mais
baixa da Reserva, próximo aos locais mais brejosos onde as pessoas que lá
vivem circulam mais.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Montana
Localidade:
Jardim Botânico
Município / Estado:
Curitiba / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Ocupando espaço no sub-bosque do capão do parque
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Aluvial
Localidade:
Ponte dos Arcos na antiga estrada da Graciosa
Município / Estado:
Quatro Barras / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie está presente em uma grande extensão de floresta aluvial
ao longo do rio que passa sobre a ponte dos Arcos.
Área de invasão:
Ambiente:
A verificar
Localidade:
Encosta superior do nordeste e campos de cima da serra
Município / Estado:
/ Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Ocupa o dossel e as bordas dos capões
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Semidecidual
Localidade:
Parque Municipal das Cachoeiras
Município / Estado:
São Francisco de Paula / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Subindo por cima de árvores em área degradada
Bibliografia:
Lorenzi, H, Plantas Daninhas do Brasil: terrestres,
aquáticas, parasitas e tóxicas, 3, São Paulo, Nova Odessa, 2000, (p.96), Livro
Dow AgroSciences, Japanese Honeysuckle Control,
Estados Unidos, Dow AgroSciences, 2003, CD-Rom
Lorenzi, H; Souza, H M, Plantas Ornamentais no
Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras, 2, São Paulo, Nova Odessa, 1999,
(p.354), Livro
The
Alliance for the Chesapeake Bay, Pennsylvania Field Guide - Common Invasive
Plants in Riparian Areas, 1, Pennsylvania - United States, The Pennsylvania
Department of Environmental Protection, 2004, Apostila,
http://www.acb-online.org/pubs/projects/deliverables-145-1-2004.pdf
Nuzzo,
V, Element Stewardship Abstract for Lonicera japonica (Japonese Honeysuckle),
1, Virginia, USA, The Nature Conservancy, 1997,
http://tncweeds.ucdavis.edu/esadocs/documnts/lonijap.rtf
Kissmann, K G; Groth, D, Plantas Infestantes
e Nocicas, 2, 2, BASF, 1997, (p.573-575), Livro
Criado em: 07/28/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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