Nome Científico: Ligustrum lucidum
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Scrophulariales
Família: Oleaceae
Ligustrum lucidum W.T. Aiton.
Sinônimos: Autor: Data:
Ligustrum magnoliaefolium Hort. ex Dippel
Nome comum: Idioma:
alfeneiro Português
alfeneiro-do-japão Português
ligustro Português
tree privet Inglês
Descrição morfofisiológica:
Árvore com até 15 m de altura, de casca lisa com coloração
acinzentada. Folhas brilhantes, simples e glabras, copa densa. Inflorescência
em panículas e flores pequenas e brancas, frutos roxos e circulares, muito
característico. O florescimento ocorre entre outubro e dezembro e a
frutificação ocorre de maio a julho no sul do Brasil. Polinização por insetos e
dispersão de frutos por aves. Árvore de rápido crescimento. Raízes superficiais
que se adaptam facilmente a diversos ambientes. Não possui restrição de
drenagem, adaptando-se em solos bem drenados e úmidos.
Dispersão:
Ornitocórica
Zoocórica
Rota de dispersão:
Uso ornamental
Vetor de Dispersão:
Animal vetor
Reprodução:
Sementes
Vegetativa
Forma biológica:
Arbórea
Causa da introdução: Forma: Local: Data:
Para fins ornamentais Voluntária
Impactos ecológicos:
Dispersão ocorre de maneira rápida e é capaz de competir e impedir
a regeneração de plantas nativas (VANHP 2000).
Impacto na saúde:
Os frutos são tóxicos para os humanos a causam sintomas como
náusea, dores de cabeça, dores abdominais, vômitos, diarréia, pressão baixa e
hipotermia.
Controle mecânico:
É recomendado apenas para plantas pequenas e isoladas. Pode ser
realizado com a retirada da planta juntamente com a raíz ou com sucessivos
cortes das rebrotas que atingirem 30cm de comprimento até a exaustão e morte da
planta.
Controle químico:
TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO
DE
O tratamento foliar de plantas em
crescimento é feito com herbicida glifosato, triclopyr ou metsulfuron no início
da primavera ou final do outono em baixas concentrações (1-2%). O uso de
metsulfuron deu bons resultados em aplicação foliar sobre plantas em
crescimento ativo numa proporção de 5 gramas por 10 litros de água. Realize
aspersão a ponto de molhar a folhagem, mas tenha cuidado para não fazer
escorrimento (Motooka et al., 2002). Em caso de remoção das árvores para uso ou
venda da madeira, o controle químico é fundamental e precisa ser realizado no
momento do corte. É necessária a aplicação direta de herbicida nos tocos para
evitar a geração de rebrotas, que em geral dificultam e oneram o controle posterior.
Para tanto, o herbicida precisa ser aplicado imediatamente após o corte, em questão
de segundos, para ter maior eficiência. Trate tocos recém-cortados para evitar
rebrotamento com triclopyr a 10% (Chris Zimmer, HAVO – PIER).
O tratamento basal na casca de caules até 1 centímetro de diâmetro
é efetivo com uso de triclopyr ester diluído a 20% em óleo. Troncos maiores
precisam ser escarificados ou perfurados para aplicação do produto. Se ainda
assim houver rebrotamento, as rebrotas devem ser eliminadas a cada vez que
atingirem 15 a 30 cm de altura através de pulverização nas folhas, com
glifosato diluído em água a 2%. A aplicação deve ser realizada com equipamento
de segurança, com pulverizador de bom desempenho e precisão, sem vazamentos, e
em dias sem vento para evitar impactos paralelos sobre outras espécies, solo ou
água. O tratamento precisa ser repetido cada vez que as rebrotas atingirem a
altura indicada.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
China e Coréia.
Ambientes preferenciais para invasão:
Ligustrum são conhecidos por se dispersarem em uma grande
variedades de habitats como ao longo de rodovias, terrenos baldios, bordas de
plantações florestais, terras baixas e áreas degradadas.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Aluvial
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Campo Largo / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Espécie foi introduzida com fins paisagísticos. De acordo com
levantamento em Campo Largo, 60% da
população de uma floresta ciliar já é alfinero.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Aluvial
Localidade:
Margens do Rio Passaúna, divisa de Curitiba com Campo Largo
Município / Estado:
Curitiba / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A mata ciliar está sendo substituída por esta espécie.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Aluvial
Localidade:
Rio Passaúna, divisa de Curitiba com Campo Largo
Município / Estado:
Curitiba / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Espécie em processo de dominância na floresta ciliar.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Aluvial
Localidade:
Ponte dos Arcos, nas estrada antiga da Graciosa
Município / Estado:
Quatro Barras / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie está presente em um longo trecho da floresta aluvial que
margeia o rio que passa sobre a Ponte dos Arcos, na estrada antiga da Graciosa.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Montana
Localidade:
Fazenda Ana Rech
Município / Estado:
Caxias do Sul / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Árvores adultas e regeneração
no sub-bosque florestal.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Semidecidual Submontana
Município / Estado:
Gravataí / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Usada como ornamental em quintais
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Município / Estado:
Santiago / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Plantio de arborização urbana
Bibliografia:
Löfgren, A, Notas sobre as plantas exóticas
introduzidas no estado de são Paulo, 1, São Paulo, Sec. Da Agric., Comércio e
Obras Públicas de SP, 1903, (p.128), Livro
Ojasti,
J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies
Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los
Recursos Naturales, 2001
Criado em: 07/28/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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