Nome Científico:        Kerodon rupestris

Reino: Animalia

Phylum: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Rodentia

Família: Caviidae

Kerodon rupestris (Wied-Neuwied, 1820).

Nome comum:                                                     Idioma:

mocó                                                                         Português

roedor                                                                       Português

Descrição morfofisiológica:

Os adultos de Kerodon rupestris medem aproximadamente 40 cm e podem chegar a pesar 1 kg de peso vivo. A coloração do dorso é cinza claro e a parte posterior das coxas é castanho-ferruginoso. São excelentes saltadores escalando rochas e galhos de árvores, onde se alimentam de suas folhas. As patas são dotadas de coxins calosos pouco excedidos pelas unhas rígidas que lhes dão habilidade para galgar superfícies pedregosas e troncos de árvores. O animal possui comportamento social e forma grupos familiares, em cativeiro vive até 11 anos. A gestação dura em torno de 65 dias, nascendo 1 ou 2 filhotes por gestação e no máximo cada fêmea gera 5 filhotes por ano. A espécie atinge a idade adulta aos 200 dias de vida.

Rota de dispersão:

Melhoramento de paisagem/fauna

Militar

Vetor de Dispersão:

Humano

Reprodução:

Sexuada

Forma biológica:

Mamífero

Dieta:

Herbívoro

Introdução:

O mocó foi introduzido em meados de 1960, pelos militares para servir de caça aos soldados.

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Em associação com atividades militares          Voluntária          Arquipélago de Fernando      1960

                                                                                                     de Noronha

Impactos ecológicos:

O mocó se alimenta de frutos, podendo também dispersar sementes e modificar a vegetação, e se alimenta bde raízes de árvores. Ao roer a base das árvores, esses animais geralmente derrubam as mesmas, deixando o solo exposto à erosão ou ao estabelecimento de espécies da flora invasora.

Controle mecânico:

A caça é uma forma eficaz de controle populacional.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

A ocorrência da espécie é restrita ao nordeste brasileiro, na região do semi-árido.

Ambiente natural:

Espécia nativa da savana estépica (caatinga), onde estão presentes as rochas graníticas

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha

Município / Estado:

Fernando de Noronha / Pernambuco

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha

Município / Estado:

Fernando de Noronha / Pernambuco

Situação populacional:

Invasora

Bibliografia:

Zogno, M A, Aspectos reprodutivos da fêmea de mocó (Kerodon rupestris): análise bioquímica dos líquidos fetais e caracterização colpocitológica do ciclo estral, São Paulo, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, 2002, Tese de doutorado, http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-04042003-103133/publico/tese.pdf

Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, Plano de Manejo da APA Fernando de Noronha - Rocas - São Pedro e São Paulo

IBAMA; MMA; WWF, Apostila do I Curso de Fauna e Flora do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, Programa de Uso Recreativo do PN Marinho de Fernando de Noronha, 2003

Criado em:    28/07/2005                                                                  

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

www.institutohorus.org.br

Caso tenha dados para contribuir ao levantamento nacional de espécies invasoras, escreva para

invasoras@institutohorus.org.br

Caso tenha interesse em utilizar este texto ou fotografias, por favor escreva para

contato@institutohorus.org.br