Nome Científico: Hovenia dulcis

Reino: Plantae

Phyllum: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Rhamnales

Família: Rhamnaceae

Hovenia dulcis Thunb..

Sinônimos:                                 Autor:                                Data:

Aristolochia longiflora                   Engelm. & Gray

Nome comum:                                              Idioma:

uva-japonesa                                               Português

banana-do-japão                                          Português

caju-do-japão                                              Português

passa-japonesa                                            Português

japanese raisin tree                                       Inglês

japanese cherry                                            Inglês

uva-do-japão                                               Português

Descrição morfofisiologica:

Árvore caducifólia com até 25 m de altura com copa globosa e ampla. A casca é lisa a levemente fissurada pardo-escura a cinza-escura. Folhas simples, alternas, curto-pecíoladas, ovadas, acuminadas, glabras na parte superior e ligeiramente pubescentes na parte inferior. Flores hermafroditas, pequenas, branco-esverdeadas a creme, numerosas. Fruto pequena cápsula globosa seca com 2 a 4 sementes, preso a um pedúnculo carnoso cor de canela com sabor doce e agradável. Sementes alaranjadas ou avermelhadas quando recém colhidas e passando para marrom e pretas com o tempo, mais ou menos circular. A polinização é feita principalmente por abelhas e o florescimento ocorre, no Brasil, de agosto a fevereiro com frutificação entre março e outubro. A queda das folhas ocorre desde abril até o final de agosto. Começa a frutificar entre o 3º e 4º ano. A dispersão das sementes é zoocórica, por aves e pequenos animais.

Dispersão:

Zoocórica

Rota de dispersão:

Comércio de mudas

Outros

Pessoas trocando recursos naturais

Uso florestal

Uso ornamental

Vetor de Dispersão:

Animal vetor

Humano

Reprodução:

Sementes

Forma biológica:

Arbórea

Causa da introdução:                                  Forma:            Local:                           Data:


Por interesse florestal                               Voluntária

Para fins ornamentais                               Voluntária

Quebra-vento                                         Voluntária

Uso econômico:

Horticultura, Sombra ou quebra-vento.

Vendida como ornamental, para produção de madeira e para barreiras de vento, usada para recuperação de áreas degradadas. Na culinária é usada para fazer geléia.

Impactos ecológicos:

A espécie invade áreas de floresta, competindo por espaço, luz e nutrientes com espécies nativas, reduzindo a disponibilidades destes recursos para estas últimas. Também diminui a quantidade de fauna polinizadora e dispersora de sementes disponível para as espécies nativas. A longo prazo, este processo tende a diminuir a quantidade de espécies nativas da floresta a ponto de haver uma homogeneidade da flora, com predominância da espécie invasora.

Impactos sociais e culturais:

O processo de invasão por Hovenia dulcis tende a gerar alteração nos valores culturais associados às espécies arbóreas nativas.

Prevenção:

A espécie Hovenia dulcis possui sementes dispersadas por pássaros e outros animais em função dos frutos comestíveis. Neste sentido, é praticamente impossível controlar a disseminação da espécie em áreas onde ela é reconhecidamente invasora. A única medida preventiva possível, portanto, é não plantar a espécie.

Controle mecânico:

O controle mecânico é recomendado apenas para plantas pequenas e isoladas. Pode ser realizado com a retirada da planta juntamente com a raiz ou com sucessivos cortes das rebrotas que atingirem 30 cm de comprimento até a exaustão e morte da planta.

Controle químico:

           TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE

               SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A

        ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS

                                              AMBIENTAIS PARALELOS.

Para a realização das atividades de controle e manejo de Hovenia dulcis recomenda-se uma equipe de três pessoas: um aplicador de herbicida, um motosserrista e um auxiliar.

As árvores devem ser preferencialmente cortadas rente ao solo (a cepa deve ter no máximo 10 cm de altura), com foice ou facão para plantas com até 10 cm de diâmetro e com motosserra para plantas acima deste diâmetro. Imediatamente após o corte deve-se aplicar o herbicida Imazapyr, com 2% de concentração diluído em água, em toda a região do câmbio. A utilização de um corante junto ao herbicida é fundamental para evitar aplicação excessiva e para evitar respingos e impacto ambiental paralelo. Recomenda-se a utilização de um pulverizador manual para aplicação do herbicida.

Todas as mudas de H. dulcis presentes ao redor da planta tratada devem ser arrancadas com raiz do solo e deixadas na floresta, preferencialmente sobre algum tronco ou pedra para que sequem mais rápido.Apenas nos casos onde é impraticável o corte da planta é que se deve optar pelo anelamento uma vez que a eficácia deste procedimento mostrou-se totalmente variável em função da qualidade do anelamento efetuado. Este procedimento é também em torno de 3 vezes mais lento.

Recomenda-se que o anel inicie no máximo a 10 cm de altura do solo e que tenha ao menos 1 metro de altura. Toda a casca e o câmbio devem ser removidos, permanecendo apenas o lenho. Qualquer porção do tecido de condução (xilema e floema) que permaneça no anel tornará o procedimento totalmente ineficaz. Imediatamente após o anelamento deve-se aplicar o herbicida Imazapyr com 8% de concentração diluído em água, em toda a circunferência inferior do anel. A utilização de um corante junto ao herbicida é fundamental para evitar aplicação em excesso e para evitar respingos e impacto ambiental paralelo. Recomenda-se a utilização de um pulverizador manual para aplicação do herbicida.

Todas as mudas de H. dulcis presentes ao redor da planta tratada devem ser arrancadas com raiz do solo e deixadas na floresta.

Observou-se durante os experimentos que a maior incidência de luz no solo, ocasionada pela morte das plantas de uva-do-japão, estimulou a germinação do banco de sementes havendo, em alguns casos, mais de 100 mudas germinando ao redor da planta morta.

Em algumas circunstâncias observou-se a regeneração dos tecidos de condução da planta, em função do anelamento incorreto. Isto tornou o efeito do manejo nulo.Em função disto e visando impedir a reinfestão da espécie exótica invasora, seja por mudas do banco de sementes, seja por recuperação da planta manejada, é fundamental a realização de um repasse 6 meses após a realização do controle com vistas a arrancar do solo as mudas que surgirem e, onde for necessário, refazer o anelamento com nova aplicação de herbicida conforme descrito no anteriormente.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

A espécie ocorre naturalmente entre as latitudes 25° e 41° Norte e as longitudes 100°

Ambiente natural:

Na China, H. dulcis é componente ocasional do estrato intermediário das florestas decíduas de carvalho. Em altitudes entre 165 e 1350 m, com precipitação em torno de 850 a 2.000 mm, com chuvas concentradas no verão e temperatura média anual de 7° a 17° C.

Ambientes preferenciais para invasão:

Área degradada, Floresta.Florestas onde houve interferência de exploração seletiva; ambientes abertos e áreas degradadas; clareiras de florestas; margens de rodovias. Cresce também em terrenos baldios e proximidades das habitações, formando por vezes agrupamentos.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Aluvial

Localidade:

Em uma planície inundável nas margens do rio Barigui

Município / Estado:

Araucária / Paraná

Referência geográfica:          Datum:     Fuso:     Coordenadas X:                    Y:

                                                                         25° 35' 12''               49° 20' 45''

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A realização de um estudo fitossociológico nas margens do rio Barigui, em uma planície

aluvial mostrou a ocorrência de valores de densidade de 15 ind/há (0,55%), dominância

0,235 m²/há (0,54%) e frequencias absoluta de 10% e relativa de 1,38%, culminando em

um valor de importância de 2,47. Isto representa que Hovenia dulcis já ocupa uma posição

 intermediária de importância, refletindo uma significativa mudança que vem ocorrendo no

ambiente.


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

São Silvestre até a localidade do Cerne

Município / Estado:

Campo Largo / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Estrada do Cerne, a partir de Bateias

Município / Estado:

Campo Largo / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Jardim Botânico

Município / Estado:

Curitiba / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invadindo sub-bosque de capão.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Municipal Barigui

Município / Estado:

Curitiba / Paraná

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista

Localidade:

Parque Municipal das Araucárias

Município / Estado:

Guarapuava / Paraná

Situação populacional:

Estabelecida

Descrição da invasão:

A uva-do-japão ou Hovenia dulcis Thumb. Foi encontrada em uma área próximo a margem

 da floresta com uma estrada desativada, e pelos sinais de alteração presente indica-se ser

 o local uma antiga moradia, sendo desta forma sua ocorrência no Parque causada por

interferência humana. Sua abundância é rara e as plantas aparecem agrupadas. (Fonte:

http://arvoresdeirati.com/index.php?area=artigos&artigo=5)

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Irati / Paraná

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Registros de invasão no sul do Paraná e Santa Catarina. Espécie se instala em qualquer

lugar, tanto sombreado quanto não sombreado. Cresce verticalmente e rápido,

apresentando muitas sementes. Dispersão feita pela avifauna.

Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Floresta Ombrófila - Floresta Estacional

Localidade:

Na beira de estradas e ao longo dos rios

Município / Estado:

Itaperuçu / Paraná

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Área de Relevante Interesse Ecológico da Serra do Tigre

Município / Estado:

Mallet / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invade a partir da beira da estrada para o interior da floresta; plântulas numerosas

Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Floresta Ombrófila - Floresta Estacional

Localidade:

Ao longo do reservatório de Salto Segredo

Município / Estado:

Mangueirinha / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A espécie se encontra amplamente disseminada nas florestas ripárias nas margens do rio

Iguaçu e da represa de Salto Segredo ocupando o espaço das espécies nativas, tanto que

em divesos pontos a única espécie que se observa na mata ciliar é H. dulcis.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Estadual de Vila Velha

Município / Estado:

Ponta Grossa / Paraná

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Fazenda Bom Jesus

Município / Estado:

Reserva / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Área de floresta secundária em 4º-5º fase de sucessão, com aproximadamente 15 anos.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista

Localidade:

Em diversas propriedades rurais do município

Município / Estado:

São Mateus do Sul / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Na porção rural do município predominam pequenas propriedades com alguma cobertura

florestal e é comum encontrar, entre as espécies destas matas, indivíduos de uva-do-japão

 adultos e na regeneração natural. Em um dos casos, observou-se que apenas um

indivíduo adulto gerou mais de 100 descendentes ao redor dele.

Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Floresta Ombrófila - Floresta Estacional

Localidade:

Margem do rio Conceição, afluente do rio Tibagi

Município / Estado:

Telêmaco Borba / Paraná

Referência geográfica:          Datum:     Fuso:     Coordenadas X:                    Y:

                                                                         7298616                  543406

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Indivíduo isolado proveniente de regeneração natural às margens do rio.


Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Floresta Ombrófila - Floresta Estacional

Localidade:

Na beira de estradas e ao longo dos rios

Município / Estado:

Tunas do Paraná / Paraná

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Decidual

Localidade:

Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã

Município / Estado:

Alegria / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Na serra geral de 200 a 600 m de altitude

Município / Estado:

Bom Jesus / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Ela se instala nas florestas e domina a copa e muda o microclima, perde as folhas no

inverno e clareia a floresta. Nas áreas de floresta primária não ocorre.

Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Estepe - Floresta Estacional

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Cachoeirinha / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Beira de estrada


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista

Localidade:

Parque Nacional de Aparados da Serra

Município / Estado:

Cambará do Sul / Rio Grande do Sul

Referência geográfica:          Datum:     Fuso:     Coordenadas X:                    Y:

                                       WGS                           580298 - 595840       6763175 -

                                       1984                                                        6780370

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Na serra geral de 200 a 600 m de altitude

Município / Estado:

Cambará do Sul / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Ela se instala nas florestas, domina a copa e muda o microclima, perde as folhas no

inverno e clareia a floresta. Nas áreas de floresta primária não ocorre.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Campestre da Serra / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invade áreas desflorestadas


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Pico da Canastra e Linha São Paulo