Nome
Científico: Eucalyptus robusta
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Eucalyptus robusta Sm..
Nome comum: Idioma:
eucalipto
Português
eucalipto-do-brejo
Português
Descrição morfofisiológica:
Árvore grande, que pode chegar a mais de 30 m de altura e 4 m de
diâmetro. A casca é persistente, pardo-avermelhada, muito fibrosa e rugosa.
Ramagem oblíquoa formando copa ampla e dense. As folhas são largas, alternas,
oblongo-lanceoladas, coriáceas, verde escuro e brilhantes por cima, palidas
por baixo, com numerosas glândulas translúcidas. As folhas fovens são menores,
largamente elípticas, opostas ou alternas. As flores são abundantes, grandes
e dispostas em umbela sobre pedúnculos comprimidos e largos. As cápsulas são
de tamanho médio, em forma de copo ou urna. Sementes pequenas marrons. Prospera
também em terrenos brejosos, onde quase nenhuma espécie se desenvolve, e resiste
às geadas.
Dispersão:
Anemocórica
Rota de dispersão:
Uso florestal
Uso ornamental
Reprodução:
Sementes
Vegetativa
Forma biológica:
Arbórea
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Quebra-vento Voluntária
Por interesse florestal
Voluntária
Para fins ornamentais
Voluntária
Uso econômico:
Madeira serrada, celulose
Impactos ecológicos:
Transformação de ecossistemas abertos em ecossistemas fechados (de
porte arbóreo), com perda de biodiversidade por sombreamento, exposição do
solo econseqüente erosão e assoreamento de cursos d’água, com impactos sobre
a fauna aquática; Redução de área pastoril para animais herbívoros; Alteração do regime hídrico em ecossistemas
abertos, onde substitui vegetação de pequeno porte; Supressão de outras espécies
arbóreas em ambientes florestais pela ação de substâncias alelopáticas e gradativo
estabelecimento de dominância; Alteração da paisagem e de valores culturais
associados.
Controle mecânico:
A remoção mecânica de árvores invasoras é uma tarefa que pode ser
custosa e de alto impacto, devendo ser realizada com responsabilidade e pessoal
treinado. O simples corte das árvores não é suficiente para eliminar eucaliptos,
havendo necessidade de utilizar controle químico para ter efetividade em função
da capacidade de rebrotamento
Controle químico:
TODO PROCESSO DE CONTROLE
DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE
O tratamento consiste em realizar cortes sucessivos
e intercalados com uma machadinha na base do tronco, com diferença de 10 cm
de altura, de modo a circundar todo o tronco. Aplicar, com pincel, glifosato
diluído a 2% em água a cada corte, no momento em que é feito, um a um. Quanto
menor o tempo entre o corte e a aplicação do produto, maior a eficiência do
resultado.Em caso de remoção das árvores para uso ou venda da madeira, o controle
químico é fundamental e precisa ser realizado no momento do corte. As árvores
devem sofrer corte rente ao chão, ao máximo possível. Aplicar herbicida diretamente
sobre os tocos, com pincel, para evitar a geração de rebrotas, que dificultam
e oneram o controle posterior. Para tanto, o herbicida precisa ser aplicado
imediatamente após o corte, em questão de segundos, para ter maior eficiência.
O produto mais utilizado nos EUA é Garlon 4, produto à base de triclopir,
em concentração de 80% diluído em óleo diesel (20%). Caso não encontre Garlon,
utilize Tordon a uma concentração de 7 % diluído em água. Aplique de forma
a molhar o toco, mas sem fazer com que o produto escorra pelas laterais do
toco, para evitar a contaminação do meio circundante.Se ainda assim houver
rebrotamento, as rebrotas devem ser eliminadas quando atingirem 15 a 30 cm
de altura através de pulverização nas folhas, com glifosato diluído em água
a 2%. A aplicação deve ser realizada com equipamento de segurança, com pulverizador
de bom desempenho e precisão, sem vazamentos, e em dias sem vento para evitar
impactos paralelos sobre outras espécies, solo ou água. O tratamento precisa
ser repetido cada vez que as rebrotas atingirem a altura indicada. Trabalhos
previamente realizados sugerem uma tendência de eliminação das plantas com
quatro aplicações nas rebrotas.
Controle biológico:
O controle biológico não é recomendado, tendo em vista que este tipo
de controle afetaria também os plantios comercias da espécie, prejudicando
setores da economia
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Austrália, Tasmânia
Ambiente natural:
Florestas naturais de Eucalyptus.
Ambientes preferenciais para invasão:
Tem se mostrado invasor em
áreas de solos arenosos em ecossistemas abertos, como nos campos sulinos,
em dunas costeiras e ambientes florestais degradados. Ambientes abertos, em pleno sol. Tanto secos quanto brejosos.
Área de invasão:
Ambiente:
Campinarana Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Parque Nacional Serra da
Canastra
Município / Estado:
São Roque de Minas / Minas Gerais
Situação populacional:
Estabelecida
Descrição da invasão:
Provável plantio para uso em fazendas antigas
Área de invasão:
Ambiente:
Savana Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Parque Nacional da Serra da Canastra - acesso à Torre da Serra Brava
Município / Estado:
São Roque de Minas / Minas Gerais
Referência geográfica: Datum: Fuso: Coordenadas X: Y:
SAD 1969 336098 7762022
Situação populacional:
Contida
Descrição da invasão:
Próximo a torre de incêndio da serra Brava. Ocorre em um talhão de
mais ou menos 600 m².
Área de invasão:
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Tavares / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Bibliografia:
Ojasti,
J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas
en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos
Naturales, 2001
Criado em: 12/28/2004
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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