Nome Científico:        Eriobotrya japonica

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Rosales

Família: Rosaceae

Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl..

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Photinia japonica                                Gray

Mespilus japonica                               Thunb.

Nome comum:                                                     Idioma:

nespereira                                                                Português

nêspera                                                                    Português

ameixeira                                                                  Português

ameixa-amarela                                                        Português

néflier du japon                                                        Francês

japanese medlar                                                       Inglês

loquat                                                                       Inglês

níspero                                                                      Espanhol

Descrição morfofisiológica:

Árvore de porte médio a grande, tem crescimento moderado e pode atingir até 10 m. Inflorescência piramidal e terminal. Flores hermafroditas, actinomorfas, pentâmeras, branco-marfim e fragrantes. Floresce de outubro a dezembro. Suas folhas são alternas, coriáceas, obovadas, com 15-25 cm de comprimento e 3-5 cm de largura, agudas nas duas extremidades. Os frutos são globosos ou elipsóides, amarelos, carnudos e doces.

Dispersão:

Ornitocórica

Zoocórica

Rota de dispersão:

Comércio de mudas

Pessoas trocando recursos naturais

Uso ornamental

Vetor de Dispersão:

Animal vetor

Humano

Reprodução:

Sementes

Forma biológica:

Arbórea

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Para fins alimentares                                         Voluntária

Para fins ornamentais                                       Voluntária

Uso econômico:

A espécie é cultivada como ornamental e para produção de frutos.

Impactos ecológicos:

Ocupa o espaço de espécies nativas no interior de florestas, seus frutos são muito atrativos para os pássaros que se alimentam da espécie e propagam suas sementes em detrimento das espécies nativas que com isso têm a dispersão de suas sementes reduzida. Com esse processo, a espécie aumenta sua população gradativamente.

Prevenção:

A única forma de prevenir a invasão de nêspera é removendo as plantas já existentes, pois a dispersão de suas sementes é feita pelos pássaros e é praticamente impossível realizar um controle sobre isso.

Controle mecânico:

O arranque de plantas do solo é recomendado apenas para plantas jovens. O corte de indivíduos adultos deve ser feito bem rente ao solo com imediata aplicação de herbicida sobre o tronco.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

Aspersão foliar de metsulfuron a uma concentração de 5 gramas para cada 10 litros de água. Realize aspersão a ponto de molhar a folhagem, sem exceso,  para não fazer escorrimento e consequentes impactos paralelos.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

A espécie é nativa do sudeste da China, sendo considerada naturalizada no Japão e Índia.

Ambientes preferenciais para invasão:

É resistente ao frio e a seca. Os solos mais adequados são os de textura arenosa com pH ligeiramente ácido, mas se adapta a diferentes tipos de solo. É comum encontrá-la invadindo áreas abertas e sub-bosque de florestas, não possuindo limitações quanto a luminosidade.

Área de invasão:

Ambiente:

Áreas de Tensão Ecológica - Floresta Ombrófila Densa - Floresta Ombrófila Mista

Localidade:

Em toda a zona rural do município

Município / Estado:

Campina Grande do Sul / Paraná

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Várias árvores de nêspera são encontradas de modo disperso nas chácaras, fazendas e sítios da zona rural do município, Área de Proteção Ambiental entemente essas árvores não foram plantadas e sim dispersadas por aves e pássaros. Encontram-se principalmente nas matas ciliares e em áreas onde a floresta foi removida para dar lugar a gramados.

 

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Municipal do Barigui

Município / Estado:

Curitiba / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Jardim Botânico

Município / Estado:

Curitiba / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invade o sub-bosque de um capão.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Área de Relevante Interesse Ecológico da Serra do Tigre

Município / Estado:

Mallet / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Árvores adultas e regeneração  no sub-bosque florestal. Plântulas numerosas.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Estadual de Vila Velha

Município / Estado:

Ponta Grossa / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Capão próximo à furna 2, invasão inicial no interior da floresta.


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Fazenda Bom Jesus

Município / Estado:

Reserva / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Sub-bosque de floresta secundária na 4º-5º fase de sucessão, com aproximadamente 15

anos.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, represa de Vossoroca

Município / Estado:

Tijucas do Sul / Paraná

Referência geográfica:        Datum:       Fuso:       Coordenadas X:                          Y:

                                                 SAD 1969                          25º 50'                         49º 04'

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Foram encontrados 3 indivíduos de nêspera nas margens da represa de Vossoroca e são potencialmente fonte de sementes para um processo de invasão.

Área de invasão:

Ambiente:

A verificar

Localidade:

Regiões fisiográficas da Depressão Central, Encosta Inferior do Nordeste, Encosta Superior Nordeste

Município / Estado:

 / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Decidual

Localidade:

Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã

Município / Estado:

Alegria / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Estacional Semidecidual Submontana

Município / Estado:

Gravataí / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Detectada em ambiente natural

Descrição da invasão:

Usada como ornamental em quintais

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Mista Montana

Localidade:

Parque Municipal das Cachoeiras

Município / Estado:

São Francisco de Paula / Rio Grande do Sul

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Ecótono com a Floresta Ombrófila Denda

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Paulo Lopes / Santa Catarina

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

População menos numerosa, demora mais para crescer, foi observado em áreas de floresta é atrativa para a fauna e suporta bem ambiente sombreado

Bibliografia:

Blum, C T; Posonski, M; Hoffmann, P M;, Contaminação Biológica por Espécies Vegetais invasoras nas Margens da Represa de Vossoroca, APA de Guaratuba, Paraná, Brasil,

Sociedade Chauá, Curitiba, 2004, artigo não publicado

California Rare Fruit Growers, Loquat - Eriobotrya japonica Lindl., Internet, 1997,

http://crfg.org/pubs/ff/loquat.html

Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos Naturales, 2001

Criado em:    12/28/2004                                                                  

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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