Nome
Científico: Eragrostis plana
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Cyperales
Família: Poaceae
Eragrostis plana Nees.
Nome comum: Idioma:
capim-annoni-2
Português
annoni
Português
love grass
Inglês
capim-chorão
Português
capim-teff
Português
Descrição morfofisiológica:
Planta Herbácea perene, fibrosa, muito entouceirada e rústica, fortemente
enraizada, com até 1 metro de altura, geralmente com 40-60 cm. Parte aérea
e sistema radicular muito resistentes à tração mecânica, sendo difícil arrancar
as plantas. Colmos eretos, subcomprimidos, bastante achatados na parte basal,
com nós pouco salientes, glabros, de coloração verde-acinzentada. Raízes fibrosas
abundantes, muito compridas, que em condições favoráveis podem se aprofundar
no solo 2 a 3 metros. Folhas com bainhas dobradas e achatadas, encaixadas
sucessivamente na parte basal, formando um conjunto plano. Bainhas com até
12 cm de comprimento por 5 mm de largura. O colar aparece como uma linha transversal
de coloração mais clara, separando a bainha da lâmina. Lígulas muito curtas.
Lâminas também dobradas e achatadas na parte inferior, com 1-3mm de largura
por até 40cm de comprimento, terminando de modo filiforme. Folhas de coloração
verde-clara, lisas e glabras.Inflorescência de panículas eretas, com 10-40cm
de comprimento, de formato lanceolado. Ramos laxos, solitários ou alternos,
às vezes fasciculados. Freqüentemente ocorrem entalhes glandulosos, amarelados
e foscos, no eixo das panículas.Espigueta multiflora, geralmente com 8-9 antécios
hermafroditos. A raque desarticula-se acima das glumas e entre os anteócios
férteis, que são estreito-lanceolados, acuminados, com 2,5 a 3,2 mm de comprimento,
membranáceos e de coloração esverdeada. Lema fértil navicular, com ápice acuminado,
do mesmo comprimento do antécio fértil, 3-nervada, de laterais um pouco escurecidas,
margens estreito-escariosas e hialinas na metade superior; no ¼ superior da
lema a superfície é escabrosa e a carena apresenta minúsculos pelos antrorsos
alvo-translúcidos. Pálea fértil bicarenada, aguda, mais curta que a lema fértil;
carena com minúsculos pelos antrorsos e alvo-translúcidos; margens estreito-escariosas,
hialinas. A pálea prende a cariopse por suas margens aderentes.Cariopse estreito-ovalada,
comprimida lateralmente, com 1,2 a 1,6 mm de comprimento e 0,3 a 0,4 mm de
largura por 0,5 a 0,8 mm de espessura. Lado dorsal com carena aguda; lado
ventral sulcado em maior ou menor intensidade, dependendo do estádio de maturação.
Ápice arredondado e base obtusa, geralmente com apêndice esbranquiçado em
ambas as extremidades. Pericarpo de vermelhoo-alaranjado a castanho-avermelhado,
com a área do embrião da mesma cor ou mais clara. Superfície aparentando ser
finamente estriada (aumento de 20x).
Dispersão:
Anemocórica
Zoocórica
Rota de dispersão:
Outros
Veículos rodoviários (longa distância)
Vetor de Dispersão:
Animal vetor
Veículos rodoviários
Reprodução:
Sementes
Forma biológica:
Gramínea
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Introduzida como forrageira
Voluntária
Introduzida como forrageira
Acidental Rio Grande do Sul 1950
Uso econômico:
A planta tem algum valor forrageiro quando nova. Cerca de dois meses
após a brotação as folhas ficam duras e o gado só as consome quando não encontra
outra alternativa.
Impactos ecológicos:
Com sua grande rusticidade e capacidade de disseminação, tende a
dominar nas áreas onde ocorre. As sementes são formadas em grande quantidade,
havendo menção de que uma planta desenvolvida pode produzir até 500.000 sementes,
que conservam o poder germinativo por vários anos.
Impacto econômico:
Diminui o valor nutritivo de pastagens.
Prevenção:
Pela portaria n. 205, de 13/03/79, do Ministério da Agricultura,
foi proibida a comercialização, o transporte, a importação e a exportação
de sementes e mudas de Eragrostis plana.
Controle mecânico:
O florescimento de dá de setembro a março, no Rio Grande do Sul.
Efetuando-se cortes ou submetendo as plantas ao pisoteio, elas são capazes
de renovar o florescimento a cada 17-22 dias, nesse período. Tolera solos
pobres e ácidos, tendendo a dominar outras espécies menos rústicas nessas
condições. Apresenta um sistema radicular muito profundo e por isso suporta
bem os períodos de sequía. Com geadas as folhas esternas sofrem um crestamento,
mas as internas, mais protegidas, continuam verdes. As plantas guardam normalmente
pequena distância entre si, o que sugere haver um efeito alelopático de auto-inibição.
Fotossíntese pelo cilco C-4.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
África do Sul
Ambiente natural:
Ecossistemas campestres, áreas degradadas e pastagens
Ambientes preferenciais para invasão:
Campos sulinos e ecossistemas abertos, especialmente áreas degradadas
por sobrepastoreio, com compactação de solos, ou fogo, desenvolve-se bem em
solos pobres e ácidos. Utiliza margens de rodovias como caminhos para dispersão.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas
Localidade:
Ao longo da rodovia BR-101 e de estradas rurais
Município / Estado:
Nova Viçosa / Bahia
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Com invasão também nos municípios vizinhos ao longo de estradas rurais,
formando o canteiro central ou nas bordaduras em meio a talhões de eucalipto.
Área de invasão:
Ambiente:
Indeterminado
Localidade:
Vale do Aço
Município / Estado:
Mar de Espanha / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Indeterminado
Localidade:
Vale do Aço
Município / Estado:
Muriaé / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Campos e beira de rodovias
Município / Estado:
Palmeira / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Campos e beira de rodovias
Município / Estado:
Ponta Grossa / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Parque Estadual de Vila Velha
Município / Estado:
Ponta Grossa / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Montana
Localidade:
Ao longo da rodovia BR-101
Município / Estado:
São José dos Pinhais / Paraná
Referência geográfica: Datum: Fuso: Coordenadas X: Y:
SAD 1969 22 687854 7150595
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Beira da estrada, trecho Curitiba - Florianópolis
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Montana
Localidade:
Ao longo da rodovia BR-101
Município / Estado:
São José dos Pinhais / Paraná
Referência geográfica: Datum: Fuso: Coordenadas X: Y:
SAD 1969 22 688354 7142257
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Beira da estrada, trecho Curitiba - Florianópolis
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Litoral, Serra do Sudeste, Campanha, Missões, Planalto, Campos de
Cima da Serra
Município / Estado:
/ Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
Alegrete / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Reserva Biológica do Ibirapuitã
Município / Estado:
Alegria / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Invasão estabelecida no entorno; plantas sob controle dentro do Parque
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
Bagé / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
Dom Pedrito / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
Itaqui / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Banhado de São Donato
Município / Estado:
Itaqui / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
Manoel Viana / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
Quaraí / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
Rosário do Sul / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
São Borja / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha)
Localidade:
Todos os campos da fronteira oeste. Toda a parte da campanha da região
sudoeste do estado.
Município / Estado:
São Francisco de Assis / Rio Grande do Sul
Situação populacional:
Invasora
Bibliografia:
Lorenzi, H, Plantas Daninhas do Brasil: terrestres,
aquáticas, parasitas e tóxicas, 3, São Paulo, Nova Odessa, 2000, (p.324),
Livro
Lorenzi, H; Souza, H M, Plantas Ornamentais no
Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras, 2, São Paulo, Nova Odessa, 1999,
(p.552), Livro
Jordão,
C P; Pereira, M G; Bellato, C R; Pereira, J L; Matos, A T, Assessment of water
systems for contaminants from domestic and industrial sewages, Environmental
Monitoring and Assessment Journal, Kluwer online, 2001,
http://www.kluweronline.com/article.asp?PIPS=393161&PDF=1
Kissmann, K G, Plantas Infestantes e Nocivas,
2, 1, BASF, 1997, (p.569-572), Livro
Criado em: 12/28/2004
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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