Nome
Científico: Cynodon dactylon
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Cyperales
Família: Poaceae
Cynodon dactylon (L.) Pers..
Sinônimos: Autor:
Data:
Cynodon
linearis Willd.
Digitaria
dactylon Scop.
Cynodon
dactylon var. datylon (L.) Pers.
Cynodon
pascuus Nees
Nome comum: Idioma:
grama-seda
Português
capim-de-burro
Português
capim-da-bermuda Português
mate-me-embora Português
grama-bermuda
Português
capim-coastcross Português
Descrição morfofisiológica:
Planta perene com vida muito longa, ereta ou ascendente, rizomatosa
e estolonífera, de 30 - 50 cm de altura. As inflorescências situam-se sobre
colmos eretos ou semi-eretos. A altura final depende de condições ambientais
e, principalmente, das variedades. Os colmos são cilíndricos, finos, lisos
e glabros, verdes ou com pigmentação purpurescente. Inicialmente ascendentes,
assumem postura ereta após a floração. Apresentam algumas folhas. Os estolões
desenvolvem-se sobre a superfície do solo, com um comprimento que vai de alguns
centímetros até um metro. Achatados, glabros na maior parte, com entrenós
curtos ocorrendo agrupamentos de nós, dos quais saem colmos ascendentes, frequentemente
em tufos bem como raízes. Os estolões apresentam coloração verde ou verde-acinzentada.
Os rizomas são bastante ramificados, duros, escamosos, pontiagudos. Encontram-se
em níveis bastante superficiais, bem como profundos, no solo. Nos colmos encontram-se
folhas normais, enquanto que nos estolões e rizomas encontram-se catáfilos.
Folhas normais: bainhas curtas, com até 1,5 cm, achatadas, soltas e om margens
sobrepostas, lisas, com esparcos tricomas na superfície e um tufo na parte
terminal. Lígulas membrano-ciliadas, com cerca de 1 mm de altura. Aurículas
presentes. Lâminas lanceoladas, saindo em ângulo quase reto em relação à bainha
e colmo, com 2 - 15 cm de comprimento por 2 - 5 cmde largura; lisas na fase
dorsal e ásperas na ventral; coloração glauca ou verde-acinzentada. Sendo
os entrenós curtos, as folhas parecem opostas. Em cultivares melhorados ocorrem
folhas mais longas e mais largas, que fornecem maior quantidade de massa verde.
As folhas modificadas (catáfilos), são curtas e largas, grossas, com mais
aparência de escamas que folhas. Do topo dos colmos ascendentes saem, de forma
verticilada, de 3 a 7 (normalmente 5) racemos espiciformes finos, com 3 -
10 cm de comprimento, de coloração vermelho-violácea. Espiguetas sésseis,
dispostas em duas fileiras, comprimidas e com pequenas superposição, de um
só lado da raque.
Dispersão:
Anemocórica
Vetor de Dispersão:
Água
Animal vetor
Maquinário
Reprodução:
Sementes
Rizomas
Forma biológica:
Gramínea
Herbácea
Uso econômico:
Utilizável em pastejo ou fenação, na formação de gramados, em barrancos
e em taludes de canais é usada para cobertura do solo.
Impactos ecológicos:
Trata-se de uma notável planta colonizadora, compete com espécies
nativas e agrícolas por espaço, umidade e nutrientes, eliminando do solo o
oxigênio que as plantas nativas necessitam para se estabelecer. Invade ambientes
ripários alterados.
Impacto econômico:
A espécie é tradicional problema em culturas de algodão, amendoim,
café, citrus, fumo e muitas outras, sendo que em cana uma alta infestação
pode reduzir em até 80% a produção, além de reduzir o número de cortes e a
vida útil do canavial.
Impacto na saúde:
O pólen de C. dactylon é alergênico, sendo que em regiões
nos Estados Unidos é notório causador da "febre do feno".
Controle mecânico:
É necessário arrancar todas as partes da planta, incluindo raízes.
Controle químico:
Uma vez estabelecidade a infestação, será necessário
uma combinação de estratégias de controle, dependendo do tamanho da mesma,
do tempo e das condições locais. Os herbicidas podem ser eficazes se aplicado
no período de crescimento ativo da planta. Não se deve usar herbicidas
para etapas que antecedem a rebrota pois isto não afetaria o rizoma
e sim poderia matar plantas nativas pioneiras. Para previnir novas invasões,
deve-se enriquecer o lugar assim que as medidade de controle forem tomadas.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
África tropical, Eurásia, Índia e Malásia são citadas como possíveis
regiões de origem.
Ambientes preferenciais para invasão:
No Brasil é encontrada infestando lavouras anuais e perenes, beira
de estradas e terrenos baldios de quase todo o país. Tolera solos pobres em
nutrientes.
Área de invasão:
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Tavares / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Campus III da Universidade Federal do Paraná
Município / Estado:
Curitiba / Paraná
Situação populacional:
Estabelecida
Descrição da invasão:
A espécie está presente em áreas degradadas ao redor da escola de
florestas da UFPR.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Costa Verde, distrito de Ilha da Madeira
Município / Estado:
Itaguaí / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
A espécie colonizou espontaneamente diques construídos para estabilizar
o processo erosivo que estava havendo na área.
Bibliografia:
Trevisol, R G; Neves, L G; Silva, R T; Valcarcel,
R, Análise da Colonização Vegetal Espontânea em Ambientes Modificados por
Medidas Físicas na Recuperação de Áreas Degradadas, Lavras, CEMAC, 2002,
http://www.cemac-ufla.com.br/trabalhospdf/trabalhos%20voluntarios/Aprovados%20em%20pdf/protoc%2071.pdf
Kissmann, K G, Plantas Infestantes e Nocivas,
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Ojasti,
J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas
en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos
Naturales, 2001
Criado em: 28/07/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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