Nome
Científico: Cortaderia selloana
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Cyperales
Família: Poaceae
Cortaderia selloana (Schult. & Schult. F.) Asch. & Graebn..
Sinônimos: Autor:
Data:
Arundo selloana
Schult
Cortaderia dioica
(Spreng.) Speg
Cortaderia argentea (Nees) Stapf
Cortaderia quila
Stapf
Nome comum: Idioma:
paina
Português
pampas grass
Inglês
capim-dos-pampas Português
cana-dos-pampas Português
cortadeira
Português
penacho
Português
pluma
Português
bandeira
Português
Descrição morfofisiológica:
Herbácea rizomatosa, ereta, perene, entouceirada, de 1,5-2,5 m de
altura, com numerosos colmos densos, com muitas folhas lineares, planas, coriáceas
e de margens ásperas (cortantes), verde-escuras com nervura mediana proeminente
na face dorsal e branqueacenta na ventral. Inflorescências em panículas constituídas
de plumas grandes, densas, branco-prateadas, formadas no verão (dezembro a
março) e que cortadas são muito duráveis. Ocorre uma forma de plumas arroxeadas
e outra rara amarela. Colmos cilíndricos com até 3 m de comprimento (incluindo
a parte da panícula) por 8 mm de espessura, lisos e glabros, envoltos pelas
bainhas foliares. Numa touceira há intensa formação de colmos, que são anuais.
Possui rizomas curtos e sistema radicular bastante profundo.
Dispersão:
Anemocórica
Rota de dispersão:
Agricultura
Uso ornamental
Vetor de Dispersão:
Vento
Reprodução:
Assexuada
Sementes
Forma biológica:
Herbácea
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Acidental
1985
Uso econômico:
Ornamental, barreiras físicas, barreiras de vento, recuperação de
áreas degradadas.
Impactos ecológicos:
Domina vegetação nativa em estágio de regeneração inicial ou herbáceo-arbustiva.
Cria densos aglomerados que impedem o crescimento da vegetação nativa e cria
barreiras à circulaçao da fauna.
Impacto na saúde:
As folhas podem causar irritação na pele.
Controle mecânico:
Plantas pequenas podem ser arrancadas manualmente, tomando o cuidado
de deixar as raízes voltadas para cima, afim de evitar que elas se reestabeleçam.
Plantas adultas também podem ser arrandadas porém, para isso, recomenda-se
que a massa foliar e as inflorescências sejam cortadas com foices ou facões
e só então a planta seja arrancada
do solo com o mesmo cuidado de manter as raízes expostas. É importante que
o executor da tarefa esteja vestindo calça, camisa de manga comprida e luvas
para evitar ferimentos.
Controle químico:
TODO PROCESSO DE CONTROLE
DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE
O herbicida mais recomendado é Glifosato sendo
aplicado no início do dia. Testes mostram que algumas plantas poderam rebrotar
um mês após a aplicação do herbicida que deverá, então, ser reaplicado. Couston,
G J cita que nos dois primeiros anos do controle é indicado o uso de herbicida
misturado com metsulfuron methylester (600g/kh) a 2g/2L de água.
Controle biológico:
Não existem informações sobre este tipo de controle para a espécie.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
América do Sul, do Brasil Meridional ao Pampa Argentino: Argentina,
Brasil, Bolívia, Equador,
Ambiente natural:
Região dos Pampas, campos e savanas.
Ambientes preferenciais para invasão:
Áreas degradadas onde apareçe como espécie oportunista antes do estabelecimento
da regeneração natural. Habitats de influência marinha e beira de cursos d'água.
Área de invasão:
Ambiente:
Refúgios Vegetacionais
Localidade:
Parque Estadual da Serra da Baitaca
Município / Estado:
Quatro Barras / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Invasão propicia dominância sobre regeneração natural de vegetação
remanescente de incêndio ocorrido em 1985. Este incêndio oportunizou a entrada
da espécie no local, onde não é nativa.
Bibliografia:
Chimera,
C; Starr, F; Martz, K; Loope, L, Pampas grass - An Alien Plant Report, Hawaii,
United States Geological Biological Resources Divi, 1999, Relatório,
http://www.hear.org/species/reports/corspp_fskm_awwa_report.pdf
Kissmann, K G, Plantas Infestantes e Nocivas,
2, 1, BASF, 1997, (p.473-476), Livro
Bromilow,
C, Problem Plants of South Africa, 1, South Africa, Briza Publications, 2001,
(p.37)
Veith,
C R and Clout, M N, Turning the Tide: The Eradication of Invasive Species,
IUCN SSC Invasive Species Specialist Group, Auckland, New Zealand, IUCN Publications
Services Unit, 2002, (p.81),
www.iucn.org/bookstore
Criado em: 12/28/2004
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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