Nome
Científico: Casuarina equisetifolia
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Casuarinales
Família: Casuarinaceae
Casuarina equisetifolia L..
Sinônimos: Autor:
Data:
Casuarina
littorea Rumph
Casuarina
litorea var. litorea
L.
Nome comum: Idioma:
casuarina
Português
australian pine
Inglês
australian beefwood
Inglês
bois de fer
Francês
eisenholz
Alemão
pinheiro-da-austrália
Português
horse
tail tree
Inglês
cassowary
tree
Inglês
whistling
pine
Inglês
Descrição morfofisiológica:
Árvore grande, apresenta crescimento rápido, com até 23 m de altura
e 1 m de diâmetro na base; casca cinzenta nos ramos novos e castanho-escuros
nos velhos, com elevado teor de tanino (entre 6 e 18%); ramículos filiformes,
quadrangulares, delicados, verdes, dispostos em verticilos articulados e finamente
estriados. Dióica ou Monóica com flores nuas, com apenas um estame as masculinas
e as femininas, ovóides e cilíndricas, unilocular. Os frutos são sâmaras elipsóides
com até 2 cm de diâmetro, indeiscentes, com apenas 1 semente. Madeira vermelho-escura,
muito dura, difícil de trabalhar. Poder calorífico do carvão atingindo 7.181
kcal/kg, um dos índices mais altos entre as espécies arbóreas. Não possui
limitações quanto à pluviosidade, além de suportar geadas. Espécie heliófila
que apresenta simbiose com actinomicetos do gênero Frankia nas raízes. Adapta-se
com facilidade em vários ambientes, tolerando solos salinos e calcários.
Dispersão:
Anemocórica
Rota de dispersão:
Melhoramento de paisagem/fauna
Pessoas trocando recursos naturais
Uso ornamental
Vetor de Dispersão:
Água
Vento
Reprodução:
Sementes
Forma biológica:
Arbórea
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Para fins ornamentais
Voluntária
Estabilização de dunas
Voluntária
Estabilização de dunas
Voluntária
Uso econômico:
Elfers (1988) aponta a utilização das cinzas da madeira para fabricação
de sabão e extrativos da casca para tingimento. Ornamentação de jardins, medicinal,
uso da madeira e da polpa e ainda para lenha.
Impactos ecológicos:
Forma sombreado denso e uma abundante camada de serapilheira com
folhas e frutos que cobrem completamente o solo. O sombreamento e a serapilheira
eliminam a vegetação adaptada das dunas e das praias. Através das raízes fixa
nitrogênio por simbiose com actinomicetos, sendo capaz de colonizar solos
de baixa fertilidade. Uma vez estabelecida, altera radicalmente as condições
de luz, temperatura e química dos solos. Compete agressivamente com a vegetação
nativa e altera o habitat de diversas espécies da fauna.
Impacto na saúde:
Elfers (1988) relata que Casuarina também causa problemas para saúde
humana por ser fonte de irritação da respiração. O pólen causa reação alérgica
relacionado com irritações nos olhos.
Controle mecânico:
Recomendado apenas para plântulas e árvores isoladas, no caso de
monitoramentos após remoção das plantas invasoras. A retirada deve ocorrer
em sentido crescente, ou seja, a partir das árvores menores e mais distantes
até que se alcance a árvore mais velha, eliminando, desta forma, todas as
plantas.
Controle químico:
TODO PROCESSO DE CONTROLE
DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE
A fim de evitar impactos da queda das árvores
sobre eventual sub-bosque já existente, emprega-se técnica de cortes sucessivos
na base do tronco, intercalados em duas alturas, com controle químico de glifosato
diluído em água a 2%. O produto deve ser aplicado imediatamente com pincel
à medida que são feitos os cortes sucessivos na base do tronco, sem permitir
que haja escorrimento para evitar a contaminação do meio circundante.
Controle biológico:
Casuarina não tem inimigos naturais na sua distribuição na América
do Norte e apresenta uma taxa de crescimento considerável. Elfers (1988) compilou
as informações a respeito e notou que traça do lymantriid (Lymantria xylina),
é uma das piores pragas de C. equisetifolia na China. Houve uma taxa
elevada de deterioração da raiz causada pelo fungo Clitocybe tabescens.
Esse fato ocorreu em condições de terreno bem drenado, elevado, solo arenoso
onde o Carvalho e outras árvores de madeira dura estavam predominando antes
do corte.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Costa norte e nordeste da Austrália, Indonésia, Índia, Bangladesh,
Ceilão, Malásia e Sri
Ambiente natural:
Ocorre geralmente em solos arenosos. Na zona de distribuição natural
a altitude varia desde o nível do mar até 2.000 m s.n.m.
Ambientes preferenciais para invasão:
Invade ambientes abertos de campos e dunas, além de dominar com facilidade
ambientes degradados e solos erodidos. Foi amplamente utilizada em todo o
mundo como estabilizadora de dunas, o quê a possibilitou consagrar-se como
invasora em muitos países.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Semidecidual
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Aracruz / Espírito Santo
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Processo moderado de invasão.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Município / Estado:
Conceição da Barra / Espírito Santo
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Processo moderado de invasão.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Parque Municipal das Mangabeiras.
Município / Estado:
Belo Horizonte / Minas Gerais
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Cerrado.
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Campus Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná
Município / Estado:
Curitiba / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Ambiente completamente degradado, próximo à nascente de um córrego
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Vila de Superagüi
Município / Estado:
Guaraqueçaba / Paraná
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
A espécie é amplamente plantada nos jardins das casas dos moradores
da vila. A vila é vizinha ao Parque Nacional do Superagüi.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Semidecidual
Localidade:
Propriedades particulares e com experimentos do Governo
Município / Estado:
Abreu e Lima / Pernambuco
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Pesquisa em estações experimentais e produção de mudas por viveiros
oficiais e particulares.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Propriedades particulares e com experimentos do Governo
Município / Estado:
Recife / Pernambuco
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Pesquisa em estações experimentais e produção de mudas por viveiros
oficiais e particulares.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Semidecidual
Localidade:
Propriedades particulares e com experimentos do Governo
Município / Estado:
Ribeirão / Pernambuco
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Pesquisa em estações experimentais e produção de mudas por viveiros
oficiais e particulares.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Estacional Semidecidual
Localidade:
Propriedades particulares e com experimentos do Governo
Município / Estado:
Sirinhaém / Pernambuco
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Pesquisa em estações experimentais e produção de mudas por viveiros
oficiais e particulares.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Fazendas e canteiros das cidades
Município / Estado:
Floriano / Piauí
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Fazendas e canteiros das cidades
Município / Estado:
Floriano / Piauí
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Fazendas e canteiros das cidades
Município / Estado:
Parnaíba / Piauí
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Fazendas e canteiros das cidades
Município / Estado:
Teresina / Piauí
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Litoral
Município / Estado:
Arraial do Cabo / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Ocupa o espaço de espécies nativas da restinga causando desequilíbrio.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Litoral
Município / Estado:
Cabo Frio / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Ocupa o espaço de espécies nativas da restinga causando desequilíbrio.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Florestas
Município / Estado:
Casimiro de Abreu / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
No Parque Nacional Restinga de Jurubatiba
Município / Estado:
Macaé / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Ambiente de florestas
Município / Estado:
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Restingas e costões rochosos.
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Município / Estado:
Natal / Rio Grande do Norte
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Ilhas 3 Irmãs e na Irmã do Meio
Município / Estado:
Florianópolis / Santa Catarina
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
Plantada no local do desembarque dos pescadores.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Campeche
Município / Estado:
Florianópolis / Santa Catarina
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Dunas da Lagoa da Conceição
Município / Estado:
Florianópolis / Santa Catarina
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
As árvores estão próximas das casas, pode ser plantio das pessoas
tentando conter a movimentação das dunas.
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa Submontana
Localidade:
Costão no Morro das Pedras
Município / Estado:
Florianópolis / Santa Catarina
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Restingas e costões rochosos.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Praia do Ouvidor
Município / Estado:
Garopaba / Santa Catarina
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Descrição da invasão:
As árvores estão morrendo sem sinais de regeneração, então permitem
um sub-bosque de nativas.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Garopaba / Santa Catarina
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Restingas e costões rochosos.
Área de invasão:
Ambiente:
Periurbano
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Laguna / Santa Catarina
Situação populacional:
Contida
Descrição da invasão:
Espécie plantada em loteamentos.
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Zona Urbana
Município / Estado:
Aracaju / Sergipe
Situação populacional:
Estabelecida