Nome
Científico: Brachiaria ruziziensis
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Cyperales
Família: Poaceae
Brachiaria ruziziensis R. Germ. & Evrard.
Sinônimos: Autor:
Data:
Urochloa ruziziensis (R. Germ. & Evrard)
Morrone
& Zuloaga
Nome comum: Idioma:
braquiária
Português
braquiária-peluda
Português
Descrição morfofisiológica:
Planta perene, ereta, entouceirada, denso-pubescente, de 0,9 - 1,3
m de altura. Coloração geralmente verde-amarelada, com os racemos das inflorescências
alargadas ou alados de 3-5 cm de largura. A partir da base da planta e dos
rizomas formam-se muitos colmos, geniculados na parte inferior; ramificados;
enraizando a partir de nós inferiores e contato com o solo. Os rizomas são
em forma de tubérculos arrendondados com até 15 mm de diâmetro. Raízes fasciculadas.
Raízes adventíceas a partir de nós inferiores dos colmos. As folhas possuem
bainhas mais longas que os entrenós, estriadas, papiloso-pubescentes. Lígulas
em forma de cortina densa de cílios. Lâminas lanceoladas, acuminando para
o ápice e atenuando para a base, com até 30 cm de comprimento por 15 mm de
largura, com margens denticuladas e ásperas, com nervura mediana evidente,
esparsamente papiloso-pilosas. Inflorescências panículas racemosas, longamente
excertas, com 15 - 25 cm de comprimento, apresentando de 3 - 6 racemos ascendentes,
com 4 - 10 cm de comprimento, de raque achatada com 3 - 5 mm de largura, regularmente
distanciadas entre si.
Dispersão:
Anemocórica
Rota de dispersão:
Outros
Reprodução:
Sementes
Forma biológica:
Herbácea
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Introduzida como forrageira
Voluntária
Uso econômico:
Forrageira para produção pastoril amplamente disseminada, utilizada
e promovida no Brasil.
Impactos ecológicos:
Invade e domina áreas abertas de floresta e áreas úmidas; obstrui
pequenos cursos d'água, prejudicando qualidade de água e fauna aquática; dificulta
o restabelecimento da vegetação florestal.
Impacto econômico:
Nos campos sulinos, reduz o valor protéico das pastagens.
Controle mecânico:
Pastoreio intensivo controlado; abafamento com lona plástica transparente
para eliminar banco de sementes.
Controle químico:
Aplicação de glifosato diluído em água a 1%.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
África Tropical, parte oriental da República do Zaire, em Ruanda
e Kenya.
Ambiente natural:
Ecossistemas campestre, áreas desmatadas, áreas úmidas.
Área de invasão:
Ambiente:
Formações Pioneiras de Influência Fluvial (Comunidades Aluviais)
Localidade:
Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba
Município / Estado:
Antonina / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Ao longo de rios e córregos
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas
Localidade:
Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba
Município / Estado:
Antonina / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Em áreas úmidas, bloqueando córregos
Bibliografia:
Lorenzi, H, Plantas Daninhas do Brasil: terrestres,
aquáticas, parasitas e tóxicas, 3, São Paulo, Nova Odessa, 2000, (p.292),
Livro
Filgueiras, T S, Africanas no Brasil: gramíneas
introduzidas da África, Cadernos de Geociências, 1990, (p.58), Artigo
Kissmann, K G, Plantas Infestantes e Nocivas,
2, 1, BASF, 1997, (p.425-428), Livro
de Espíndola, M B; Bechara, F C; Bazzo, M S;
Reis, A, Recuperação Ambiental e contaminação biológica: aspectos ecológicos
e legais, 18, Florianípolis, Santa Cataeina, Revista Biotemas, 2005
Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos Naturales, 2001
Criado em: 28/07/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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