Nome Científico:        Brachiaria mutica

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Cyperales

Família: Poaceae

Brachiaria mutica (Forsk.) Stapf.

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Brachiaria purpurascens                   Henr.

Panicum purpurascens                      Raddi

Panicum barbinode                            Trin.

Urochloa mutica                                (Forsk.) Nguyen.

Panicum aquinum                               Salzm. ex. Steud.

Panicum pyctigluma                          Steud.

Panicum muticum                              Forsk.

Nome comum:                                                     Idioma:

braquiária                                                                 Português

capim-angola                                                           Português

capim-fino                                                                Português

capim-bengo                                                            Português

capim-branco                                                           Português

capim-de-pará                                                         Português

angolinha                                                                  Português

erva-do-pará                                                           Português

capim-planta                                                            Português

capim-de-planta                                                      Português

capim-de-lastro                                                       Português

capim-das-ilhas                                                       Português

capim-de-cavalo                                                      Português

bengo                                                                       Português

capim-de-corte                                                        Português

admirable                                                                  Espanhol

egipto                                                                       Espanhol

Descrição morfofisiológica:

Plante perene, herbácea, estolonífera, ereta ou ascendente, de 1 - 2 m de altura. Os colmos estoloníferos são muito longos, chegando a 6 m de comprimento, enraizando facilmente. Forma grande massa verde, com colmos decumbentes pelo peso; apoiando-se mutuamente os colmos normais podem atingir até 2,5 m de altura. São de forma cilíndrica com entrenós glabros mas com intensa pilosidade junto aos nós. Ascendentes ou decumbentes, enraizando a partir dos nós inferiores em contato com o solo. Em terreno úmido há intensa formação de colmos estoloníferos, às vezes os estolões parecem rizomas, as raízes são fibrosas e aprofundam-se bastante. As folhas possuem bainhas verde-claras, estriadas, geralmente com intensa pilosidade prateada formando um cobertura lanuginosa; às vezes, contudo, as bainhas podem ser glabras. A região do colar é sempre densamente pilosa. Lígulas formadas por uma membrana muito curta, com densa cortina de longos cílios. Lâminas com até 30 cm de comprimento por 15 mm de largura, lanceoladas, planas, lisas, às vezes com margens curtamente serreadas; pilosidade em ambas as faces, menos intensa que a vilosidade das bainhas. A inflorescência é em panícula de formato piramidal, com 15 - 30 cm de comprimento, com uma série de racemos distanciados irregularmente entre si, sendo alguns opostos ou quase. Na parte terminal da panícula os racemos são mais aproximados e tem cerca de 2 cm de comprimento; na parte basal o comprimento de um racemo chega a 10 cm. Os racemos se apresentam distendidos. Os superiores são geralmente simples mas os inferiores geralmente apresentam curtas ramificações, junto da base dos racemos e dos pedicelos encontram-se intensa pilosidade branca. Em ambiente úmido, uma caracteristica marcante são os estolões, longos e fortes. Outros detalhes importantes são os nós dos colmos com densa vilosidade branca e as panículas com o racemos inferiores apresentando curtas ramificações. Espiguetas grandes, com estigmas roxo-escuros nas floração.

Dispersão:

Anemocórica

Entomocórica

Rota de dispersão:

Agricultura

Comércio de mudas

Outros

Vetor de Dispersão:

Água

Animal vetor

Humano

Reprodução:

Sementes

Vegetativa

Forma biológica:

Gramínea

Herbácea

Introdução:

Introduzida em tempos coloniais, provavelmente formando camas de palhas em navios negreiros. Dispersada pelo homem por ser excelente forrageira, sendo hoje encontrada em muitas regiões no Brasil, exceto nas sujeitas a geadas fortes.

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Em associação com comércio internacional    Acidental           Brasil                                       1600

Em associação com comércio internacional    Desconhecida

Uso econômico:

Forrageira

Impactos ecológicos:


Impede o desenvolvimento das gramíneas nativas por efeito alelopático e sufoca o desenvolvimento das espécies dos campos nativos por causar sombreamento.

Impacto econômico:

É um hospedeiro do fungo Helminthosporium sacchari e do agente causador da bruzone do arroz. Constitui-se em planta daninha de culturas de cana-de-açucar e banana.

Controle mecânico:

Pastoreio intensivo controlado; abafamento com lona plástica transparente para eliminar banco de sementes. Infestações pequenas podem ser removidas manualmente ou com máquinas apropriadas.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

Em ambientes aquáticos onde a invasão ocorre em grande escala pode ser tratado com herbicida aprovado para uso em ambientes aquáticos. Em locais de ambientes terrestres indica-se a aplicação de glifosato diluído em água a 1%.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Provavelmente originária da África, hoje bastante difundida no mundo.

Ambiente natural:

Ecossistemas campestres, áreas desmatadas, brejos e várzeas.

Ambientes preferenciais para invasão:

Não se desenvolve bem em terrenos secos. Aprecia umidade, desenvolvendo-se em áreas alagadas, suporta um certo sombreamento. Muito frequente na região canavieira do Nordeste, sendo também encontrada em grandes concentrações no Vale do rio Paraíba e no litoral do estado de São Paulo.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas

Localidade:

Reserva Natural Cachoeira

Município / Estado:

Antonina / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Densos grupamentos que se estendem por pastagens, brejos naturais, margens dos rios


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas

Localidade:

Reserva Natural Salto do Itaqui

Município / Estado:

Guaraqueçaba / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Densos grupamentos que se estendem por pastagens, brejos naturais, margens dos rios

Área de invasão:

Ambiente:

Formações Pioneiras de Influência Fluviomarinha (Manguezal e Campo Salino)

Localidade:

Parque Nacional Saint Hilaire/Lange

Município / Estado:

Guaratuba / Paraná

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A montante da ilha do rio Cubatão, nos fundos da baía de Guaratuba.

Bibliografia:

Filgueiras, T S, Africanas no Brasil: gramíneas introduzidas da África, Cadernos de Geociências, 1990, (p.58), Artigo

Kissmann, K G, Plantas Infestantes e Nocivas, 2, 1, BASF, 1997, (p.408-413), Livro

Parsons, J J, Spread of African Pasture Grasses to the American Tropics, United States, University of California, Berkeley, 1971, (p.14), Revisão de Artigo

Gomide, J A, Sistemas de manejo de gramíneas do gênero Melinis, 1, Piracicaba, Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz, 1995, Artigo

Weber, E, Invasive Plant Species of the World, a reference guide to environmental weeds, CABI Publishing, 2003, (p.446), www.cabi-publishing.org

de Espíndola, M B; Bechara, F C; Bazzo, M S; Reis, A, Recuperação Ambiental e contaminação biológica: aspectos ecológicos e legais, 18, Florianípolis, Santa Cataeina, Revista Biotemas, 2005

Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos Naturales, 2001

 

Criado em:    28/07/2005                                                                  

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

www.institutohorus.org.br

Caso tenha dados para contribuir ao levantamento nacional de espécies invasoras, escreva para

invasoras@institutohorus.org.br

Caso tenha interesse em utilizar este texto ou fotografias, por favor escreva para

contato@institutohorus.org.br