Nome Científico:        Brachiaria decumbens

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Cyperales

Família: Poaceae

Brachiaria decumbens Stapf.

Sinônimos:                                       Autor:                                       Data:

Urochloa decumbens                          (Stapf.) Webster

Nome comum:                                                     Idioma:

braquiária                                                                 Português

capim-braquiária                                                      Português

Descrição morfofisiológica:

Planta perene, ereta ou decumbente, entouceirada, rizomatosa, com enraizamento nos nós inferiores em contato com o solo, denso pubescente, de coloração geral verde-escura, de 30-90 cm de altura. A morfologia é bem variável para esta espécie, a B. decumbens introduzida em Belém, via Estados Unidos, é planta decumbente ou rasteira com 30 - 60 cm de altura, radicante nos nós em contato com o solo, de folhas macias e felpudas, com escassa produção de sementes. A B. decumbens introduzida em São Paulo, via Austrália, é planta com cerca de 1 m de altura, mais ereta, pouco radicante a partir de nós; rizomas muito curtos, contidos nas touceiras; folhas rígidas e esparsamente pilosas; grande produção de sementes. Em geral, os colmos são geniculados, ramificados, hirtusos ou glabros, sendo os nós sempre glabros e de coloração mais escura. Entrenós inferiores curtos com 1 - 2 (-5) cm; entrenós superiores mais longos. No sistema  basal ocorrem dois tipos de rizomas (1) curtos, duros e nodosos e (2) alongados, também duros, de tipo estolonífero. As raíses são filamentosas. As folhas são em bainhas estriadas, mais compridas que os entrenós, envolvendo completamente o colmo. Lígulas em forma de densa cortina de cilios com cerca de 1 mm de altura. Lâminas lanceoladas ou linear-lanceoladas, de base arredondada e ápice acuminado, com até 18 cm de comprimento por 1,5 cm de largura; hirtusas em ambas faces; margens espessas, finamente crenuladas em certos trechos. A planta é bastante enfolhada. Na parte terminal dos colmos surgem panículas racemosas com 2 a 5 recemos distanciados entre si, que se dispõe de forma ascendente. O eixo das paníclas estende-se um pouco além do último racemo. Podem ocorrer finos dentículos e alguns pêlos, especialmente junto à base dos racemos, que apresentam de 2 - 12 cm de comprimento, com duas fileirasde espiguetasque se sobrepõe levemente, de um lado da raque, que é achatada e ciliada nas margens. Pedicelos com ápice discóide.

Dispersão:

Anemocórica

Rota de dispersão:

Outros

Reprodução:

Assexuada

Sementes

Vegetativa

Forma biológica:

Herbácea

Introdução:

Foram feitas diversas introduções de exemplares dessa espécie no Brasil, a partir de 1950. Apesar de as origens serem comuns, da África, o material introduzido difere em suas caracteristicas. SENDULSKY (1978), citado em KISSMANN (1997), mencionou em Hoehnia n. 7, a introdução em São Paulo, a partir da Austrália, do cultivar braquiária-australiana ou cultivar-Basilisk; e a introdução em Belém, a partir dos  Estados Unidos, do cultivar conhecido como cultivar-ipean.

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Introduzida como forrageira                             Voluntária          São Paulo, Belém                   1950

Introduzida como forrageira                             Voluntária          Brasil                                       1964

Introduzida como forrageira                             Voluntária          Rondônia                                 1980

Uso econômico:

Forrageira para produção pastoril amplamente disseminada, utilizada e promovida no Brasil. O cultivar IPEAN ocupa áreas importantes no estado de Mato Grosso e o cultivar Basilisk é muito comum nos Cerrados.

Impactos ecológicos:

Invasora agressiva de áreas de cerrado nativo, causa interações negativas e domina o ambiente. Forma densas touceiras e expulsa as espécies nativas de seu habitat. Na amazônia a lpanta vegeta em terra firme, em solos argilosos ou areno-argilosos. Em geral as plantas formam densa cobertura no solo, dominando outras espécies de plantas herbáceas. Em lavouras de cana observa-se uma germinação e emergência durante muitos meses a cada ano, o que complica as medidas de controle, sendo necessários herbicidas com longo efeito resídual.

Impacto econômico:

Invade lavouras anuais e perenes e pomares, prejudicando a produção e gerando custos de controle e remoção. Em áreas onde a espécie foi introduzida como forregeira, ao se transformar esssas terras em lavouras, o capim-braquiária passa a se constituir numa importante infestante, muito agressiva e de difícil controle. Sérios problemas ocorrem em lavouras de soja na região Centro-Oeste do Brasil e em lavouras de cana-de-açucar no estado de São Paulo. Além da competição, que afeta a produtividade, tem se reduzido fortemente a vida útil de canaviais infestados, para um máximo de 2 ou 3 cortes. Em área infestada o desenvolvimento de mudas de citrus é retardado, sugerindo efeito alelopático negativo.

Controle mecânico:

Pastoreio intensivo controlado; abafamento com lona plástica transparente para eliminar banco de sementes.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

Aplicação de glifosato diluído em água a 1%.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Os diversos cultivares introduzidos no Brasil são originários da África do Sul, ocorrendo

Ambiente natural:

Ecossistemas abertos, savanas.

Ambientes preferenciais para invasão:

Invade ambientes degradados, beira de estradas. O ambiente ideal é de temperatura elevada e bastante umidade. Há boa tolerância a baixa luminosidade.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Aberta

Localidade:

Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema

Município / Estado:

Sena Madureira / Acre

Situação populacional:
Invasora

Descrição da invasão:

O solo se torna muito compactado e degradado e, em função principalmente da profundidade da raiz, é muito difícil exterminá-la para plantar nativas. Nesta RESEX já foram feitos dois plantios de nativas e a Brachiaria voltou e continua dominando.

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Água Branca / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Anadia / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Arapiraca / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Atalaia / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Barra de Santo Antônio / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Barra de São Miguel / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Batalha / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Belém / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Belo Monte / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Boca da Mata / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Branquinha / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Cacimbinhas / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Cajueiro / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Campestre / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Campo Alegre / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Campo Grande / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Canapi / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Capela / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Carneiros / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Chã Preta / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Coité do Nóia / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Colônia Leopoldina / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Coqueiro Seco / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Coruripe / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Craíbas / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Delmiro Gouveia / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Dois Riachos / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Estrela de Alagoas / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Feira Grande / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária

Município / Estado:

Feliz Deserto / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo a área do Estado destinada a pecuária</