Nome Científico:        Azadirachta indica

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Sapindales

Família: Meliaceae

Azadirachta indica A. Juss..

Nome comum:                                                     Idioma:

nim                                                                            Português

neem                                                                         Inglês

margosa                                                                    Português

margosier                                                                  Inglês

Descrição morfofisiológica:

Árvore de 15-20 m de altura, de casca cinza-escura e fissurada. Decidual, de copa densa, folhas compostas alternas, imparipinadas, de 10-38 cm de comprimento, com 3-8 pares de folíolos opostos ou quase opostos, lanceolados, de 3-6 cm de comprimento, acuminados, com margem serreada e base assimétrica. Flores em panículas axilares mais curtas que as folhas; pequenas, pentâmeras, de cor branca ou creme, fragrantes, com o tubo estaminal tão largo quanto as pétalas. Fruto em drupa, oblongo, de 1,2-2 cm de largura, de cor verde amarelada tornando-se púrpura, com uma semente. Floresce de fevereiro a maio e seus frutos amadurecem de junho a agosto, na área de ocorrência natural. No nordeste do Brasil, produz sementes em quantidades a partir de um ano de idade. Apresenta forte vigor de rebrota a partir das raízes. Na região de ocorrências natural da espécie, os solos podem ser ricos em matéria-orgânica, com pH alto e pouco fósforo disponível.

Dispersão:

Ornitocórica

Quirocórica

Rota de dispersão:

Uso florestal

Uso ornamental

Vetor de Dispersão:

Animal vetor

Humano

Reprodução:

Sementes

Vegetativa

Forma biológica:

Arbórea

Causa da introdução:                                      Forma:             Local:                                 Data:

Por interesse florestal                                       Voluntária

Para fins ornamentais                                       Voluntária

Indústria química                                               Voluntária

Por interesse medicinal                                     Voluntária

                                                                           Desconhecida    Rondônia                                 2000

Uso econômico:

Plantios em fazendas para utilização do "inseticida natural" e da madeira. Tem valor para produção de inseticida das folhas e tintura medicinal veterinária e humana contra vermes, fungos, bactérias e infecções de modo geral. Produção de óleo, cobertura vegetal em áreas de cultivo como proteção contra pragas. Os frutos, sementes, óleo, folhas, casca e raízes têm os mais variados usos: antisépticos, antimicrobianos, antimalária, contra vermes intestinais e uso contraceptivo. O óleo do Nim é usado para fabricação de xampu, óleo para cabelo, tônico capilar e óleo para unhas. Do tanino da casca fabrica-se sabonete e pasta dental. A madeira é dura, relativamente pesada e usada na confecção de carretas, ferramentas, postes para cercas, casas, móveis, implementos agrícolas, lenha e carvão. Utilizada como ornamental. É espécie apícola.

Impactos ecológicos:

Transformação de ecossistemas abertos em ecossistemas fechados (de porte arbóreo), com perda de biodiversidade por sombreamento, exposição do solo e conseqüente erosão e assoreamento de cursos d'água, com impactos sobre a fauna aquática; Redução de área pastoril para animais herbívoros; Alteração do regime hídrico em ecossistemas abertos, onde substitui vegetação de pequeno porte; Supressão de outras espécies arbóreas em ambientes florestais pela ação de substâncias alelopáticas e gradativo estabelecimento de dominância.

Impacto econômico:

Tratando-se de uma espécie de difícil controle, os custos são elevados e trazem impacto negativo a propriedades rurais onde a espécie é invasora. Redução de valores cênicos para fins de ecoturismo e lazer ecológico.

Impactos sociais e culturais:

Redução de renda e viabilidade econômica no meio rural em função de custos e esforços de controle da espécie. Aumento do nível de pobreza.

Controle mecânico:

A remoção mecânica de árvores invasoras é uma tarefa que pode ser custosa e de alto impacto, devendo ser realizada com responsabilidade e pessoal treinado. O simples corte das árvores não é suficiente para eliminá-las, havendo necessidade de utilizar controle químico para ter efetividade na eliminação de plantas indesejáveis.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

O tratamento consiste em realizar cortes sucessivos e intercalados com uma machadinha na base do tronco, com diferença de 10 cm de altura, ao redor de todo o tronco. Deve-se aplicar glifosato diluído a 2% em água a cada corte, no momento em que é feito, um a um. Quanto menor o tempo entre o corte e a aplicação do produto, maior a eficiência do resultado. Em caso de remoção das árvores para uso ou venda da madeira, o controle químico é fundamental e precisa ser realizado no momento do corte. É necessária a aplicação direta de herbicida nos tocos para evitar a geração de rebrotas, que em geral dificultam e oneram o controle posterior. Para tanto, o herbicida precisa ser aplicado imediatamente após o corte, em questão de segundos, para ter maior eficiência. O produto mais utilizado é Garlon 4, produto à base de triclopir, em concentração de 80% diluído em óleo diesel (20%). Caso não encontre Garlon, utilize Tordon a uma concentração de 7% diluído em água. Se ainda assim houver rebrotamento, as rebrotas devem ser eliminadas quando atingirem 15 a 30 cm de altura através de pulverização nas folhas, com glifosato diluído em água a 2%. A aplicação deve ser realizada com equipamento de segurança, com pulverizador de bom desempenho e precisão, sem vazamentos, e em dias sem vento para evitar impactos paralelos sobre outras espécies, solo ou água. O tratamento precisa ser repetido cada vez que as rebrotas atingirem a altura indicada. Trabalhos previamente realizados sugerem uma tendência de eliminação das plantas com quatro aplicações nas rebrotas. Dado que o tratamento é novo no Brasil, pode requerer outros ajustes e melhorias.

Controle biológico:

Na região da Caatinga, a espécie é atacada por um fungo do gênero Fusarium sp. quando sob condição de estresse. O fungo tende a ocorrer no colo da planta, debilitando-a.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Ocorre naturalmente nas florestas secas do Deccan e Karnataka a do Myanmar e Sri Lanka.

Ambiente natural:

As florestas secas são de baixas estatura, biomassa, biodiversidade e incremento, com

Ambientes preferenciais para invasão:

Nas áreas onde foi introduzido, é cultivado desde o nível do mar até 1.500 m de altitude. O Nim é tolerante a maioria dos tipos de solos, incluindo secos, rochosos, rasos, arenosos e argilosos. Invasora em ecossistemas diversos, desde campos e cerrados até ecossistemas florestais e áreas degradadas, pastagens e áreas agrícolas sendo muito agressiva em áreas de Savana e de Floresta Estacional Semidecidual. Em Recife constatou-se que a espécie fica debilitada quando plantada em áreas de má drenagem, preferindo solos bem drenados.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Brasiléia / Acre

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Plácido de Castro / Acre

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Rio Branco / Acre

Situação populacional:

Invasora


Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Não informado

Município / Estado:

Xapuri / Acre

Situação populacional:

Invasora

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Água Branca / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Anadia / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Arapiraca / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Atalaia / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Barra de Santo Antônio / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Barra de São Miguel / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Batalha / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Belém / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Belo Monte / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Boca da Mata / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Branquinha / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Cacimbinhas / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Cajueiro / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Campestre / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Campo Alegre / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Campo Grande / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Canapi / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Capela / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Carneiros / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Chã Preta / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Coité do Nóia / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Colônia Leopoldina / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Coqueiro Seco / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Coruripe / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Craíbas / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Delmiro Gouveia / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida

Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado

Localidade:

Em todo Estado

Município / Estado:

Dois Riachos / Alagoas

Situação populacional:

Estabelecida


Área de invasão:

Ambiente:

Indeterminado