Nome
Científico: Artocarpus heterophyllus
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Urticales
Família: Moraceae
Artocarpus heterophyllus Lam..
Sinônimos: Autor:
Data:
Artocarpus integer
(Thunb.) Merr.
Artocarpus integrifolius L. f.
Nome comum: Idioma:
jaqueira
Português
jaca
Português
jackfruit
Inglês
Descrição morfofisiológica:
Árvore monóica, perenifólia, lactescente, com 12-20 m de altura,
provida de copa mais ou menos piramidal e densa, com tronco robusto, de 30
- 60 cm de diâmetro, revestido por casca espessa. Flores unisexuadas, as flores
masculinas estão agrupadas em espigas claviformes e as em espigas compactas,
coloração verde-amareladas, floração em novembro e dezembro, caulifloria.
Frutos sincarpos de forma ovalada originada do desenvolvimento da inflorescência
feminina, amarelos, enormes, disponíveis durante quase todo o ano, porém mais
abundantes em abril e maio. Folhas simples, alternas, com 15-25 cm de comprimento
e 10-12 cm de largura, lobada em plantas jovens. Estípulas fundidas, deixando
uma cicatriz no ramo ao cair. Tolera lugares frios e altitudes elevadas.
Dispersão:
Zoocórica
Rota de dispersão:
Melhoramento de paisagem/fauna
Outros
Pessoas trocando recursos naturais
Vetor de Dispersão:
Animal vetor
Humano
Reprodução:
Sementes
Forma biológica:
Arbórea
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Para fins alimentares
Voluntária
Por interesse florestal
Voluntária
Para fins alimentares
Voluntária Bahia
Uso econômico:
A maior utilidade da jaqueira são seus frutos largamente consumidos
nas regiões tropicais do país, chegando em algumas regiões, como no Recôncavo
Baiano, a constituir-se em alimento básico para comunidades rurais. Geralmente
são consumidos no estado in natura, contudo são freqüentemente transformados
em doces e geléias caseiras. Também pode ser consumida cozida como se fosse
um vegetal. Na Índia sua polpa é fermentada e transformada num tipo de aguardente.
As sementes também podem ser consumidas depois de assadas ou cozidas, possuindo
sabor semelhante a castanha européia e sendo inclusive consideradas ligeiramente
afrodisíacas. Utilizada como árvore frutífera no nordeste brasileiro, em sistemas
agroflorestais e em jardins.
Impactos ecológicos:
Ocupa áreas florestais e substitui vegetação nativa, reduzindo hábitat
para flora e fauna. Serve de alimentos para as espécies de fauna.
Impacto econômico:
Custos de remoção para unidades de conservação e poder público.
Controle mecânico:
Se as árvores forem cortadas ou aneladas abaixo do colo (transição
raiz – caule), não ocorre rebrotamento e não há necessidade de uso de herbicidas.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Índia e Península de Malay.
Ambiente natural:
Florestas
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Parque Nacional da Chapada Diamantina
Município / Estado:
Andaraí / Bahia
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Naturalizada nos locais povoados do parque como o vale do Paty e
a estrada Capões-Lençóis. Região de Ecótono da Floresta Estacional Decidual
e da Floresta Ombrófila Densa.
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Parques municipais
Município / Estado:
Vila Velha / Espírito Santo
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Parques municipais
Município / Estado:
Vitória / Espírito Santo
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Parque Municipal Fonte Grande
Município / Estado:
Vitória / Espírito Santo
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Tavares / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Jardim Botânico do Curado
Município / Estado:
Recife / Pernambuco
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Pequenos sitios
Município / Estado:
Altos / Piauí
Situação populacional:
Estabelecida
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Reserva Biológica União
Município / Estado:
Macaé / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa Submontana
Localidade:
Parque Estadual da Serra da Tiririca
Município / Estado:
Maricá / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Florestas alteradas, ocupa estrato dominado
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa Submontana
Localidade:
Parque Estadual da Serra da Tiririca
Município / Estado:
Niterói / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Florestas alteradas, ocupa estrato dominado
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Reserva Biológica do Tinguá
Município / Estado:
Nova Iguaçu / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa Submontana
Localidade:
Parque Nacional da Tijuca
Município / Estado:
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Florestas alteradas, ocupa estrato dominado
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Reserva Biológica Poço das Antas
Município / Estado:
Silva Jardim / Rio de Janeiro
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Urbano
Localidade:
Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Município / Estado:
Natal / Rio Grande do Norte
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa Submontana
Localidade:
Ilha de Santa Catarina
Município / Estado:
Florianópolis / Santa Catarina
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Amplamente disseminado na ilha nas áreas florestais
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Densa
Localidade:
Parque Estadual da Ilha do Cardoso
Município / Estado:
Cananéia / São Paulo
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Na porção nordeste da Ilha existem algumas árvores de jaca espalhadas
em áreas antropizadas. De acordo com João Cardoso, morador local, a espécie
foi trazida para esta região pela cuíca (Gracilinanus microtarsus)
e não por moradores.
Bibliografia:
Ojasti, J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos Naturales, 2001
Criado em: 25/7/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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