Nome Científico: Andropogon gayanus
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Cyperales
Família: Poaceae
Andropogon gayanus Kunth.
Nome comum: Idioma:
capim-andropogon Português
bluestem Inglês
Descrição morfofisiológica:
O capim-andropogon (Andropogon gayanus cv. Planaltina)
é uma gramínea forrageira perene, ereta, resistente à seca e ao frio, que
cresce formando touceiras de até 1,0 m de diâmetro e produz afilhos com altura
variando entre 1,0 a 3,0 m. Originário da África Tropical, encontra-se amplamente
distribuído na maioria dos cerrados tropicais, em áreas com estação seca bem prolongada.
A produtividade do capim-andropogon é de cerca 50-150 kg/ha. Vegeta bem em altitudes
que variam desde o nível do mar até 1.400 m, principalmente em regiões onde a precipitação
oscila entre 1.000 e 2.000 mm/ano. Tolera até nove meses de seca, embora seu crescimento
seja favorecido em regiões com três a cinco meses de estiagem. Mantém sua atividade
fotossintética e metabólica sob condições de stress hídrico e rebrota
rapidamente com as primeiras chuvas.
Reprodução:
Sementes
Forma biológica:
Herbácea
Introdução:
Andropogon gayanus var. bisquamulatus foi introduzida no Brasil em
larga escala, inicialmente em 1942 e, recentemente, através do cultivar
"Planaltina".
Causa da introdução: Forma: Local: Data:
Introduzida como forrageira Voluntária Brasil 1942
Uso econômico:
Utilizada como forrageira para pastagens.
Impactos ecológicos:
Para determinar se Andropogon guayanus altera os regimes de fogo
da savana, foi comparado a capacidades de combustão e intensidades de fogo em
diferentes sítios com aqueles que apresentavam capins nativos de savana. A
savana invadida por A. guayanus tem capacidade de combustão sete (7) vezes
acima do que aquele dominado por capim nativo. Esta alta capacidade de
combustão suportou um fogo que estava em média, oito vezes mais intenso que
aquele atingido pela savana de capim nativo num mesmo período de tempo. Os
resultados sugerem que A. guayanus é uma séria ameaça às savanas, com o
potencial de alterar a estrutura da vegetação e iniciar um ciclo de fogo de
capins.
Controle mecânico:
Facilmente eliminado pelo arado e boa aceitação por equinos.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
África tropical, Nigéria.
Ambientes preferenciais para invasão:
Apresenta excelente adaptação a solos ácidos e de baixa
fertilidade natural, desenvolvendo-se melhor nos profundos e bem drenados. O
cultivar Planaltina tem forte tendência a escapar do cultivo e ocupar ambientes
marginais e perturbados no Distrito Federal e Goiás. As demais espécies do
gênero são daninhas encontradas em quase todo o território nacional.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Lastro / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Poço Dantas / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Santa Cruz / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Sousa / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Uiraúna / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana (Cerrado)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Canto do Buriti / Piauí
Situação populacional:
Detectada em ambiente natural
Bibliografia:
Pivello,
V R; Shida, C N; Meirelles, S T, Alien grasses in Brasilian savannas: a threat
to the biodiversity, Netherlands, Revista Biodiversity and Conservation, 1999,
Artigo
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V R; Carvalho, V M C; Lopes, P F; Peccinini, A A; Rosso, S, Abundance and
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Savanna) biological reserve, 31, Revista Biotropica, 1999, Artigo
Filgueiras, T S, Africanas no Brasil:
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Klink,
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Ojasti,
J; Jiménez, E G; Otahola, E S; Román, L B G, Informe sobre las Especies Exóticas
en Venezuela, Caracas, Venezuela, Ministerio del Ambiente y de los Recursos
Naturales, 2001
Criado em: 25/7/2005
Fonte: Instituto Hórus
de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy
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