Nome Científico: Acacia mearnsii
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Mimosaceae
Acacia mearnsii De Wild..
Sinônimos: Autor: Data:
Acacia decurrens var. mollis Willd.
Racosperma mearnsii (De Wild.) Pedley
Acacia mollissima Willd.
Nome comum: Idioma:
acácia-negra Português
black wattle
Inglês
mimosa
Português
Descrição morfofisiológica:
Árvore alta com 15 - 20 m de altura; ramos com sulcos superficiais,
com pelos pequenos e finos e pontas jovens pilosas douradas. As folhas, compostas
e bipinadas, são finamente pilosas e têm coloração verde-escura; os folíolos
são pequenos (1,5 - 4 mm) e numerosos. Existe uma glândula entre cada junção
dos pares de pinas. As flores amareladas, globulares, aparecem em grande quantidade,
com odor agradável. Os frutos são vagens marrom-escuras, finamente pilosas.
Da casca, de coloração escura, é extraído o tanino. Ocorre em altitudes que
variam de 850 m até o nível do mar em clima temperado e subtropical, com temperatura
média no mês mais frio entre 0 e 5 °C. Suportam quantidades altas de geadas
por ano e temperaturas mínimas absolutas de até 11°C. Possui a capacidade
de fixar nitrogênio através da simbiose com bactérias do gênero Rhizobium.
Dispersão:
Anemocórica
Ornitocórica
Rota de dispersão:
Uso florestal
Uso ornamental
Vetor de Dispersão:
Água
Animal vetor
Humano
Vento
Solo
Reprodução:
Sementes
Vegetativa
Forma biológica:
Arbórea
Causa da introdução:
Forma: Local:
Data:
Por interesse florestal
Voluntária
Para fins ornamentais
Voluntária
Uso econômico:
A espécie é plantada comercialmente para extração de taninos da casca
e produção de lenha.
Impactos ecológicos:
Produz grandes quantidades de sementes de longa viabilidade no solo,
acima de 50 anos. As numerosas plantas geradas tendem a resultar em dominância
do ambiente invadido, com expulsão das espécies nativas. As sementes podem
ser ativamente disseminadas por aves, expandindo as áreas invadidas, pelo
vento, por água e, possivelmente, por roedores. A germinação é estimulada
pelo fogo. A conversão de ecossistemas abertos em fechados ocasiona perda
de biodiversidade. As árvores fixam nitrogênio e alteram o balanço de nutrientes
no solo, afetando a capacidade de sobrevivência de plantas nativas. Por ser
espécie de rápido crescimento e apresentar grande potencial invasor em áreas
ripárias, absorve grandes quantidades de água pelas raízes e diminui a vazão
dos rios e córregos cujas margens estão sendo invadidas. Diminuindo a quantidade
de água disponível no sistema bem como para uso humano.
Impacto econômico:
Redução de valores cênicos para fins de ecoturismo e lazer ecológico,
perda de áreas de campo e pastoril requerendo controle de dispersão e erradicação.
Controle mecânico:
Se as árvores forem cortadas ou aneladas abaixo do colo (transição
raiz – caule), não ocorre rebrotamento e não há necessidade de uso de herbicidas,
mas o procedimento precisa ser muito bem exeucutado para que este tipo de
controle seja eficiente. Em épocas chuvosas a casca pode ser retirada mais
facilmente, porém ainda é um trabalho que requer muito tempo, sendo mais recomendado
para árvores isoladas do que para grandes infestações. O controle mecênico
também é eficaz para mudas e plantas jovens, que podem ser arrancadas do solo,
mas essa forma de controle deve ser limitada a plantas de pequeno porte e
que não sejam de crescimento vegetativo (brotações a partir das raízes) pois
em outros casos poderá haver muito revolvimento do solo, favorecendo processos
erosivos e/ou estimulando a germinação de sementes de acácia-negra que já
estejam no solo.
Controle químico:
o controle químico deve ser feita na época de
mais intenso período vegetativo, no verão, para potencializar o efeito do
herbicida sistêmico e em dias de sol, sem o risco de chuvas. Árvores de grande
porte podem sofrer anelamento na base, devendo-se abrir um anel de pelo menos
10 cm em toda a volta do tronco, removendo toda a casca externa e interna.
O tratamento químico para eliminação de árvores em pé consiste em realizar
cortes sucessivos e intercalados com uma machadinha na base do tronco, com
diferença de 10 cm de altura, ao redor de todo o tronco. Deve-se aplicar glifosato
diluído a 2% em água a cada corte, no momento em que é feito, um a um. Quanto
menor o tempo entre o corte e a aplicação do produto, maior a eficiência do
resultado. Em caso de remoção das árvores para uso ou venda da madeira, o
controle químico é fundamental e precisa ser realizado no momento do corte.
É necessária a aplicação direta de herbicida nos tocos para evitar a geração
de rebrotas, que em geral dificultam e oneram o controle posterior. Para tanto,
o herbicida precisa ser aplicado imediatamente após o corte, em questão de
segundos, para ter maior eficiência. O produto mais utilizado é Garlon 4,
produto à base de triclopir, em concentração de 80% diluído em óleo diesel
(20%). Caso não encontre Garlon, utilize Tordon a uma concentração de 7% diluído
em água, aplicado com pincel e sem fazer escorrimento para as laterais do
toco. Se ainda assim houver rebrotamento, as rebrotas devem ser eliminadas
quando atingirem 15 a 30 cm de altura através de pulverização nas folhas,
com glifosato diluído em água a 2%. A aplicação deve ser realizada com equipamento
de segurança, com pulverizador de bom desempenho e precisão, sem vazamentos,
e em dias sem vento para evitar impactos paralelos sobre outras espécies,
solo ou água. O tratamento precisa ser repetido cada vez que as rebrotas atingirem
a altura indicada. Trabalhos previamente realizados sugerem uma tendência
de eliminação das plantas com quatro aplicações nas rebrotas. É fundamental
que se realize acompanhamento posterior com ações de remoção de plântulas
nascidas do banco de sementes, que têm longa viabilidade no solo. Herbicidas
diluídos em diesel não devem ser usados na beira de corpos d'água para evitar
contaminação da água.
Controle biológico:
Na África do Sul, o controle biológico de acácia-negra é feito com
o agente <Melanterius maculatus>, um inseto nativo da Austrália
(área nativa de ocorrênciada acácia-negra), que ataca os frutos e inibe a
produção de sementes. Isso diminui consideravelmente a formação de bancos
de sementes no solo e a dispersão da espécie à ambientes naturais. Por atacar
apenas os frutos e as sementes, a produção de acácia-negra não fica comprometida
pois o agente de controle biológico não afeta o crescimento da planta.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
Região sudeste da Austrália e Tasmânia.
Ambiente natural:
Ocorre nos sub-bosques das florestas de Eucaliptos.
Ambientes preferenciais para invasão:
Invade ambientes abertos, preferencialmente alterados, dispersando-se
por margens de rodovias e cursos d’água, florestas ripárias, restingas, florestas
xerófilas a mésicas, campos.
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Aparecida / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Bernardino Batista / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Bom Jesus / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Bonito de Santa Fé / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Cachoeira dos Índios / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Cajazeirinhas / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Carrapateira / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Lastro / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Marizópolis / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Monte Horebe / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Nazarezinho / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Poço Dantas / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Poço de José de Moura / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Santa Cruz / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Santa Helena / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Santarém / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
São Francisco / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
São João do Rio do Peixe / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
São José da Lagoa Tapada / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
São José de Piranhas / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Sousa / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Triunfo / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Uiraúna / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Savana-Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima)
Localidade:
Não informado
Município / Estado:
Vieirópolis / Paraíba
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Estepe Gramíneo-Lenhosa
Localidade:
Parque Estadual de Vila Velha
Município / Estado:
Ponta Grossa / Paraná
Situação populacional:
Invasora
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Montana
Localidade:
Ao longo da rodovia BR-101
Município / Estado:
São José dos Pinhais / Paraná
Referência geográfica: Datum: Fuso: Coordenadas X: Y:
SAD 1969 22 687854 7150595
Situação populacional:
Invasora
Descrição da invasão:
Beira da estrada, trecho Curitiba - Joinville
Área de invasão:
Ambiente:
Floresta Ombrófila Mista Montana
Localidade:
Posto de p