Nome Científico:       Acacia auriculiformis

Reino: Plantae

Phylum: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Fabales

Família: Mimosaceae

Acacia auriculiformis A. Cunn. ex Benth..

Sinônimos:                                    Autor:                                   Data:

Racosperma auriculiforme               (Benth.) Pedley

Nome comum:                                                  Idioma:

papuan wattle                                                  Inglês

auri                                                                   Inglês

Descrição morfofisiológica:

É geralmente árvore, de 8-20 m de altura, com galhada ampla e tronco curto. Em locais adequados pode crescer até 30-40 m de altura com 80-100 cm de diâmetro com um tronco único e reto. A casca é cinzenta ou marrom, mais ou menos lisa nas árvores jovens, tornando-se áspera e fissurada longitudinalmente ao crescer. A folhagem adulta consiste de filódios, que podem ser retos ou falciformes, agudos ou sub-falcados, com 10-20 cm de comprimento e 1,5-3,0 cm de largura. Os filódios das mudas podem atingir 30 cm de comprimento e até 5 cm de largura. Existem três nervuras longitudinais proeminentes se desenvolvendo juntas na direção da margem inferior ou no centro próximo à base, com muitas nervuras finas, secundárias, e uma glândula distinta na base do filódio (Pedley 1978). As inflorescências se encontram em espigas de até 8 cm de comprimento parelhadas (raramente três) nas axilas superiores. Cada inflorescência é composta de aproximadamente 100 pequenas (3,8 x 4,1 mm) flores amarelas brilhantes (Ibrahim & Awang 1991). As flores são segmentadas em 5 partes; o cálice tem 0,7-1,0 mm de comprimento com lóbulos curtos e a corola, 2-2,5 vezes mais comprida que o cálice. Os estames medem aproximadamente 3 mm de comprimento. As vagens são ligeiramente lenhosas, glaucas e com ranhuras transversais, medindo cerca de 6,5 cm de comprimento e 1,5 cm de largura. São inicialmente retas ou curvas mas se entortam e enrolam irregularmente ao amadurecerem. As sementes são geralmente ovais ou elípticas, com cerca de 4-6 mm de comprimento e 3-4 mm de largura. Cada semente está envolta por um longo funículo vermelho, amarelo ou laranja. Há cerca de 60.000 sementes por quilograma.

Reprodução:

Sementes

Forma biológica:

Arbórea

Uso econômico:

O cerne varia entre marrom claro e vermelho escuro. A madeira serve para mobiliário e é adequada para serviços de construção, torneamento e escultura. Árvores cultivadas têm-se mostrado promissoras na produção de celulose não branqueada - para sacos e papel para embalagem e celulose semi-química de sulfito neutro de alta qualidade - para produtos corrugados de médio e alto grau para empacotamento (Logan 1987). A madeira tem uma densidade básica alta (500-650 kg/m³) e um teor calorífico de 4.700-4.900 kcal/kg, que a torna ideal para lenha e carvão vegetal.

O sistema radicular espalhado, densamente emaranhado, estabiliza o terreno em erosão. Seu crescimento inicial rápido, mesmo em locais áridos, e sua tolerância a solos ácidos e alcalinos, a tornam popular para estabilizar e revegetar terras escavada de minas. É usada para sombreamento e ornamentação nas cidades onde sua resistência, densa folhagem e flores amarelas brilhantes são atributos positivos. A casca tem tanino suficiente para uma possível exploração comercial (Abdul Razak et al. 1981). Um corante natural, usado na indústria têxtil de batik da Indonésia também é extraído da casca. Suas flores são uma fonte de alimentação das abelhas para produção de mel (Moncur et al. 1991).

Controle mecânico:

Para plantas jovens o arranque manual é recomendado.

Controle químico:

TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS.

O herbicida Triclopir tem se mostrado o mais eficiente para a espécie porém, as melhores concentrações e formas de aplicação ainda não estão definidas.

Área de distribuição onde a espécie é nativa:

Endêmica na Austrália, Papua Nova Guiné e na Indonésia.

Ambiente natural:

A espécie é normalmente de matas ciliares, isto é, margeia rios perenes e córregos semi-perenes.

Ambientes preferenciais para invasão:

É encontrada em diversos tipos de solo,  tem grande capacidade de sobrevivência em solos pobres e em regiões onde a estação seca é curta, mas não tolera secas severas.

Área de invasão:

Ambiente:

Plantio florestal com espécies exóticas

Localidade:

Área experimental da Embrapa e empresa

Município / Estado:

Iranduba / Amazonas

Situação populacional:

Contida

Descrição da invasão:

Primeiros plantios experimentais em 1994.

Área de invasão:

Ambiente:

Plantio florestal com espécies exóticas

Localidade:

EMBRAPA

Município / Estado:

Manaus / Amazonas

Situação populacional:

Contida

Descrição da invasão:

Primeiros plantios experimentais em 1994.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas

Localidade:

Plantio Aracruz Celulose

Município / Estado:

Aracruz / Espírito Santo

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

Invasão a partir de plantio da Aracruz Celulose.

Área de invasão:

Ambiente:

Floresta Ombrófila Densa

Localidade:

Costa Verde, distrito de Ilha da Madeira

Município / Estado:

Itaguaí / Rio de Janeiro

Referência geográfica:       Datum:      Fuso:       Coordenadas X:                       Y:

                                                                                  23º 55'                     23º 55'

Situação populacional:

Invasora

Descrição da invasão:

A espécie colonizou espontaneamente diques construídos para estabilizar o processo erosivo que

estava havendo na área.

Bibliografia:

Pinyopusarerk, K, Acacia auriculiformis - uma acácia tropical polivalente, Canberra -  Australia., Nitrogen Fixing Tree Association, 1996, http://www.winrock.org/forestry/Portugese/96-05.htm

Starr, F; Starr, K; Loope, L, Acacia auriculiformis, Maui, Hawai'i, United States Geological Survey--Biological Resources Division, 2003, Relatório,
http://www.hear.org/starr/hiplants/reports/html/acacia_auriculiformis.htm

Trevisol, R G; Neves, L G; Silva, R T; Valcarcel, R, Análise da Colonização Vegetal Espontânea em Ambientes Modificados por Medidas Físicas na Recuperação de Áreas Degradadas, Lavras, CEMAC, 2002,
http://www.cemac-ufla.com.br/trabalhospdf/trabalhos%20voluntarios/Aprovados%20em%20pdf/protoc%2071.pdf

Criado em:    28/07/2005                                                       

Fonte: Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental / The Nature Conservancy 

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