Spathodea
, a beleza que mata a biodiversidade
Temos
casa em Ilhabela há 16 anos; somos uma família
cujo pai é um médico, a mãe uma professora
de Educação Física com mais duas faculdades
(Geografia e Psicologia), a filha jornalista com mais uma
faculdade além do Jornalismo (Veterinária)
e o filho no último ano da Faculdade de Medicina.
A ilha foi paixão à primeira vista, quando
a natureza seduziu a todos e acabou por nos adotar como
semicaiçaras há 20 anos (éramos então
hóspedes de hotel). Desde o início as aves
(beija flor, saíras e tiés) foram alvo da
nossa atenção, patente da riqueza e diversidade
da fauna da Mata Atlântica, e não foi difícil
perceber com tristeza as mortes súbitas e a diminuição
progressiva das espécies menores.
Os
comentários sobre o papel das Spathodeas nessas mortes
nos levaram a uma pesquisa de seis meses (somos avessos
ao famoso “achismo”), que culminou com vasto
material científico e a busca de uma solução:
dois meses de peregrinações diárias
à Secretaria de Meio Ambiente de Ilhabela, Prefeitura
Municipal de Ilhabela, Departamento Estadual de Proteção
aos Recursos Naturais em São Sebastião, troca
de informações com o Instituto Hórus
e uma boa briga com pretensos ecologistas, até bem
intencionados, mas sem as mínimas noções
de preservação da biodiversidade e que mesmo
com o alvará oficial para poda e retirada que conseguimos
, chegaram a chamar a Polícia Florestal contra nós,
que também bancávamos financeiramente os trabalhos,
com um custo aproximado de R$ 4 mil (o condomínio
onde está nossa casa não bancou e até
se colocou contra nós através de alguns moradores,
uma minoria guiada pelo síndico).
Conseguimos
a simpatia de alguns vereadores, de membros da Associação
Comercial de Ilhabela, de proprietários de Colégios
e de pessoas com boa vontade, dos mais variados segmentos,
inclusive de Ongs, e de outros brasileiros que, como nós,
tentam ser apenas verdadeiros brasileiros que exercem sua
cidadania.
Detectamos
invasão dessa árvore africana na área
de preservação do Parque Estadual de Ilhabela
e tratamos de alertar as autoridades, fizemos faixas e adesivos
para os carros , e continuamos na luta através da
distribuição de dossiês com material
científico que atestam o perigo dessa árvore
tóxica que mata até animais de maior porte,
e por ser invasora feroz também sufoca as nossas
árvores brasileiras.
A
exemplo da Prefeitura Municipal de Bauru, já existe
projeto de lei proibindo a Spathodea em Ilhabela, o que
culminaria em levar ao êxito a nossa luta pequena,
mas persistente , pois somos brasileiros conscientes do
nosso papel em preservar esta magnífica natureza
, um presente que Deus nos deu.
Ofício
nº 152/05 enviado ao DD. Presidente do Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
- IBAMA
João
Alberto Ferreira de Mattos
Tania Regina Coppini Ferreira de Mattos
Ana Carolina Ferreira de Mattos
Gustavo Henrique Ferreira de Mattos
Se
você tem um estudo de caso para divulgar e gostaria
de vê-lo no site do Instituto Hórus, envie-nos
uma página contando a história e 4-5 fotografias
para ilustrar.
Fale
conosco
Acesse mais informações sobre
a espécie:
-
informações
gerais sobre a espécie
- dispersão
da espécie pelo mundo
- ficha
técnica da espécie
Acesse outros estudos de caso:
- Aves
ameaçadas por abelhas africanizadas no Cerrado
-
A ocupação
da Thespesia populnea (l.) Soland nos manguezais
do recife – pe: um processo de invasão
Voltar
|