Corte e eliminação de pínus nos campos de altitute

Espécies nativas dos campos de altitude:
Área com invasão de pínus Bromélia Orquídea Rainha do abismo Ipê-amarelo
Campos de altitude Bromélia Orquídea Rainha do abismo Ipê-amarelo

Os campos de altitude da Serra do Mar paranaense, localizados acima de 1.200 metros, apresentam elevado grau de endemismos, ou seja, de espécies que somente ocorrem nesses locais. Na composição de espécies nativas estão orquídeas, bromélias, lírios, ipê-amarelo, líquens e a dama-do-abismo, entre muitas outras. Os solos são rasos, em grande parte orgânicos e de alta fragilidade ambiental, mesmo ao pisoteio de visitantes.

Cultivos de espécies de Pinus, originários da América do Norte, são comuns na base dos morros, em propriedades particulares. Essas áreas funcionam como fontes de sementes que, com o vento, são levadas às partes mais altas dos morros e chegam nos campos de altitude, gerando processos de invasão por pínus.

O impacto da invasão de pínus está na eliminação de espécies nativas dos campos de altitude que são, em sua grande parte, dependentes de luz direta do sol. Com a morte dessas plantas há exposição do solo, erosão, assoreamento de áreas mais baixas e cursos d´água e a degradação do ecossistema, pois a possibilidade de recolonização dessas áreas afetadas é de longo prazo especialmente quando há perda de solo.

O Instituto Hórus, em projeto financiado pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, realizou empreitas de corte e eliminação de pínus nos morros Camapuã, Camacuã e Tucum no ano de 2008. Foram eliminadas 2.390 árvores adultas e jovens com uso de motosserra, facões e por arranquio. Com isso a invasão perdeu força, porém requer esforços complementares para a retirada de cerca de 50 árvores em locais de acesso muito difícil e para repasses periódicos que viabilizem a retirada de novas plantas que germinem do banco de sementes ou de novas sementes que cheguem ao local. 

Antes - Área invadida por pínus Depois - Área pós controle
Antes - Área invadida por pínus Depois - Área pós-controle

Este problema requer também uma abordagem mais abrangente no sentido de que o setor produtivo que cultiva pínus tome para si a responsabilidade de realizar as ações de controle ou pague por elas, de modo a não gerar impactos sobre ambientes naturais.

Para maiores informações entre em contato conosco.



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